domingo, 31 de janeiro de 2010

Mega-Sena acumula e deve pagar R$ 20 milhões na próxima quarta


O prêmio da Mega-Sena acumulou após sorteio realizado na noite deste sábado. Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 1.149 e, segundo estimativa da Caixa Econômica Federal, o próximo prêmio, sorteado na quarta-feira (3), pode chegar a R$ 20 milhões.

Os números sorteados em Cerqueira César (287 km de SP) foram: 07 - 08 - 23 - 36 - 46 - 54.

No total, 91 bilhetes acertaram a quina e ganharão, cada um, R$ 16.567,30. Outras 6.998 apostas acertaram a quadra e vão levar R$ 307,76, cada uma.

Sorteio anterior
Na última quarta-feira (27), nenhum bilhete acertou os números do concurso 1.148 e o prêmio acumulou. Os números sorteados na ocasião foram: 27 - 28 - 29 - 32 - 48 - 55.

Ao todo, 37 bilhetes acertaram a quina e vão levar, cada um R$ 33.116,63. Outras 3.792 apostas fizeram a quadra e levarão R$ 461,61, cada uma.

As apostas para concorrer ao próximo concurso devem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio.

Ford faz retoques leves no EcoSport de olho na próxima geração


Se você não conseguiu encontrar as sete diferenças, não se preocupe. As imagens dos EcoSport 2009 e 2011 são tão parecidas que poderiam estar em livros de passatempo de nível difícil.

E mais: quem não atentou para os detalhes ainda pode economizar R$ 5.000. É que há o modelo antigo nas revendas com um ótimo desconto.

A explicação para as alterações sutis é que a futura geração do EcoSport, em desenvolvimento no país, será lançada em 2012.

Por isso, a Ford gastou o mínimo possível nessa reestilização, que tem toques de Land Rover Freelander 2.

Além dos novos vincos, agora o capô do jipinho traz o escrito "EcoSport" em letrinhas. Também realça o estilo "aventureiro e robusto" uma espécie de para-choque de impulsão "fake" --no centro, há uma pintura cinza fosca.

Só a grade de três barras do Edge e o logotipo da Ford afastam o EcoSport do Freelander. Algumas linhas e a lanterna traseira já lembravam as do utilitário inglês e não mudaram.

Em 2007, a Ford já cogitava adotar as letrinhas no capô, conta Linus de Paoli, engenheiro da Ford. Mas o grupo vendeu a Land Rover em 2008 para a indiana Tata e nega uma relação íntima entre os modelos.

"As pessoas associam, mas o principal objetivo das mudanças é deixar o EcoSport mais sofisticado", afirma Paoli.

Há dois anos, na primeira reestilização, a marca também quis deixar o EcoSport mais requintado. Não adiantou muito.

Em vez de melhorarem os plásticos do interior para reduzir barulhos, espalharam borrachinhas nos cantos críticos.

Nesse modelo 2011, elas ainda estão lá. Há também rodas de 15 polegadas com acabamento escuro e novas barras no teto, como as do Edge.

Espelho meu
Mudaram também as faixas laterais e o tecido dos bancos, além dos faróis, agora escuros. Mesmo com os tropeços, a montadora vende 4.000 Eco-Sport por mês --e não deve ver as vendas caírem com o novo.

A seu favor tem a relação custo-benefício. Quase sem concorrentes, o EcoSport ainda é a melhor opção para quem não pode ter um utilitário nato.

O jipinho chega às concessionárias no próximo mês partindo de R$ 49,9 mil --preço exato do chinês Chery Tiggo. A versão mais vendida do Ford, a Freestyle 1.6 "flex" com ar-condicionado, direção hidráulica e trio elétrico, custará R$ 57.190.

É cerca de R$ 10 mil a menos que um Hyundai Tucson, porém mais caro que os "aventureiros" Volkswagen CrossFox 1.6 (R$ 49.406), Fiat Palio Weekend Locker 1.8 (R$ 53.320) e Kia Soul 1.6 (R$ 55 mil), em configurações equivalentes.

Com freios ABS, airbag e bancos de couro, a versão Freestyle 1.6 fica R$ 3.000 mais cara. Se optar pelo motor 2.0, ela vai a R$ 59.480 e pode ter airbag, freios ABS e câmbio automático por mais R$ 1.430.

Rio-2016 terá consultoria de Tony Blair


O governador do Rio, Sérgio Cabral, anunciou, em Londres, a contratação do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair como consultor para ajudar na organização dos Jogos Olímpicos de 2016.

Cabral disse que a consultoria será paga com o dinheiro da iniciativa privada e que o Estado não entrará com recursos.

O governador informou ainda que já entrou em contato com empresas privadas brasileiras antes de ir a Londres e que agora realizará um "chamado geral'' ao setor privado para arrecadar fundos para o pagamento da consultoria do ex-premiê-britânico.

Segundo Cabral, Blair é o "grande responsável'' pela vitória e pela preparação de Londres para sediar os Jogos de 2012. Dois anos antes, a cidade tem o cronograma em dia.

A previsão é de que Blair venha ao Rio em maio deste ano para realizar uma palestra e assinar o contrato, cujo valor não foi divulgado. A função que o ex-primeiro-ministro terá junto aos organizadores da Rio-2016 também não foi definida.

"Se Londres chega a 2010 com todo o calendário correto, com as obras em dia, é porque durante dois anos, de 2005 a 2007, se preparou com planejamento e projetos para começar as obras'', disse Cabral.

Para realizar o Pan de 2007, o Rio sofreu com uma série de atrasos na execução das obras e teve o orçamento estourado várias vezes. O evento iria custar, inicialmente, R$ 414 milhões, mas saiu por R$ 3,7 bilhões.

Cabral destacou o papel do setor privado nos Jogos. Disse não conhecer Olimpíada "sem que a sociedade e o empresariado não tenham participado''.

O governador se reuniu com o ex-premiê britânico acompanhado do ministro do Esporte, Orlando Silva, do presidente da Rio-2016, Carlos Nuzman, e da secretária de Esportes, Turismo e Lazer, Márcia Lins.

Berlusconi reencontra a mulher para dar entrada em divórcio


O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, voltou a encontrar a mulher, Veronica Lario, para dar entrada no pedido de divórcio, informa hoje o jornal "Corriere della Sera". Os dois, que não se viam há nove meses, passaram cerca de 20 minutos juntos diante do juiz que tratará da separação do casal.

O encontro de Berlusconi com a segunda mulher, ocorrido ontem (30), foi o primeiro desde que ela decidiu se separar, motivada pelas notícias de que o primeiro-ministro teria um caso com uma jovem de 18 anos e promovia orgias em uma de suas propriedades.

Segundo o "Corriere della Sera", Veronica fundamentou o pedido de divórcio nas traições do marido. Já os advogados de Berlusconi estariam preparando documentação que provaria a infidelidade da ex-atriz. A próxima audiência do caso será em março, quando os advogados de ambas as partes apresentarão a partilha dos bens.

O acordo entre as partes, porém, parece distante. O "Corriere della Sera" diz que Veronica pede uma pensão compensatória mensal de 3,5 milhões de euros (mais de R$ 9 milhões), enquanto Berlusconi oferece 200 mil euros (quase R$ 520 mil).

Para evitar pagar a quantia requisitada pela ex-atriz, os advogados de Berlusconi apresentaram ao juiz documentos que detalham as várias mansões e contas correntes com as quais o primeiro-ministro presenteou a mulher em 19 anos de casamento e em 30 de convivência.

Além disso, destaca a publicação, Berlusconi já teria depositado entre 60 milhões de euros e 70 milhões de euros (de R$ 155 milhões a R$ 181 milhões) nas contas de Veronica para ajudar na criação dos três filhos nascidos do casamento.

Mobilização anti-Brasil ecoa no Haiti após terremoto


Acuada e radicalizada, uma franja da sociedade haitiana aproveita o caos pós-terremoto para aumentar o volume de uma demanda que completa seis anos: brasileiros, voltem para casa! São na maioria simpatizantes do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide, deposto em 2004 por uma ação norte-americana (para a qual a ONU fez vistas grossas) e hoje exilado na África do Sul.

Vivem em bairros miseráveis de Porto Príncipe, como Cité Soleil e Bel Air, onde Aristide aparece em grafites nos muros ao lado de Bob Marley e Martin Luther King. "Aristide construiu tudo por aqui, e os brasileiros destruíram", disse um homem que se identificou apenas como Jean, tomando cerveja e fumando maconha às 10h numa rua em ruínas em Bel Air. A seu lado, outro que se apresentou como "Matador" disse que os brasileiros não têm o que fazer no país. "Eles nunca construíram nem um banheiro aqui", queixou-se.

Muitas pessoas na região nutrem ressentimento pelas operações de "pacificação" conduzidas pelos militares do Brasil entre 2004 e 2007, que desarmaram gangues pró-Aristide após duros combates. "Eles [os soldados brasileiros] não são nossos amigos. Eles matam nosso povo", diz Vanel Louis Paul, dirigente do Massa Popular, uma agremiação de base pró-Aristide que tem sede na gigantesca favela de Cité Soleil, a maior de Porto Príncipe.

