segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Atleta é intimida a disputar uma vaga ao congresso nacional nas próximas eleições

Na próxima eleição, esta sendo costurada uma candidatura que vai representar bem a área esportiva no Brasil. Pelas informações que chegaram ao Blog do Take, o nome escolhido é da esportista Roseli Cordeiro Filardo.
A moça foi jogadora de futebol entre os anos 70 aos 90, pelas informações ela dominou os gramados e era temida pelas adversárias e foi considerada a Garricha de saias, a comparação sempre surgia pela maneira de jogar, como Garrincha também atuava na ponta direita.
Rose Cordeiro é nascida na Capital paranaense e foi iniciada no futebol feminino em Curitiba, onde teve a oportunidade de disputar vários campeonatos, sempre mereceu destaque na imprensa pela atuação nos jogos que disputava pelos seus clubes e teve atuação na seleção feminina do futebol paranaense.
Recentemente em entrevista a órgãos de imprensa no Estado do Paraná, teve cronista esportivo que duvidava que Rose Cordeiro fosse nascida na região, mas que de pressa a atleta sacou o documento de identificação onde constava que era nascida em Curitiba.
Pelo passado de luta no meio esportivo o seu nome surge como uma alternativa para uma disputa ao Congresso nacional onde o esporte brasileiro poderá ter uma representante digna e que sempre esteve acostumada aos desafios e vitórias.
 APOIOS
No dia a dia no Rio de Janeiro ela vem sendo apontada como uma esperança que surge no meio esportivo por vários seguimentos da sociedade e são quase unânime as declarações de incentivo e apoio, inclusive de  atletas reconhecidos no Brasil e no exterior. Recentemente a pré candidata foi surpreendida com a ressalva de Daine dos Santos e os irmãos Hipólito.

Marina Silva 'abala' cenário eleitoral, diz NYT

A entrada da senadora e ex-ministra Marina Silva (AC) na corrida sucessória de 2010 como possível candidata à Presidência pelo PV foi destaque no jornal norte-americano "The New York Times" deste fim de semana. Em uma reportagem intitulada "Uma criança da Amazônia que mexeu com a política de um país", o diário traça o perfil da parlamentar do Acre e diz que a sua pré-candidatura "abala" o atual cenário eleitoral brasileiro.


Publicado no sábado, o texto conta a história "de uma mulher humilde que superou a pobreza extrema e a doença para se tornar uma das maiores forças da política brasileira". Sustenta que a sua mudança de partido e a eventual candidatura representam "uma inspiração para o povo brasileiro" em sua busca por um presidente para substituir Luiz Inácio Lula da Silva.
O New York Times aponta a candidatura de Marina como de oposição ao nome escolhido por Lula para a sucessão, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ontem, a senadora acreana se filiou ao PV. Foi o primeiro passo para o lançamento de sua candidatura à Presidência, prevista para o início do ano que vem.

IBM faz primeiras imagens de ligações atômicas

Você lembra das suas aulas de química no colégio, com aqueles desenhos mostrando moléculas e maquetes de plástico tentando nos dar uma ideia de como era a aparência delas? Pois uma equipe de cientistas da empresa IBM em Zurique, na Suíça, conseguiu fazer imagens de uma molécula de verdade.
A imagem acima é a primeira foto já feita de uma molécula e suas ligações atômicas. Ela é em preto e branco, granulada, um pouco fora de foco, mas ainda assim é uma imagem histórica: os cientistas da IBM passaram vinte horas observando as moléculas de 1,4 nanômetros de comprimento formadas por 22 átomos de carbono e 14 átomos de hidrogênio para fazer a foto, que permite a observação das ligações dos átomos em um formato simétrico.
Um microscópio de força atômica permitiu que os cientistas observassem o universo minúsculo das moléculas para fazer as imagens. Utilizando uma agulha de silício coberta com dióxido de carbono, lasers e temperaturas baixíssimas, chegando a 260 graus negativos, os cientistas olharam as moléculas durante vinte horas sem poder mover o objeto de observação. De acordo com Leo Goss, cientista da IBM, qualquer movimento poderia destruir as delicadas ligações atômicas e acabar com a imagem que estava sendo feita.
“Esta realização e as descobertas feitas com os experimentos estendem a possibilidade dos cientistas para estudar matéria com resolução atômica”, afirma um representante da IBM. “Além disso, abre novas possibilidades para a exploração de aparelhos eletrônicos em níveis atômicos e moleculares, muito menores, mais rápidos e que gastem menos energia que os processadores atuais”, diz.