Emile Wilnes, integrante do mesmo grupo e membro do conselho da Fundação Aristide, ONG assistencialista mantida por aliados do ex-presidente, diz que hoje o Brasil é um dos responsáveis por dificultar o retorno de seu líder do exílio. "Nós achávamos que [Luiz Inácio Lula da Silva] fosse um democrata. Mas hoje, vendo o que aconteceu aqui, não achamos mais", declara ele.

Ao longo de dez dias em Porto Príncipe, é possível perceber bem mais demonstrações de apreço aos brasileiros entre a população do que o contrário. O Brasil lidera militarmente a Minustah, a força de paz da ONU, que em geral é bem aceita pelos haitianos.

Mas a franja radicalizada existe e é atuante, não apenas nas favelas, mas também no movimento estudantil. O pior cenário para o Brasil seria o de uma aliança entre as massas empobrecidas das favelas e essa elite politizada. "Não deixamos de acompanhar atentamente e com preocupação a atuação dos partidários de Aristide, mesmo com a situação de fraqueza deles", diz o coronel Alan Santos, chefe da comunicação social do batalhão brasileiro da Minustah.

Marcha anual
Todos os anos, em 28 de fevereiro (aniversário da queda de Aristide), pelo menos 5.000 pessoas marcham pelas ruas de Porto Príncipe para lembrar o que qualificam como um golpe de Estado. Pichações pedindo a saída da Minustah são poucas, mas visíveis em alguns muros do centro da capital.

Nunca houve violência nessas manifestações, pelo próprio fato de que as gangues ligadas ao ex-presidente foram desarmadas, e seus líderes, presos. Mas cerca de 5.500 ex-integrantes desses grupos paramilitares escaparam da prisão no terremoto e estão à solta.

Aristide quer voltar ao Haiti e promete nunca mais concorrer à Presidência. Não há no Haiti pesquisas sobre a popularidade de seu partido, o Família Lavalas, mas é certo que continua forte nos principais bolsões de pobreza do país. "Estamos no país todo. O nosso é o partido da maioria", disse a presidente do partido e principal representante de Aristide no Haiti, Maryse Narcisse.

Ex-ministra no governo do presidente deposto, Narcisse é mais diplomática ao falar dos brasileiros. Pede claramente, no entanto, um cronograma para a saída das tropas estrangeiras, algo que a ONU já disse que só acontecerá daqui a "muitos anos".

"Não podemos achar que a Minustah vai ficar aqui para sempre. Está na hora de sabermos quando seu trabalho vai terminar", diz ela. "Precisamos de solidariedade internacional, mas tem que haver dignidade para nós."

Divisão
A resposta dada pela Minustah, Brasil à frente, ao terremoto serviu para aumentar o golfo entre os que defendem e os que se opõem à presença estrangeira no Haiti. Aplausos e polegares levantados em sinal de positivo costumam saudar brasileiros em operações de distribuição de alimentos. Mas quem é contra não se convence.

"A Minustah não tem sido capaz de responder de maneira adequada ao terremoto. Minha impressão é que as tropas não sabem bem o que fazer", diz Narcisse.

Mais de 6.000 pessoas utilizam bilhete único no primeiro dia de testes no Rio


Até o final da tarde de sábado (30), primeiro dia de testes oficiais com o bilhete único no Rio de Janeiro, 6.110 pessoas embarcaram no sistema público de transportes utilizando o novo cartão.

O dia terminou com todo sistema do metrô e da SuperVia (concessionária que administra os trens) adaptados para a leitura do novo cartão. Da frota de ônibus da região metropolitana, metade está com os validadores configurados para processar as informações do benefício.

A previsão era que até o final do dia, as estações de Barcas, no Rio e em Niterói, e as linhas de ônibus de Niterói, Maricá e São Gonçalo também estaria com o sistema atualizado. As demais linhas da Baixada Fluminense estará integradas a partir de hoje à nova tecnologia.

Até o final do domingo (31), o sistema passará por ajustes para que, na segunda-feira (1), todo o sistema de transportes da região metropolitana esteja habilitado para aceitar o cartão.

O bilhete único custa R$ 4,40 e o usuário tem direito a até duas viagens, sendo uma delas intermunicipal.

Cerimônia de entrega do Grammy acontece neste domingo, em Los Angeles


A Academia da Gravação dos Estados Unidos realizará neste domingo (31) a 52ª edição de entrega dos prêmios Grammy, os mais importantes do país no ramo da música, nos quais as favoritas são Beyoncé e Taylor Swift com dez e oito indicações, respectivamente.

A cerimônia acontece a partir das 17h (23h no horário de Brasília) no Staples Center, estádio do Los Angeles Lakers, onde serão entregues dez dos 109 prêmios concedidos este ano.

Os outros serão distribuídos em um evento prévio que poderá ser acompanhado internacionalmente através do site da premiação.

Além de Beyoncé e Swift, outra das novas divas da música, Lady Gaga, que ficou com cinco menções, concorrerá pelos principais prêmios.

O trio repete candidatura nas categorias de melhor álbum, melhor canção (letra) e melhor gravação.

Na disputa pelo melhor disco também estarão os grupos The Black Eyed Peas e Dave Matthews Band.

The Black Eyed Peas somou no total seis candidaturas, incluindo a de melhor gravação, mesma quantidade que o cantor de Rhythm & Blues Maxwell e o rapper Kanye West.

A festa contará com as atuações de Beyoncé, Swift, Lady Gaga, Black Eyed Peas, Elton John, Green Day e Eminen, e terá como apresentadores Plácido Domingo, Juanes, Jennifer López, Quentin Tarantino, Miley Cyrus, The Jonas Brothers, Ricky Martin, Carlos Santana e Ringo Starr.

Um dos momentos mais emocionantes será, segundo palavras do presidente da Academia, Neil Portnow, o tributo a Michael Jackson, morto em 25 de junho do ano passado.

Celine Dion, Jennifer Hudson, Somkey Robinson, Carrie Underwood e Usher unirão suas vozes à do "rei do pop" para interpretar Earth Son, música que Michael tinha incluído nos shows que faria em Londres em 2009.

A atuação será acompanhada de um vídeo inédito que fazia parte da turnê de Michael e será transmitida em 3D.

Haverá também um espaço dedicado a recolher fundos para a crise humanitária no Haiti.

Banido da Copa Africana, Togo afirma que vai recorrer da decisão


O Togo afirmou no sábado que vai recorrer da decisão da CAF (Confederação Africana de Futebol), que baniu a seleção togolesa das próximas duas Copas Africanas de Nações. A punição é por conta de o time ter desistido de participar desta edição do torneio, após o ônibus da delegação ter sido metralhado por uma facção separatista em Angola. Duas pessoas morreram no incidente.

"Nós devemos apelar. O que é certo é que nós vamos usar todos os meios legais para garantir nossos direitos, apesar da decisão", afirmou o ministro dos Esportes togolês, Christophe Tchao.

Segundo o presidente da CAF, Issa Hayatou, Togo foi suspenso por conta das influência de seu governo na desistência. Após o ataque, a seleção do Togo resolveu que jogaria o torneio, mas o governo togolês exigiu o retorno imediato de seus atletas.

"O comitê executivo [da CAF] acaba de suspender Togo de duas Copas Africanas. É uma sanção legal. Houve interferência governamental, algo que não podemos aceitar", falou Hayatou.

No dia 8 de janeiro, o ônibus que carregava a delegação togolesa foi alvo de um ataque do braço armado das Forças de Libertação do Estado de Cabinda (Flec), após cruzar a fronteira entre Congo (Brazzaville) e Angola, perto da região de Cabinda.

O grupo, que luta pela separação da região, reivindicou a autoria do atentado e afirmou que dirigiu o ataque às Forças Armadas de Angola, que faziam a escolta do ônibus.

O assessor de imprensa e o auxiliar-técnico da seleção foram mortos e o goleiro Kodjovi Obilale teve que ser operado.

Mega-Sena acumula e deve pagar R$ 20 milhões no próximo sorteio


O prêmio da Mega-Sena acumulou após sorteio realizado na noite de sábado. Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 1.149 e, segundo estimativa da Caixa Econômica Federal, o próximo prêmio, sorteado na quarta-feira (3), pode chegar a R$ 20 milhões.

Os números sorteados em Cerqueira César (287 km de SP) foram: 07 - 08 - 23 - 36 - 46 - 54.
No total, 91 bilhetes acertaram a quina e ganharão, cada um, R$ 16.567,30. Outras 6.998 apostas acertaram a quadra e vão levar R$ 307,76, cada uma.

Sorteio anterior
Na última quarta-feira (27), nenhum bilhete acertou os números do concurso 1.148 e o prêmio acumulou. Os números sorteados na ocasião foram: 27 - 28 - 29 - 32 - 48 - 55.

Ao todo, 37 bilhetes acertaram a quina e vão levar, cada um R$ 33.116,63. Outras 3.792 apostas fizeram a quadra e levarão R$ 461,61, cada uma.

As apostas para concorrer ao próximo concurso devem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio.

Chuvas no Paraná causam deslizamentos em 5 municípios


A chuva forte que atinge o Paraná desde a noite da sexta-feira (29) causou vários deslizamentos em cinco municípios do Estado.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, houve deslizamentos nos municípios de Quatro Barras, Campinas, Colombo, Almirante Tamandaré e Pinhais. No entanto, não houve vítimas, nem desabamentos de casas.


Na madrugada de sexta-feira para sábado, a chuva havia deixado 12 pessoas feridas, além de três mortas e outras três desaparecidas no município de Sengés (PR), no leste do Estado, próximo à divisa com o interior do Estado de São Paulo.

A chuva ainda deixou o município isolado, pois provocou duas crateras de cerca de dez metros de profundidade na rodovia PR-239 (prolongamento da PR-151).

O chefe de divisão da Defesa Civil do Paraná, major Osni José Bortolini, afirmou que os três corpos dos mortos já foram resgatados. Sobre os desaparecidos, o major disse que, provavelmente, há duas pessoas no rio e uma soterrada. "A situação está muito feia lá, eles continuam isolados, sem água, sem luz e sem telefone. Mas o tempo começou a melhorar e a chuva parou", afirmou Bortolini.

Telefones fixos e móveis da cidade não funcionam. A Defesa Civil do Estado do Paraná enviou duas equipes por terra e um helicóptero para o local. Os integrantes do órgão vão montar uma estação de rádio amador para se comunicar.

A Defesa Civil do Estado divulgou um balanço que aponta que há 656 desalojados (em casas de amigos e parentes) e 778 desabrigados (dependem de abrigos públicos). Ainda pode haver mais vítimas. O balanço contabiliza ainda 3387 pessoas afetadas, 719 casas danificadas e 73 casas destruídas em todo o Paraná.

Empreiteira recebe apoio do governo para criar megaempresa do setor elétrico


A empreiteira Camargo Corrêa recebeu aval do Palácio do Planalto para formar uma companhia elétrica na área de distribuição de energia que terá um terço do mercado nacional.

Após assumir o comando da CPFL, no ano passado, a Camargo Corrêa conta com apoio do governo para comprar o controle da Eletropaulo e da AES Sul, ao mesmo tempo em que poderá adquirir as partes do Banco do Brasil e do fundo de pensão Previ no grupo Neoenergia.

De acordo com pessoas próximas às transações, a negociação entre o presidente da Previ, Sérgio Rosa, e a Camargo Corrêa teve início por interferência direta do governo.

A formação da megaempresa não contará com impedimentos legais, já que em 2008 a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) pôs fim na última barreira regulatória que impedia concentrações no setor. A operação precisará, no entanto, passar pelo crivo dos órgãos de defesa da concorrência.

Se aprovadas as operações, a Camargo Corrêa terá uma empresa responsável pelo abastecimento de praticamente todo o Estado de São Paulo e de três Estados do Nordeste, que é atualmente a região com maior potencial de crescimento.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Procurador-geral da República é contra revisão da Lei da Anistia


O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um parecer se posicionando contrário a revisão da Lei da Anistia, promulgada em 1979. No texto assinado no final da tarde de sexta-feira, Gurgel defende a abertura e o livre acesso dos arquivos da ditadura militar.

Na avaliação do procurador-geral, a lei foi construída a partir de um longo debate nacional promovido na década de 70 e foi resultado do entendimento de diversos setores da sociedade civil. Segundo Gurgel, a revisão seria "romper com o compromisso feito naquele contexto histórico".

"A sociedade civil brasileira, para além de uma singela participação neste processo, articulou-se e marcou na história do país uma luta pela democracia e pela transição pacífica e harmônica, capaz de evitar maiores conflitos", afirma Gurgel.

O STF analisa uma ação da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) que contesta o primeiro artigo da lei que considera como conexos e igualmente perdoados os crimes "de qualquer natureza" relacionados aos crimes políticos ou praticados por motivação política no período de 2 de setembro de 1961 a 15 de agosto de 1979. Os ministros da Suprema Corte terão que decidir se cabe punição para quem praticou tortura durante o regime militar.

O procurador-geral afirma ainda que a OAB participou ativamente do processo de elaboração da lei que tinha o objetivo de viabilizar a transição entre o regime autoritário militar e o regime democrático atual.

"Com perfeita consciência do contexto histórico e de suas implicações, com espírito conciliatório e agindo em defesa aberta da anistia ampla, geral e irrestrita, é que a Ordem saiu às ruas, mobilizou forças políticas e sociais e pressionou o Congresso Nacional a aprovar a lei da anistia", afirmou.

Para Gurgel, também é importante o livre acesso aos arquivos da ditadura, impedindo que a visão restritiva da anistia crie embaraços ao pleno exercício do direito à verdade.

"Se esse Supremo Tribunal Federal reconhecer a legitimidade da Lei da Anistia e, no mesmo compasso, afirmar a possibilidade de acesso aos documentos históricos como forma de exercício do direito fundamental à verdade, o Brasil certamente estará em condições de, atento às lições do passado, prosseguir na construção madura do futuro democrático", disse.

A revisão da Lei da Anistia não é consenso dentro do governo. O Ministério da Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos defendem que os agentes do Estado sejam incluídos na Lei de Anistia porque a tortura seria um crime imprescritível. Para o Ministério da Defesa e a Advocacia Geral da União, no entanto, a anistia brasileira foi "ampla e irrestrita", o que perdoaria os crimes cometidos pelos agentes da repressão.

Cardiologista diz que exames médicos de Lula estão normais


O cardiologista Roberto Kalil, que acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante os exames no InCor (Instituto do Coração), em São Paulo, neste sábado, disse que não vê problemas no fato de o presidente retomar suas atividades a partir de segunda-feira. "O presidente pode voltar à atividade. O resultado dos exames já saiu, os exames estão dentro da normalidade", disse o médico.

Segundo ele, a principal recomendação é que Lula volte a praticar atividades físicas regularmente, como sempre fez, e reduzir o consumo de sal. "Nessa maratona que ele veio, provavelmente ele não conseguiu fazer o exercício de caminhada que ele faz uma hora, uma hora e meia todo dia. Uma hora é suficiente, é bem recomendado", disse Kalil.


Além dos exercícios e do controle da dieta, Kalil recomendou ao presidente descansar e dormir um pouco mais.
Neste sábado, Lula passou por exames de sangue, urina, teste de função pulmonar, ecocardiograma, tomografia das artérias cardíacas, além de uma ultrassonografia do abdome e da próstata. Kalil afirmou que Lula não está tomando mais nenhuma medicação.

Repouso

Desde quinta-feira, o presidente se recupera de uma crise de hipertensão que teve na noite de quarta-feira no Recife (PE). Ele estava de repouso em seu apartamento em São Bernardo. Após os exames de hoje, Lula retornou para Brasília, onde não terá compromissos oficiais até amanhã.

Ontem, o médico da Presidência da República, Cleber Ferreira, examinou Lula e constatou que a pressão arterial dele está normal: 11 x 7. Ferreira esteve com o presidente durante uma hora, das 18h às 19h e, segundo a Presidência, desde quinta-feira não toma a medicação para controlar a pressão.

Segundo a Presidência, Lula estava bem e passou o dia vendo TV com a mulher, Marisa Letícia, os filhos Fábio, Sandro, Marcos e Luiz Cláudio, e o neto Thiago.

No Recife, Lula cumpria agenda oficial, antes de ir para Davos (Suíça), onde participaria do Fórum Econômico Mundial. Ele passou mal no avião e, por orientação médica, foi para o hospital Português, onde chegou com moleza no corpo e um mal-estar geral.

Lula passou a noite no hospital Português, antes de seguir para São Bernardo, onde descansou até a manhã de hoje. Ele deve retornar ao trabalho na segunda-feira.

Agenda

O presidente retoma sua agenda na próxima segunda-feira, em Brasília. O primeiro compromisso será a cerimônia de abertura do ano judiciário no STF (Supremo Tribunal Federal). À tarde, o presidente participa da apresentação das credenciais dos embaixadores no Brasil e, à noite, inaugura mais uma escola técnica federal.

Pela agenda prevista para Lula, na terça-feira à tarde ele recebe o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, Cleyton Pinteiro, além de pilotos e dirigentes da Fórmula Indy de 2010. Depois se reúne com representantes da sociedade civil para discutir o plano de banda larga.

Na quarta-feira, o presidente fará sua primeira viagem após a crise de hipertensão. Ele vai para o Rio de Janeiro para visitar o túnel de passagem do gasoduto Gasduc 3, na Serra dos Gaviões. Depois participa da cerimônia de inauguração do gasoduto Cabiúnas-Macaé e da estação de compressão Campos Elísios-Duque de Caxias. Ele deve retornar na hora do almoço para Brasília.

Desculpas refletem interesse de Honduras em reconciliação, diz Azeredo


O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), afirmou neste sábado que o pedido de desculpas do governo de Honduras ao Brasil por ter barrado e deportado a consulesa brasileira Francisca Francinete de Melo demonstra mais uma vez o interesse do país em retomar as relações diplomáticas.

Na avaliação de Azeredo, o governo brasileiro precisa reconhecer que errou na condução da crise e tentar uma reaproximação, reconhecendo a legitimidade do governo de Porfírio Lobo.

"É claro que o governo de Honduras tem o interesse em retomar a relação diplomática com o Brasil, até pelo prestígio que o nosso país tem recebido da comunidade internacional. Agora, o presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva] precisa reconhecer que errou e encontrar uma saída para essa enrascada diplomática que entramos e reconhecer o novo governo hondurenho", disse.

Segundo o presidente da comissão, o Brasil saiu "arranhado" do golpe em Honduras e insistir em não reconhecer o novo governo pode deixar a situação do país mais delicada.