Raios cósmicos podem varrer a vida da Terra

Os raios cósmicos caem sobre a Terra como uma chuva constante. Não costumamos observar essas partículas de alta energia, mas elas podem ter realizado um papel importante na evolução da vida no nosso planeta. Várias extinções em massa que ocorreram no passado podem ser ligadas a impactos de asteróides e vulcanismo, mas muitas das causas ainda causam debates. Brian Fields, da universidade de Illinois, nos Estados Unidos, acredita que acontecimentos astronômicos possam ter aumentado a radiação sobre a Terra.
Uma supernova a 30 anos-luz da Terra poderia liberar uma radiação sobre o nosso planeta que poderia, direta ou indiretamente, acabar com um grande número de espécies. Atualmente os cientistas procuram provas de que isso tenha acontecido e, mais importante, possa acontecer de novo. Os raios cósmicos são constituídos de prótons carregados de energia originários de ondas de choques de supernovas. Eles podem ficar “viajando” pela galáxia durante milhões de anos antes de atingir algo. “Toda a atmosfera da Terra é atingida por vários raios cósmicos todo segundo”, afirma Fields.
Efeitos secundários
Apesar da intensidade dos raios cósmicos, nenhum deles chega a atingir os humanos no solo. Eles atingem átomos na atmosfera e criam uma camada de partículas secundárias.
Ao nível do mar, grande parte dos raios cósmicos secundários se transforma em múons. A cada minuto, somos atingidos por aproximadamente 10 mil múons, que ocasionalmente podem causar mutações genéticas. Atualmente, os humanos recebem uma média de dez raios-x por ano através dos raios cósmicos.
De acordo com Franco Ferrari, da Universidade de Szczecin, na Polônia, os raios desse tipo podem ter desempenhado um papel importante na mutação dos organismos para sua evolução. No passado, acredita-se que a radiação era mais intensa, e afetava a atmosfera e o solo da Terra.
Uma teoria afirma que os raios podem aumentar a produção de nuvens, assim esfriando o planeta e criando mudanças nos ecossistemas. Outra teoria relacionada à radiação intensa é que o fenômeno tiraria nossa camada de ozônio, deixando o planeta mais quente e hostil para a vida que conhecemos.
Quase lá
Um modo de descobrir se uma extinção de espécies ocorreu devido à ação dos raios cósmicos é analisar os isótopos radioativos que se formariam em uma supernova próxima à Terra. Em 1999, um grupo da Universidade de Munique, na Alemanha, detectou o isótopo de ferro-60 em rochas submarinas. O isótopo é extremamente raro, e é formado em supernovas, com um tempo de vida médio de 1,5 milhões de anos – o que significa que veio de uma supernova recente.
Analisando a localização e concentração do isótopo na rocha, o grupo de cientistas calculou que a supernova explodiu há 2,8 milhões de anos, a uma distância de 100 anos-luz. Fields acredita que esta distância não foi suficiente para causar um evento de extinção no planeta: “Eu diria que chegou quase lá”.
Para causar efeitos biológicos danosos, a supernova teria que explodir a 30 anos-luz da Terra, distância pequena em uma escala galáctica, mas Fields acredita que o planeta já sofreu uma dezena de radiações “assassinas” durante a sua história de 4,5 bilhões de anos.
Além das supernovas, a ação do sol pode agir sobre a radiação no planeta. Uma teoria acredita que toda vez que o sistema solar chega ao topo de um lado da galáxia, a ação dos raios cósmicos é intensificada. Mesmo assim, pesquisas mais aprofundadas têm que ser feitas sobre a ação dos raios para que eles possam ser ligados a eventos de extinção na Terra, já que os efeitos da ação dos raios na superfície da Terra ainda não foram calculados.