"O Brasil não saiu bem desse episódio. O governo brasileiro deixou de lado a linha diplomática de imparcialidade que costuma seguir e interferiu diretamente na crise e ainda de forma precipitada. Era necessário condenar o golpe no primeiro momento, mas depois as decisões brasileiras foram seguidas por uma série de trapalhadas", afirmou.

O incidente com a consulesa ocorreu na sexta-feira e chefe da agência de imigração hondurenha, Nelson Willy Mejía, acabou destituído do cargo.

Conforme o ministro de Interior e de Justiça, Áfrico Madrid, a diplomata brasileira chegou ao aeroporto Toncontín, da capital Tegucigalpa, em um voo comercial saído de Miami, nos EUA, mas teve a sua entrada negada. Ela acabou enviada de volta para os Estados Unidos.

O ministro disse que a brasileira recebeu um "tratamento indigno" e que, por isso, o responsável hondurenho foi demitido. Madrid ainda disse esperar que a consulesa brasileira expulsa retorne ao país. Antes, ele reconheceu que o episódio "poderia colocar em risco as políticas e a situação internacional de Honduras".

À agência de notícias Efe, uma fonte do setor de imigração hondurenho afirmou que a ordem para impedir a entrada da brasileira partiu da chancelaria do país. O substituto do chefe para imigração deverá ser anunciado nos próximos dias.

Para Madrid, a agência de imigração aparentemente agiu conforme ordens deixadas pelo governo anterior, do presidente interino Roberto Micheletti. Nem o governo de Micheletti e nem o atual, do recém-empossado Porfírio Lobo, são reconhecidos pelo Brasil, para quem Manuel Zelaya, destituído da Presidência em junho do ano passado e exilado na República Dominicana desde a posse de Lobo, sofreu um golpe de Estado.

No auge da crise, Zelaya entrou clandestinamente em Honduras, onde era ameaçado de prisão, e buscou abrigo na embaixada brasileira em Tegucigalpa, o que estremeceu ainda mais as relações entre ambos os países. O hondurenho acabou passando mais de quatro meses na sede diplomática, sob forte cerco militar.

Vereador do Rio é denunciado por coação de eleitores em favela


O Ministério Público Eleitoral denunciou o vereador do Rio Luiz Cláudio de Oliveira (PSDC), o Claudinho da Academia, por uso de violência e grave ameaça para coagir eleitores da favela da Rocinha (zona sul) a votar nele em 2008.

De acordo com a denúncia, Claudinho participou de reunião com cem pessoas em que o chefe do tráfico da Rocinha, Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, ameaçou a todos dizendo que, na favela, "só havia um candidato" a vereador --Claudinho-- e que nenhum outro poderia fazer campanha na comunidade.

Segundo a promotora Isabella Pena Lucas, que assinou o documento, a afirmação foi feita "sob pena de [Nem] se valer do poder ilegal que lhe outorgava a condição de chefe da quadrilha que controlava o tráfico ilícito de entorpecentes local".

Claudinho recebeu mais de 8.000 de seus 11.513 votos na zona eleitoral da Rocinha.

O Ministério Público se baseou em depoimentos de dois cabos do Corpo de Bombeiros que eram salva-vidas de piscinas na comunidade e seriam candidatos. Os dois disseram que participaram da reunião.

"Ele teria dito aos presentes que não aceitava derrota. Os dois bombeiros se sentiram humilhados e ameaçados, com o chefe do tráfico dizendo isso", explicou a promotora.

Claudinho, conforme o Ministério Público, estava presente na reunião, escutou a intimidação feita pelo traficante, 'estando ciente de que este era o chefe do tráfico local' e corroborou as ameaças.
O Código Eleitoral prevê pena de reclusão de até quatro anos e pagamento de multa para quem for considerado culpado por usar de "violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar, ou não votar, em determinado candidato".

Claudinho afirmou que as "denúncias são equivocadas". "Vou apresentar minha defesa e mostrar que não existe isso."

A vereadora Andrea Gouvêa Vieira, concorrente de Claudinho na Rocinha, afirmou que fará representação contra o colega na Câmara Municipal.

Fórum Social termina em Porto Alegre sem documento oficial


O Fórum Social Mundial terminou ontem em Porto Alegre sem um documento final. Nem a tradicional marcha de encerramento pelas ruas ocorreu.

A marcha não saiu porque as discussões promovidas por sindicatos e movimentos sociais, pela manhã, na Usina do Gasômetro, estouraram o tempo. Entre 12h e 13h, sob o sol forte, a multidão reunida no evento se dispersou aos poucos.

A dispersão espontânea da passeata é o símbolo desta edição do FSM, que nasceu em Porto Alegre há 10 anos.

Por causa da extrema diversidade das correntes que formam o FSM, os militantes preferiram não reunir as discussões em um documento final.

Ontem, por exemplo, o seminário que se propunha a fazer um balanço das atividades em Porto Alegre foi marcado por uma profusão de discursos sobre temas tão distintos quanto a abertura dos arquivos da ditadura brasileira, aquecimento global ou a situação de etnias indígenas no Equador.

Para o sociólogo Emir Sader, o protagonismo de organizações não governamentais, que encaram o FSM como uma oportunidade de intercâmbio de ideias, dificulta a articulação das experiências de governos de esquerda latino-americanos e dos movimentos sociais contrários ao capitalismo.

João Pedro Stedile, do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), disse que o "jogo não se ganha no vestiário [FSM], mas no campo [mobilização nas ruas]".

Movimentos sociais e centrais sindicais, entretanto, conseguiram formular ontem o seu próprio documento final, estabelecendo um calendário de mobilizações.

Membro da comissão internacional do FSM, a antropóloga Moema Miranda contesta o esvaziamento do encontro.

Segundo ela, o caráter de "encontro e reconhecimento da diversidade" dá força ao FSM atualmente porque "o neoliberalismo não tem hoje uma grande bandeira a oferecer".

"Não dava para fazer uma síntese pegando três ou quatro pontos e pretendendo recolher essa diversidade e pluralidade toda, para não ser reducionista", disse Miranda, sobre o FSM não ter tirado um documento final. Segundo ela, uma síntese sairá em um ou dois meses.

A dispersão foi também geográfica. Os cerca de 27 mil participantes inscritos, de 2.000 organizações, se pulverizaram em 915 atividades em seis cidades do Rio Grande do Sul.

O FSM encerrado ontem é o primeiro de 27 encontros similares que ocorrerão ao redor do mundo. Desde 2006, a organização alterna um evento centralizado em uma única cidade com um um ano de eventos espalhados pelo mundo.

Hoje e amanhã, Salvador recebe sua versão do Fórum.

Pastoral da Terra questiona uso de algemas em sem-terra


A CPT (Comissão Pastoral da Terra) criticou, em nota divulgada ontem, as "autoridades do Judiciário" por elas não terem se manifestado sobre a "espetacularização" da prisão de sem-terra envolvidos na invasão, em 2009, de uma fazenda da Cutrale, em Iaras (SP).

A CPT, braço agrário da Igreja Católica, diz que esse tratamento difere do dado às prisões feitas durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, em 2008, quando o banqueiro Daniel Dantas foi algemado.

À época, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, disse que esse tipo de tratamento expunha excessivamente os presos. A Corte acabou limitando o uso de algemas a casos "excepcionais".

"A imagem de Miguel Serpa [líder do MST] algemado foi estampada nos jornais e veiculada nos noticiários dos canais de televisão brasileiros", diz o texto. "Onde estão o presidente do STF, Gilmar Mendes, e os demais ministros do Supremo e os políticos tão ciosos da preservação da dignidade humana? Por acaso se ouviu da parte deles a condenação do abuso da ação policial na prisão dos trabalhadores?", questiona a CPT.

"O que é mais grave, a destruição de alguns pés de laranja ou o assalto aos cofres públicos? Na interpretação das mais altas autoridades do Judiciário, quem desvia recursos públicos, quem se locupleta com os bens da nação, merece um tratamento cuidadoso, pois sua dignidade não pode ser arranhada", afirma a nota.

Ao final da tarde de ontem, a reportagem não conseguiu localizar Mendes para comentar o texto.

Líder do MST em Santa Catarina é preso suspeito de planejar invasões


O líder do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em Santa Catarina Altair Lavratti e mais duas pessoas ligadas ao movimento foram presos nesta sexta-feira e ontem sob a acusação de planejar invasões em Imbituba, no litoral do Estado. Um quarto suspeito está foragido.

Segundo o Ministério Público Estadual e a Polícia Militar, os sem-terra pretendiam invadir terrenos da Zona de Processamento de Exportação da cidade e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A ação ocorreu na mesma semana em que nove pessoas foram presas no interior de São Paulo por suspeita de envolvimento na depredação, ocorrida em 2009, de uma fazenda da multinacional Cutrale.

A promotora Nádea Bissoli, que pediu as prisões em Santa Catarina, disse que escutas telefônicas e informações de agentes infiltrados desde dezembro justificaram a detenção antes de os militantes efetuarem as invasões.

De acordo com Bissoli, os três presos praticaram formação de quadrilha e incitação à violência e poderiam ter causado dano, lesão corporal e prejuízo ao ambiente.

As investigações apontaram que as invasões ocorreriam amanhã. Segundo o MP, foram prometidos cinco hectares de terra no valor de R$ 15 mil a cada uma das 160 famílias previstas para participar das ações. A PM manterá barreiras na estrada para impedir a chegada de sem-terra à cidade.

"Imbituba é uma cidade turística, não tem cultura agrária. Tudo que se fez foi evitar invasões em função do choque social que trariam para a cidade. Essas famílias morariam em barracas e o município teria que bancá-las", disse Bissoli.

O major da PM Evaldo Hoffmann, que comandou as prisões, negou preconceito contra o MST e se disse preocupado com a condição social em que os invasores viveriam. Segundo ele, a cidade é um "paraíso" e seria um "contraste ver pessoas morando sob lonas pretas".

Outro lado
Em nota, o MST negou qualquer crime ou intenção de invadir terras em Imbituba e afirmou que a reunião em que seu líder estadual foi preso discutia o despejo de famílias da cidade.

"Pelo que se entende a partir desta ação, reuniões que envolvam sindicalistas e lutadores sociais passam a ser 'suspeitas' e, sendo assim, são passíveis de interrupção e prisão [...]. Conversar e organizar, por uma vida melhor, passa a ser coisa de 'bandido'", criticou o MST.

Governo vai retirar descriminalização do aborto do Programa de Direitos Humanos


O ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) reafirmou nesta sexta-feira que o governo irá alterar o texto que trata da descriminalização do aborto no 3º Programa Nacional dos Direitos Humanos. Vannuchi admitiu que errou ao incluir no texto a defesa do aborto, o que segundo ele não corresponde à opinião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Vannuchi disse que a nova versão do texto deve estar pronta em duas semanas, após reunião da Secretaria Especial de Direitos Humanos com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

"A formulação que nós fizemos é a única que nós já anunciamos com humildade e reconhecimento de erro, que é sobretudo meu. A defesa do aborto no texto ela se assenta na autonomia das mulheres para decidir sobre seu próprio corpo. É uma formulação do movimento feminista, mas não corresponde à opinião do presidente Lula", disse ao visitar a Campus Party Brasil, em São Paulo.

O ministro ressaltou, no entanto, que a nova redação não será um ponto final na discussão sobre o tema. Segundo ele, o texto deverá ter apenas uma linha alterada em relação ao documento atual e deixará o debate em aberto.

"Para fazer a formulação que corrige, sem criar uma nova controvérsia, eu preciso fazer uma discussão com a CNBB, que tomou a iniciativa, e com quem mais queira, desde que não envolva recuar no debate sobre a questão do aborto. Em direitos humanos é preciso valorizar sempre o direito à divergência, a verdade é sempre filha do tempo", disse.

No último dia 27, o ministro afirmou que a maior polêmica do texto atual é a citação explícita da autonomia feminina sobre o próprio corpo.

"'Apoiar a descriminalização do aborto', se terminasse aí, o tema era menos polêmico, mas o que vem em seguida, 'tendo em vista a autonomia das mulheres para decidir sobre seu próprio corpo', é uma bandeira do movimento feminista. E o governo, o próprio presidente Lula, não tem essa visão. Se o presidente não tem, isso evidentemente tem que ser mudado", afirmou Vannuchi.

Ontem, em entrevista à Agência Brasil, feministas criticaram a revisão do trecho que trata do aborto e classificaram a decisão do governo de retrocesso.

Após crise de hipertensão, Lula retoma agenda na segunda-feira em Brasília


Após repouso para se recuperar de uma crise de hipertensão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retoma sua agenda oficial na próxima segunda-feira em Brasília. O primeiro compromisso será a cerimônia de abertura do ano judiciário no STF (Supremo Tribunal Federal). À tarde, o presidente participa da apresentação das credenciais dos embaixadores no Brasil e, à noite, inaugura mais uma escola técnica federal.

Desde quinta-feira, Lula está sem agenda oficial e se recupera em seu apartamento em São Bernardo (SP) de uma crise de hipertensão que teve na noite de quarta-feira no Recife (PE). Hoje, o médico da Cleber Ferreira examinou o presidente e constatou que a pressão arterial dele está normal: 11x7. A medicação para controlar a pressão foi suspensa.

Segundo a assessoria da Presidência, Lula retorna para Brasília amanhã, por volta das 12h, após realizar exames no InCor (Instituto do Coração), em São Paulo. Até domingo, o presidente continuará em repouso e sem agenda oficial.

Pela agenda prevista para Lula, na terça-feira à tarde ele recebe o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, Cleyton Pinteiro, além de pilotos e dirigentes da Fórmula Indy de 2010. Depois se reúne com representantes da sociedade civil para discutir o plano de banda larga.

Na quarta-feira, o presidente fará sua primeira viagem após a crise de hipertensão. Ele vai para o Rio de Janeiro para visitar o túnel de passagem do gasoduto Gasduc 3, na Serra dos Gaviões. Depois participa da cerimônia de inauguração do gasoduto Cabiúnas-Macaé e da estação de compressão Campos Elísios-Duque de Caxias. Ele deve retornar na hora do almoço para Brasília.

Visita
No início da noite ontem, o presidente recebeu a visita do ex-metalúrgico Juno Rodrigues da Silva, 61, conhecido como Gijo, amigo pessoal de Lula e dono do Gijo's Restaurante, em São Bernardo.

Gijo ficou durante meia hora no apartamento, depois que o médico Cleber Ferreira deixou o local. Segundo Gijo, Lula assistia a um dos jogos do Brasil da Copa de 1978, na Argentina, e evitou falar sobre política. A conversa, segundo o amigo, foi apenas sobre futebol.

"Falei que o Palmeiras [time de Gijo] vai ganhar de 3 a 0 do Corinthians [time de Lula] no domingo [jogo pelo Campeonato Paulista]. Mas ele não gostou. Ele está bem. Está parecendo a nossa época, quando ele estava no sindicato [dos metalúrgicos]. Só se queixou porque falei que o Palmeiras vai ganhar do Corinthians", afirmou Gijo, ao ressaltar que Lula estava de "camisetão" e bem-humurado.

Na sexta-feira, o presidente não recebeu visitas durante a noite. As luzes do apartamento foram apagadas por volta da meia-noite. No fim da tarde, o médico da Presidência fez uma visita e constatou que Lula passava bem, com a pressão arterial estabilizada em 11 x 8.

Segundo interlocutores, o presidente dormiu a maior parte do dia. Ele recebeu ligações de praticamente todos os ministros. Também telefonaram os presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, e do Paraguai, Fernando Lugo. Entretanto, Lula não atendeu ninguém.

Susto
No Recife, Lula cumpria agenda oficial, antes de ir para Davos (Suíça), onde participaria do Fórum Econômico Mundial. Ele passou mal no avião e, por orientação médica, foi para o hospital Português, onde chegou com moleza no corpo e um mal-estar geral.

Lula passou a noite no hospital Português, antes de seguir para São Bernardo, onde descansará até domingo. Ele deve retornar ao trabalho na segunda-feira.

O petista esteve na capital pernambucana para cumprir uma agenda intensa. Durante a inauguração de uma unidade de pronto-atendimento, em Paulista (Região Metropolitana de Recife), ele reclamou de dor na garganta e brincou que não queria ser o primeiro paciente do local.

O presidente deixou o hospital no Recife às 6h58 com aparência abatida, vestido com um conjunto de moletom branco. Ele estava acompanhado pelos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais), que passaram a noite toda com o presidente.

Ainda no Recife, o médico Cleber Ferreira disse que a pressão arterial de Lula chegou a 18 x 12. O petista passou por exame de eletrocardiograma, raio-x do tórax e exame de sangue.

Segundo o médico, a crise hipertensiva pode ter sido provocada por um quadro de estresse e cansaço. Esta é a primeira vez, durante o período que o médico atende ao presidente, que Lula tem uma alteração na pressão arterial.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Gastos com vestuário são os que mais levam à inadimplência

Os gastos com itens de vestuário são os que mais levam os consumidores brasileiros à inadimplência, segundo revela pesquisa realizada pela TeleCheque e divulgada na quinta-feira (28).

De acordo com o estudo, do total de pessoas inadimplentes, 13,92% gastaram com tais produtos. Em seguida, ficaram os gastos com supermercados (10,37%), com itens de telecomunicação e eletricidade (9,71%), com magazines e lojas de departamento (7,86%).

Aparecem na lista ainda os gastos com calçados (6,46%), comércio eletrônico (5,80%), acessórios automotivos (4,40%), farmácias e drogarias (4,24%), postos de gasolina (3,95%), eletrodomésticos (3,07%), entre outros.

Anos anteriores
No geral, em 2009, a inadimplência ficou em 2,63%. O resultado é 27,9% inferior ao apurado um ano antes, quando o índice ficou em 3,65%.

Em 2008, os gastos com itens de vestuário também foram os que mais levaram os consumidores à inadimplência (15,49%). O mesmo ocorreu nos anos de 2007 (20%) e 2006 (18%), quando o item era chamado de confecções.

A análise da TeleCheque é feita sobre valores em reais operados com cheques, com inadimplência a partir de 15 dias de atraso.

Descontrole financeiro é a principal causa da inadimplência

O descontrole financeiro é a principal causa apontada pelos brasileiros para explicar a inadimplência.

Segundo dados de uma pesquisa da TeleCheque, divulgada nesta quinta-feira (28), o item foi indicado por 64,22% das pessoas que possuíam contas pagas com cheques com mais de 15 dias de atraso.