Minc defende ação de Dilma, mas poupa ex-petista de crítica


O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc (PT), afirmou que a possível candidatura de Marina Silva à Presidência "vai qualificar o debate ambiental nas eleições". No entanto, ele defendeu a atuação da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) em prol do meio ambiente.
"Dilma, cujo eixo é o desenvolvimento e o combate à pobreza, foi fundamental para garantir o Fundo para a Amazônia [programa de preservação com recursos internacionais]."
Exaltando a "preocupação ambiental" de Dilma, Minc lembrou que ela acolheu proposta de aquecimento solar em programas habitacionais.
Sobre Marina, disse que a candidatura "vai exigir que todos os candidatos se aprofundem no tema desenvolvimento sustentável. Ela não é só ecologista, tem preocupação social".
À frente do ministério, Marina enfrentou conflitos, inclusive com Dilma.
No ato de filiação, Marina lembrou que petistas apelaram para que lutasse dentro do PT. "Percebi que não se tratava mais de continuar para fazer um embate para convencer daquilo que o mundo inteiro já está convencido", justificou, dizendo que no PT muitos sofreram pelos erros de poucos.
A filiação contou com a presença da socialite Ana Paula Junqueira e dos atores Victor Fasano e Christiane Torloni.

Ação de Anselmo é pré-64, diz policial


Diretor do Dops carioca à época do golpe de Estado de 1964, o policial Cecil Borer (1913-2003) afirmou dois anos antes de morrer que o marinheiro de primeira classe José Anselmo dos Santos, mais célebre agente duplo a serviço da ditadura militar, já era informante da Marinha e da polícia política antes da deposição do presidente João Goulart.
O ex-marujo tornou-se conhecido --em erro sobre seu posto-- como Cabo Anselmo. Ele sustenta que só no começo da década de 1970 passou a colaborar com o aparato estatal.
A atividade de Anselmo resultou na morte de muitos militantes da oposição armada ao regime militar (1964-85), inclusive de sua mulher, a paraguaia Soledad Barrett Viedma.
Hoje ele reivindica ser anistiado político, ser reintegrado à Marinha como suboficial, aposentadoria e indenização. Vive escondido, temendo vingança. No processo que tramita na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, o marinheiro expulso da Força em 1964 e cujos direitos políticos foram cassados por dez anos diz ter sido vítima de perseguição do Estado.
As entrevistas de Borer a um repórter foram concedidas em 2001 na apuração para um livro e uma reportagem. Ele autorizou a gravação. Suas declarações contradizem a versão de Anselmo. É a primeira vez que vem à tona relato de integrante de órgão de combate à "subversão" narrando história diferente da do antigo militar.
O policial, denunciado como torturador de presos durante três décadas, teve atuação destacada nas prisões após o golpe de 1964. Aposentou-se em 65.
Ao ser entrevistado, ele tinha 87 anos. Narrou "pressões" físicas contra presos, negou a condição de torturador e falou de agentes infiltrados na esquerda.
Fonte "A"
No começo de 1964, Anselmo presidia a AMFNB (Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil). Borer contou que ele já era informante do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) da Guanabara, do Cenimar (Centro de Informações da Marinha) e dos "americanos" --a CIA (Agência Central de Inteligência).
Foi categórico: "[Antes de abril de 1964, Anselmo] trabalhava, trabalhava". Para quem? "Para todo mundo." Detalhou: "Ele trabalhava para a Marinha, ele trabalhava para mim, trabalhava para americano". Não esclareceu a data em que o militar teria aderido.
Conforme Borer, Anselmo não foi um infiltrado escalado para se misturar aos marinheiros. O ex-diretor disse que ele foi recrutado pelo Cenimar quando já atuava na associação.
O policial afirmou que as informações transmitidas por Anselmo eram compartilhadas por Cenimar e Dops com classificação "A", exclusiva de fonte de alta confiança. Os organismos tratavam-no por nome em código. "Não havia segredo entre Dops e Marinha. (...) Esse trabalho, essa informação veio do Anselmo, então é classe A."
Borer não se referiu a manobras políticas de Anselmo ordenadas pelos serviços secretos. Seu trabalho consistiria em avisar sobre o que se passava com os marinheiros. A reconstituição das ações deles e de fuzileiros mostra que, embora presidisse a entidade, tinha influência limitada na sua orientação.
"Farsa"
Dias após a queda de Goulart, Anselmo se asilou na Embaixada do México no Rio. Em pouco tempo abandonou o local e se abrigou em um apartamento na zona sul. No dia seguinte, foi detido e levado para o Dops.
Ele disse que o esconderijo foi identificado por agentes seus infiltrados entre exilados no Uruguai. Informaram o endereço a um policial que ignorava a dupla militância de Anselmo, que acabou preso.
Sua condição de informante, diz Borer, era de conhecimento restrito, mesmo no Dops e no Cenimar: "Então Anselmo veio, tá preso, você não vai soltar, que não vai queimar".
Anselmo retomou a liberdade somente em 1966, quando Borer já estava aposentado, ao ir embora de uma delegacia no bairro do Alto da Boa Vista onde estava preso. Lá, ele circulava quase sem restrições.
A fuga foi uma farsa, disse Borer. O objetivo do que descreve como encenação de colegas seus foi infiltrar o agente na esquerda clandestina. Anselmo foi para o Uruguai, onde entrou no MNR (Movimento Nacionalista Revolucionário), grupo dirigido por Leonel Brizola.
A seguir, treinou guerrilha em Cuba. De volta ao Brasil, aderiu à VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), organização armada depois dizimada por suas delações. Ex-militar e guerrilheiro, jamais teria participado de ação armada.
Documentos do Deops-SP (Departamento Estadual de Ordem Política e Social) registram Anselmo como agente a partir de 1971.
Em entrevista ao repórter Octávio Ribeiro, em 1984, Anselmo disse que se entregou por iniciativa própria ao Deops por volta de 1971 e nunca foi torturado. Em 1999, assegurou ao repórter Percival de Souza que foi surpreendido e preso pelo Deops e que o torturaram antes da mudança de lado.
Diretor do Cenimar em 1964, Roberto Ferreira Teixeira de Freitas nega que Anselmo tenha sido colaborador antes de 64. "Isso é mentira!"
Capitão-de-Mar-e-Guerra 45 anos atrás, ele lembrou: "Anselmo era um desconhecido. Apareceu no movimento lá dos marinheiros". Quando se tornou infiltrado? "Não sei. Eu o prendi, depois ele foi para o Dops. O que aconteceu por lá eu não sei", respondeu.