O número é 57,61 pontos percentuais maior do que o registrado pela segunda causa mais citada, “emprestar o nome”, que recebeu 6,61% das indicações, como é possível verificar na tabela abaixo:

Motivo da Inadimplência
Motivo / Total (%)
Emprestar o nome / 6,61
Acidente/ Doença / 2,10
Atraso salarial / 1,65
Conta encerrada / 0,33
Depósito antes do prazo / 1,58
Descontrole financeiro / 64,22
Desemprego / 2,98
Erro do banco / 3,34
Roubo/ perda / 1,19
Sem renda fixa / 0,98
Viagem / 0,38
Fonte: Serasa Experiam

Descontrole é recorrente
Observando os dados da TeleCheque é possível concluir que o descontrole financeiro é recorrente e crescente entre os consumidores nacionais.

Em 2008, ele também foi apontado como o principal motivo da inadimplência, com 61,28% das indicações. O mesmo ocorreu nos anos de 2007 e 2006, quando o item foi citado por 55% e 42% dos entrevistados, respectivamente.

No geral, em 2009, a inadimplência ficou em 2,63%, resultado 27,9% inferior ao apurado uma ano antes, 3,65%.

MPF recomenda fim da multa por cancelamento de contrato de telefonia móvel

O MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo recomendou que as operadoras de serviço móvel Vivo, Tim e Claro, e as operadoras de TV por assinatura Sky, Net e Telefônica não exijam o prazo mínimo de contratação dos serviços e deixem de cobrar a multa pelo rompimento do contrato. Segundo a procuradoria, a recomendação tem por objetivo deixar o cliente isento de multas quando o consumidor perder a sua renda, especialmente se a demissão ocorrer após a contratação do serviço.

O órgão recomenda que as operadoras não exijam a fidelização nos casos em que houver mudanças nos termos iniciais da prestação de serviço, como a alteração dos planos e condições oferecidas, bem como valor da assinatura, preços, tarifas e outros encargos.

Para o procurador da República Márcio Schusterschitz, autor da recomendação, as operadoras de serviço móvel e de TV por assinatura não devem cobrar multa pelo prazo mínimo de contratação caso o cliente desista do serviço em virtude de defeito, não funcionamento ou funcionamento falho, ou quando houver interrupção, suspensão ou falha no serviço contratado.

Com base na princípio da qualidade do serviço, presente no Código de Defesa do Consumidor, o órgão também recomenda que as operadoras garantam o funcionamento do serviço pelo prazo mínimo de contratação como um garantia complementar à garantia legal, prevista no artigo 24 do Código de Defesa do Consumidor.

No entendimento do MPF, é necessário que haja essa flexibilidade na fidelização do serviço para que o prazo mínimo de contratação esteja de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, que prevê a revisão das cláusulas contratuais em razão de fatos supervenientes que importem na excessiva onerosidade das prestações.

A recomendação também foi remetida à Agência Nacional de Telecomunicação, a Anatel, para que a agência reguladora adote as medidas sugeridas. As operadoras e a agência tem até 10 dias para se posicionar sobre a recomendação.

Anatel adia decisão sobre bloqueio de celular

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adiou para a próxima quinta-feira (4/2), a definição de regras mais claras sobre o bloqueio permanente de aparelho celular, que impede o cliente de usar chips de outras operadoras. O assunto estava previsto para entrar na pauta desta quinta-feira (28/1) da reunião do conselho diretor do órgão, o que não ocorreu. A matéria começou a ser apreciada em dezembro.

O tema será debatido pelos conselheiros da Anatel porque uma operadora de telefonia pediu que o órgão interpretasse dois artigos da legislação vigente que tratam sobre o bloqueio e desbloqueio. A agência também já tinha sido provocada a se manifestar sobre o assunto por integrantes do Comitê de Defesa dos Usuários dos Serviços de Telecomunicações. Na avaliação de entidades de defesa do consumidor, a falta de clareza e uma aparente contradição na lei abre espaço para as operadoras desrespeitarem a liberdade de escolha do usuário e a livre concorrência.

A relatora da matéria, Emília Ribeiro, entende que as operadoras têm direito de vender aparelhos bloqueados, mas defende a liberação dos celulares sem nenhum custo, sempre que o consumidor desejar. A relatora observa, ainda, que o bloqueio fere o conceito da portabilidade. Se o parecer da relatora for aprovado pela maioria dos conselheiros diretores da Anatel, será elaborada uma súmula em que a agência garantirá ao consumidor o direito ao desbloqueio a qualquer tempo e sem precisar pagar nada por isso.

A tendência é que a Anatel deixe claro que o chamado `hard lock` - o bloqueio do celular - não pode em hipótese alguma ser imposto, como fazem atualmente algumas operadoras. A súmula entrará em vigor imediatamente após ser publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Empresa aérea condenada por completo descaso com passageiros

Um casal de Turvo, no Sul do Estado, será indenizado em R$ 20 mil pela VRG Linhas Aéreas, razão social da nova Varig, por transtornos sofridos durante viagem internacional realizado em maio de 2008 para Montevidéu, no Uruguai.

A decisão, unânime, foi da 3ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça, que majorou o valor da indenização, anteriormente arbitrada em R$ 10 mil. O advogado Geraldo Machado Cota Júnior e sua esposa estavam em férias na capital uruguaia, com passagem de retorno marcada para o dia 5 de maio de 2008.

Por motivos climáticos (neblina), não foi possível a decolagem no horário previsto. Todos os passageiros do vôo foram relocados para um hotel. E começou então o suplício, segundo os autores da ação.

O estabelecimento era de péssima qualidade, sem condições mínimas de habitabilidade, com mofo e inclusive teias de aranha. No café da manhã, os produtos servidos estavam fora do prazo de validade. A empresa também não se ofereceu ao pagamento de alimentação durante o período do atraso.

A VRG, em sua defesa, limitou-se a culpar o imprevisível tempo como força maior e negou qualquer responsabilidade sobre os fatos. Para o relator da matéria, desembargador Marcus Túlio Sartorato, a empresa aérea agravou a situação com o deslocamento dos passageiros para um hotel sem condições de habitação.

Segundo o magistrado, a situação é rotineira nos aeroportos brasileiros e internacionais, cuja responsabilidade, em grande parte dos casos, é atribuída exclusivamente à desorganização das empresas aéreas, que privilegiam o lucro em detrimento à boa prestação do serviço ao consumidor, como nos tradicionais casos de `overbooking`.

`Cumpre registrar, ainda, que o fechamento de aeroportos em virtude da má condição climática não se reveste de tamanha excepcionalidade a ponto de justificar os descasos costumeiramente perpetrados pelas empresas aéreas em face de seus usuários`, disse Sartorato.

Para o relator, a empresa deve, sim, ressarcir as despesas com alimentação realizadas pelos passageiros, bem como indenizá-los por danos morais, para compensar o abalo experimentado pelos autores, e não voltar a reiterar a conduta lesiva.

Empresa indeniza por viagem cancelada

Os desembargadores da 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenaram a Operadora e Agência de Viagens CVC Turismo Ltda a pagar indenização por danos morais e materiais a um casal residente na comarca de Cataguases, na Zona da Mata mineira. A empresa terá que pagar R$ 6 mil por danos morais e R$ 1,7 mil por danos materiais por ter cancelado o pacote turístico contratado pelo casal e também por ter cobrado as parcelas referentes ao serviço, mesmo depois de a viagem ter sido desmarcada.

Dados do processo revelam que A.L. e sua esposa contrataram, em abril de 2008, um pacote turístico referente a um cruzeiro, de Recife para Fernando de Noronha, com custo de R$ 4,4 mil. A viagem foi marcada para novembro do mesmo ano e o pagamento, por cartão de crédito, começou a ser feito a partir de junho, em oito parcelas. Depois de quitadas cinco prestações, o casal foi informado de que a viagem seria cancelada por problemas técnicos com o navio. O comunicado foi feito dias antes da data de embarque. Mesmo assim, as parcelas restantes continuaram a ser debitadas.

O casal ajuizou ação requerendo a devolução do valor pago pelo pacote turístico, uma indenização por danos morais e o recebimento, em dobro, do que foi pago pela viagem. O pedido foi considerado parcialmente procedente em 1ª Instância, pelo juiz da 2ª Vara Cível da comarca de Cataguases, Edson Geraldo Ladeira. A CVC Turismo, inconformada com a decisão, recorreu ao TJMG, mas a sentença foi confirmada pelos desembargadores da 16ª Câmara Cível.

Os magistrados entenderam que o pagamento dos R$ 4,4 mil não era devido, já que a CVC comprovou ter reembolsado os consumidores. No entanto, fixou a indenização por danos morais em R$ 6 mil e determinou o pagamento de R$ 1,7 mil, referentes ao pagamento, em dobro, das parcelas cobradas após o cancelamento da viagem. O valor será dividido entre os autores.

Decepção

A CVC alegou, em seu recurso, que não deveria ser condenada ou que a indenização deveria ser menor, porque o cruzeiro foi cancelado por motivo alheio à sua vontade, já que o navio teria que sofrer manutenção extra na Europa e, por isso, não chegaria ao Brasil na data prevista para o embarque.

No entendimento do relator do processo, desembargador José Marcos Vieira, o cancelamento da viagem causa dano moral, pois o casal planejou a viagem com antecedência, fez o pagamento, idealizou os dias de descanso e organizou a vida pessoal e profissional para se ausentar no período da viagem. “É inegável que amarguraram enorme decepção. A tese de que o navio não chegou ao Brasil por motivos alheios à vontade da operadora não é convincente, pois, como comerciante de pacotes turísticos, deve ela assumir o risco da atividade comercial”, destacou.

O magistrado entendeu ainda que a operadora de turismo deveria ter oferecido solução alternativa para o cumprimento do contrato, o que poderia ter sido feito com o remanejamento do casal para outro navio em condições similares. Contudo, o relator lembrou que “nada foi feito nesse sentido”. Votaram de acordo com ele os desembargadores Batista de Abreu e Sebastião Pereira de Souza.

Plano de saúde é condenado a indenizar

O menor G.B.L., representado por sua mãe, requereu à Justiça o direito de receber a cobertura, de uma operadora de plano de saúde, para as despesas médico-hospitalares quando, 24 horas após seu nascimento, teve problemas respiratórios e foi encaminhado ao Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do hospital onde se encontrava. A decisão é da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

O nascimento de G.B.L. ocorreu no dia 6 de dezembro de 2006, mas não teve a cobertura do plano de saúde porque sua mãe ainda não havia cumprido o prazo de carência que é de 300 dias após a adesão. No dia 7, o menor GBL foi transferido para o CTI e no dia 11 sua mãe foi à sede da operadora para a inclusão do menor no plano de saúde, que se negou a pagar as despesas anteriores.

A operadora afirma que quando o parto é coberto pela operadora, o recém-nascido tem os primeiros 30 dias de vida cobertos pelo plano de saúde, mas não sendo este o caso em questão, a empresa alega que informou à mãe do menor que os procedimentos somente teriam cobertura após a data da inclusão e que as despesas anteriores não teriam cobertura.

O Juiz da 19ª Vara Cível de Belo Horizonte, Matheus Chaves Jardim, julgou improcedente a ação movida pela mãe de GBL, que recorreu ao TJMG. Em parecer, o Ministério Público entendeu que os procedimentos médicos de urgência foram realizados “única e exclusivamente com o intuito da manutenção da sua vida, não havendo que se falar em prazo de carência”.

O relator do recurso, desembargador Fernando Caldeira Brant, reformou a sentença de 1ª Instância e condenou a operadora do plano de saúde a arcar com as despesas dos procedimentos médico-hospitalares. O fundamento é de que não poderia ser negada a assistência pela operadora nos primeiros 30 dias após o parto, “independente de sua inscrição como dependente no plano de saúde de sua mãe, uma vez que o seu direito à cobertura assistencial decorre também do plano de saúde de sua genitora”.

O desembargador ressaltou que ao contrato firmado entre as partes aplicam-se as disposições do Código de Defesa do Consumidor. Assim, “as cláusulas contratuais devem ser interpretadas de maneira favorável à parte hipossuficiente”, concluiu.

Os desembargadores Marcelo Rodrigues e Marcos Lincoln acompanharam o voto do relator.

Marisa Letícia pede apoio de mulheres no combate à exploração sexual infantil


A primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva enviou nesta sexta-feira cartas a governadoras, prefeitas e primeiras-damas de Estados e capitais brasileiras para pedir o engajamento de mulheres na campanha do governo federal de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes no Carnaval de 2010.

Marisa Letícia deixou de lado a tradicional postura discreta para pedir que as primeiras-damas, assim como as governadoras e prefeitas, atuem no sentido de minimizar a exploração sexual de crianças e jovens no Carnaval.

Na carta, Marisa afirma que, como lideranças políticas do país, as primeiras-damas devem ter papel de destaque na "luta contra todos os tipos de exploração" contra crianças e adolescentes.

"Enquanto lideranças políticas de nosso país, temos um papel de destaque na luta contra todos os tipos de exploração a que nossas crianças e adolescentes possam ser submetidos. Por isso, será uma honra poder contar com seu apoio na mobilização e divulgação desta campanha, tendo em vista a alta prioridade que atribuímos à garantia dos direitos de crianças e adolescentes", afirma Marisa na carta.

A campanha tem o objetivo de prevenir a exploração sexual de crianças e adolescentes, com ênfase na denúncia contra os agressores por meio do "Disque 100" e dos conselhos tutelares municipais. No Carnaval deste ano, a campanha será realizada em 15 cidades, entre elas: Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Fortaleza.

A primeira-dama é madrinha do projeto "Vira Vida", lançado pelo governo em 2008 para qualificar jovens e adolescentes de baixa renda. Marisa já participou de eventos relacionados ao combate à exploração sexual de jovens e crianças. Em fevereiro do ano passado, a primeira-dama participou de um painel sobre o tema durante encontro com prefeitos e prefeitas, realizado em Brasília.

Aécio diz que não cogita possibilidade de ser vice de Serra


O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse nesta sexta-feira que não cogita mais a possibilidade de ser vice do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), em uma eventual chapa pura tucana à Presidência da República.

"Eu não cogito essa possibilidade [de ser candidato a vice]. A minha responsabilidade hoje, o meu entusiasmo é com Minas Gerais. Eu apresentei durante todo o ano uma alternativa ao partido e ao país de uma nova convergência política [...], mas o partido majoritariamente caminhou numa outra direção. Eu respeito essa decisão", afirmou Aécio em entrevista divulgada por sua assessoria de imprensa.

Aécio desistiu da pré-candidatura ao Palácio do Planalto em dezembro passado, mas desde então continua sendo sondado para concorrer como vice. A possibilidade aumentou depois que o ex-presidente Itamar Franco decidiu disputar uma vaga ao Senado pelo PPS de Minas Gerais. A ideia inicial do PPS era só lançar Itamar se Aécio desistisse de concorrer ao Senado e aceitasse disputar como vice de Serra.

O governador mineiro disse que ainda não conversou com Itamar depois que ele decidiu concorrer ao Senado. Porém, segundo ele, foi uma decisão legítima.

"O [ex-] presidente Itamar é um político de dimensão nacional, ex-presidente da República, tem toda a legitimidade para postular o cargo que achar mais adequado. O momento que estamos vivendo agora não é ainda dessas definições", disse Aécio.

Ontem, o presidente do Diretório Estadual do PPS em Minas, Paulo Elisiário, disse que o partido não discutiu a situação de Aécio. "Não discutimos sobre isso [o apoio a Aécio]. Mas, prazerosamente, faremos a campanha para os dois [Itamar e Aécio]", afirmou.

Marina descarta dividir Gabeira com Serra no Rio e diz que palanque é do PV


A senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata à Presidência da República, descartou nesta sexta-feira a possibilidade de dividir o palanque no Rio de Janeiro com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que também deverá disputar o Palácio do Planalto.

Segundo Marina, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que deverá concorrer ao governo do Rio, já decidiu que o palanque no Estado é do PV. "O Gabeira já decidiu. O palanque lá [Rio] é do PV", afirmou a senadora, durante visita a Campus Party Brasil, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

Gabeira vai concorrer ao governo do Rio apoiado pelo PSDB, que procura um palanque forte para Serra, no Rio. Na semana passada, após encontro com Marina no Rio, o deputado disse que a divisão de palanque ainda estava sendo discutida.

Na ocasião, Gabeira sinalizou que poderá ser adotado o mesmo esquema usado na eleição do ex-governador Jorge Vianna (AC), quando PT e PSDB se aliaram no Estado. No caso da coligação do Rio, Gabeira subiria no palanque de Marina, e o nome a ser escolhido como vice pelo PSDB ficaria ao lado de Serra.

Gabeira justificou sua opção pelo governo do Estado alegando que tem compromisso com uma parcela do eleitorado fluminense que não se identifica com o atual governador e Anthony Garotinho (PR), que governou o Rio de 1999 a 2002.

O deputado lembrou que, sem a aliança, a tendência era que cada partido da coligação PV-PSDB-DEM-PPS apresentasse uma candidatura própria, porém, enfraquecidas.

Em Londres, Sérgio Cabral minimiza risco de segurança para Rio-2016


O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), voltou nesta sexta-feira a minimizar a possibilidade de que ocorram problemas de segurança na cidade do Rio durante os Jogos Olímpicos de 2016.

Após encontro com representantes do comitê organizador da Olimpíada de Londres-2012, na capital britânica, Cabral lembrou do investimento dos governos federal, estadual e municipal de mais de R$ 1,8 bilhão na segurança do Rio.

Ele também mencionou a criação, na última terça-feira, das Bolsas Copa e Olímpica, para reforçar os salários dos profissionais de segurança pública nas capitais que sediarão os eventos em 2014 (Copa do Mundo) e 2016.

"Eu não tenho a ilusão de acabar com o negócio das drogas. O que eu tenho é a certeza de que, com essa nossa política de Estado, nós vamos conseguir acabar com o poder paralelo, com o controle das armas nas comunidades do Rio", disse. "Hoje quase 200 mil pessoas vivem a paz de poder dormir sem o poder paralelo nessas comunidades."

"O problema do tráfico de drogas é mundial. Em Londres, em Paris, em Nova York, em Lisboa, em Tóquio, as pessoas consomem drogas", concluiu.

O mesmo argumento foi usado pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e do comitê organizador da Rio-2016, Carlos Nuzman, que acompanhou Cabral em Londres.