Dispensas autorizadas na Receita Federal dobraram com Lina


Em 10 dos 11 meses em que ocupou o cargo de secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira autorizou 30 mil dispensas remuneradas de servidores do fisco --ou seja, a cada dia útil deste período, foram 143 liberações de funcionários para participar de eventos sindicais, palestras e atividades fora das repartições.
Segundo reportagem, as liberações autorizadas por Lina entre agosto de 2008 e maio de 2009 foram o dobro das aprovadas pelo ex-secretário Jorge Rachid de agosto de 2007 a maio de 2008. Apenas o secretário da Receita está autorizado a liberar o funcionário sem o desconto do ponto.
O novo subsecretário de Gestão Corporativa da Receita, Leonardo Schettino, confirmou a dispensa de 30 mil dias de trabalho na administração de Lina, mas não disponibilizou os números de quando Rachid era secretário. O argumento foi que, com a troca de comando na subsecretaria de Gestão Corporativa nesta semana, ele não teve acesso aos dados mais antigos.
A remuneração média na Receita Federal é uma das mais altas da Esplanada dos Ministérios. Um auditor fiscal recebe salário inicial de R$ 13,6 mil e os analistas, de R$ 8 mil. A Receita tem em seus quadros 12 mil auditores fiscais e seis mil analistas tributários.
Outro lado
Schettino disse que a situação de dispensas remuneradas é "passível de questionamento" e admite a possibilidade de o fisco exigir dos servidores a compensação dos dias não trabalhados.
Segundo ele, os 30 mil dias de dispensa assinados por Lina Vieira se referem, em parte, a "eventos que têm uma característica de interesse público". Ele não soube dizer quantos seriam ou quais foram os eventos.
A Receita informou que o atual secretário, Otacílio Cartaxo, não tinha conhecimento das liberações autorizadas por Lina e não autorizou nenhuma desde que assumiu, em julho.
Procurada, a ex-secretária não respondeu aos telefonemas e e-mails que tratavam da dispensa remunerada em sua gestão.
O presidente do Unafisco (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal), Pedro Delarue, defendeu a liberação remunerada dos servidores para eventos sindicais.