"Segurança é um problema que acontece em todo o mundo. E nós não temos terrorismo", disse.

Tony Blair
Nuzman, Cabral e o ministro dos Esportes, Orlando Silva, estão em Londres pela primeira vez desde que o Rio foi confirmado como a cidade-sede dos Jogos de 2016.

Os representantes brasileiros visitaram o Parque Olímpico que está sendo construído no leste da capital britânica e se encontraram com membros da ODA (Olympic Delivery Authority), órgão governamental responsável por desenvolver e construir as instalações e a infraestrutura dos Jogos --no que o Brasil pretende usar como modelo para a APO (Autoridade Pública Olímpica), que poderá ser presidida por Silva.

O trio deve ainda se encontrar, neste sábado, com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, que estava no poder quando Londres se candidatou e foi anunciada como sede dos Jogos de 2012.

"Ele tem uma larga experiência a nos passar sobre toda a estratégia de Londres depois que ela levou a Olimpíada, em 2005, até o fim de seu mandato, em 2007. É exatamente nessa fase de planejamento que nós estamos agora, e ouvir, aprender, é muito importante", disse Cabral.

"Não-ansiedade"
Segundo ele, a principal lição de Londres para os representantes da Rio-2016 é o profissionalismo.
"É muito importante notar a 'não-ansiedade' dos organizadores de Londres", disse. "É natural que a sociedade, a imprensa e as organizações façam cobranças. Mas Londres passou dois anos fazendo apenas planejamento, para depois começar a construir e isso foi muito importante."

Nuzman anunciou ainda que a Rio-2016 contratou uma agência britânica para cuidar da contratação de diretores e executivos do comitê organizador. A mesma empresa foi responsável por montar os quadros dos Jogos de Londres e dos Jogos de Inverno de Vancouver.

"Vamos procurar pessoas no mercado brasileiro e internacional. Deve haver alguns estrangeiros pois vamos precisar de pessoa com experiência em Olimpíadas", afirmou.

Ala do PMDB ameaça suspender convenção caso não participe da chapa de Temer


O grupo do PMDB contrário à aliança nacional do partido com o PT promete entrar na Justiça contra a convenção da legenda, marcada para 6 de fevereiro, se não tiver representantes na chapa que vai disputar o comando peemedebista.

A cúpula do PMDB articula a apresentação de chapa única liderada pelo atual presidente da legenda, Michel Temer (PMDB-SP), mas o grupo contrário à união com o PT quer melar a convenção caso não seja incluído na chapa de Temer.

A convenção tem como objetivo eleger a nova Executiva Nacional do PMDB (cúpula do partido). O encontro foi antecipado do dia 10 de março para 6 de fevereiro. O grupo de Temer trabalha para reconduzi-lo ao comando da legenda com o objetivo de fortalecer o seu nome para disputar a vice-presidência da República na chapa da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) ao Palácio do Planalto.

"Vamos esperar para ver a chapa. Se o conjunto do partido não estiver contemplado, excluindo as pessoas que não concordam com esse acordo com o PT, havendo essa radicalização, nós vamos acionar judicialmente", disse o presidente do PMDB de Curitiba (PR), Doatico Santos.

O paranaense, favorável à candidatura própria do PMDB ao Palácio do Planalto, disse que o prazo para o registro de chapas que vão disputar o comando do partido termina hoje, no final do dia. Na segunda-feira, o grupo contrário à aliança com o PT promete analisar a composição da chapa para conferir se terá representantes na futura executiva do partido.

"Eles [comando do PMDB] falam em exclusão dos descontentes. Se houver exclusão, é um ato de força que será repelido com um ato de força", afirmou Santos.

O grupo argumenta que tem poderes para questionar a convenção judicialmente porque, pelo estatuto do PMDB, as chapas deveriam ser registradas até 8 dias antes da convenção nacional. Como ainda não há acordo no grupo de Temer para a composição da chapa, o que deve ocorrer até o final da próxima semana, Santos disse que a convenção poderá ser anulada caso o grupo decida ingressar na Justiça.

"Para se montar uma chapa, você precisa ter adesões, não se faz isso em dois dias. Portanto, é possível impugnar a chapa. Nos assustamos com a possibilidade de exclusão do Diretório Nacional, composto só com o grupo do Temer", disse o paranaense.

Candidatura própria
O PMDB do Paraná apoia, em sua maioria, a indicação do governador do Estado, Roberto Requião (PMDB), como pré-candidato do PMDB à Presidência da República. O comando do partido, porém, já fechou um pré-acordo com o PT para apoiar a ministra Dilma nas eleições de outubro --consolidando a aliança nacional com o PT.

Temer é o nome mais cotado no partido para disputar a vice-presidência na chapa de Dilma, por isso interlocutores peemedebistas admitem que a pressa na sua reeleição para o comando do PMDB tem o objetivo de mostrar a sua liderança na legenda.

Em dezembro, Requião lançou sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto. O governador do Paraná conquistou o apoio do PMDB de São Paulo, contrário à aliança nacional do partido com o PT.

Requião afirma que a sua candidatura é apoiada por representantes de 15 diretórios municipais do partido. De acordo com o governador, desde 1994, com Oréstes Quércia, o PMDB não tem candidatura própria à Presidência.

Câmara do DF encerra autoconvocação sem analisar impeachment de Arruda


A autoconvocação da Câmara Legislativa do Distrito Federal terminou nesta sexta-feira sem avançar na análise dos três pedidos de impeachment contra o governador José Roberto Arruda (sem partido) e nas investigações da CPI da Corrupção. Ao todo, os deputados distritais trabalharam 18 dias do recesso parlamentar, mas não apresentaram nenhum resultado.

Agora, além do embate entre governo e oposição para definir o ritmo das investigações, a Casa ainda tem que encontrar uma saída para cumprir a determinação da Justiça de afastar da tramitação dos processos de impeachment oito distritais suspeitos de envolvimento no esquema de pagamento de propina e dar posse aos suplentes.

Com a ampla maioria e a movimentação governista, a oposição acredita que apenas a Justiça será capaz de tomar alguma medida contra o esquema. "Com a volta do Judiciário, com o ministro Fernando Gonçalves [do STJ, Superior Tribunal de Justiça], com a ação da Polícia Federal, a situação é diferente", disse a líder do PT, Erika Kokay.


Na Câmara, os aliados do governador impuseram um ritmo lento na tramitação dos pedidos de afastamento contra o chefe do Executivo, assumindo o controle da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), primeira instância a analisar a constitucionalidade dos processos. A relatoria ficou nas mãos do deputado Batista das Cooperativas (PRP), que é líder do governo.

A estratégia dos governistas só não foi mantida porque a Justiça considerou a composição da CCJ viciada porque contou com o voto da deputada Eurides Britto (PMDB), que estava entre os parlamentares afastados. Ela foi flagrada recebendo suposto dinheiro de propina e guardando na bolsa. A Câmara terá que eleger uma nova CCJ e o prazo para o parecer sobre os pedidos de impeachment, que terminaria no dia 26 deste mês, será reiniciado.


A decisão do juiz Vinicius Santos Silva, 7ª Vara Pública da Fazenda, serviu ainda de munição para os aliados do governador tumultuarem e até tentarem enterrar a CPI. No entendimento dos governistas, o juiz teria invalidado a CPI porque o requerimento de criação da comissão e da autoconvocação contou com a assinatura dos parlamentares afastados pela Justiça.

Diante da manobra governista, o juiz fez um novo despacho mantendo as investigações da CPI, criada com o objetivo de investigar 18 anos de contratos do governo do Distrito Federal, especialmente, no setor de informática. O novo problema da CPI é fechar os integrantes e o novo comando.

Além dos oito deputados afastados, a comissão virou motivo de briga entre os governistas. A deputada Eliana Pedrosa (DEM) e o deputado Geraldo Naves (DEM), não se entendem. Naves passou a ser titular da CPI por indicação do PMDB, que tem três deputados acusados de participação no esquema. Com a entrada do correligionário, Eliana, ex-secretária de Arruda, não quis permanecer e ainda não foi definido seu substituto. O novo presidente da CPI deve ser escolhido na próxima quinta-feira.

Outro fato que tirou o foco das investigações foi a renúncia do deputado Leonardo Prudente (sem partido), flagrado colocando dinheiro de suposta propina na meia, à presidência da Câmara. Com a saída de Prudente, uma nova eleição foi convocada para quarta-feira, mas não chegou a ser realizada.

O presidente em exercício, Cabo Patrício (PT), transferiu a eleição para o dia 2 de fevereiro, depois da polêmica que causou ao ler, em plenário, nota divulgada por um blog afirmando que Arruda estaria oferecendo R$ 4 milhões para aliados enterrarem os pedidos de impeachment. O governador negou a denúncia e prometeu processar os responsáveis.

O petista surpreendeu os governistas que tinham fechado, com o aval do governador, a indicação do deputado Wilson Lima (PR) para ocupar a Presidência da Câmara. A expectativa dos governistas é que ele assuma o comando da Casa e possa recorrer contra a decisão da Justiça de afastar os deputados acusados de envolvimento no esquema.

Na segunda-feira, oito suplentes terão uma reunião com o presidente em exercício para definir a posse. Eles ameaçam recorrer à Justiça para conseguirem assumir os mandatos.