Ex-militares fazem mapa com possíveis locais de ossadas


Inconformados por não terem sido procurados pela comissão governamental que busca ossadas no Araguaia, militares que atuaram na repressão à guerrilha preparam um mapeamento com a indicação de pelo menos 20 locais de sepultamentos clandestinos.
Fora do Exército desde o fim da guerrilha, no início dos anos 70, eles dizem lembrar de áreas onde estariam enterrados alguns dos cerca de 60 militantes do então clandestino PC do B oficialmente desaparecidos.
Fundador da Associação dos Ex-Combatentes da Guerrilha do Araguaia, que reúne cerca de 600 membros, Raimundo Pereira de Melo, 56, foi soldado no Araguaia. Ele diz que a maioria dos locais vasculhados no último mês pelos membros da comissão está correta, mas que os pontos de abertura de valas são equivocados.

A associação ouviu ex-militares radicados no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. As informações são as de que há guerrilheiros enterrados em Xambioá e nos municípios paraenses de Marabá, São Domingos do Araguaia, São Geraldo do Araguaia e Brejo Grande.

Pereira de Melo diz que pode apontar, em Xambioá, onde foram enterrados Osvaldo da Costa, o Osvaldão, e Valquíria Afonso. Seria na antiga base, hoje desativada.


O Ministério da Defesa informou que a comissão tem interesse em ouvir todos aqueles com informação sobre as ossadas e que está à disposição dos ex-militares.

PV aproveita filiação de Marina Silva para colar imagem em Chico Mendes

Egressa do PT após 30 anos de militância, a senadora Marina Silva (AC) aproveitou a filiação ao PV no domingo para relembrar o início de sua trajetória política ao lado de Chico Mendes, seringueiro e sindicalista acreano assassinado há quase 21 anos. Marina disse que Mendes foi seu "professor" nas militância em causas políticas e de preservação ambiental da Amazônia.

"No Acre, o PV foi criado pela vontade do Chico Mendes", afirmou Marina. Tal como a nova filiada, a Executiva Nacional do PV tratou de vincular o ato político à memória do seringueiro e ativista ambiental. Diversas faixas e cartazes com a imagem de Chico Mendes foram espalhadas pelos salões da casa de eventos onde Marina foi recebida pela militância do partido.

A filha de Mendes, Elenira, foi uma das personalidades que abonaram a entrada de Marina no PV. Em retribuição ao gesto, a senadora elogiou a atuação do seringueiro na preservação da Amazônia e na consolidação da própria entrada dela na vida pública.

"Elenira, o seu pai foi o meu professor. Espero que eu possa fazer por você o mesmo que ele fez por mim", disse Marina. Nos anos 1980, Marina trabalhou ao lado de Mendes no sindicato dos trabalhadores rurais de Xapuri, que entrou em conflito com produtores da região devido à devastação da floresta amazônica.

Mendes foi morto na porta de sua casa, em 22 de dezembro de 1988. Nascido em Xapuri (AC), em 1944, fundou o PT no Acre e, meses antes de sua morte, auxiliou o PV a se formar na região Norte com a participação de militantes petistas. Em 2007, foi criada a ONG Instituto Chico Mendes, que se dedica a projetos de educação ambiental para a Amazônia.

Marina diz que não se colocará no lugar de "vítima" de Dilma

A senadora Marina Silva (PV-AC) disse hoje que não se colocará como "vítima" da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Quando era ministra do Meio Ambiente, Marina teve divergências com Dilma. "Não vou me colocar no lugar de 'vítima' da Dilma", afirmou.

Marina falou sobre sua convivência com Dilma no governo Luiz Inácio Lula da Silva, após confirmar sua filiação ao PV na tarde de domingo. Apesar da possibilidade de enfrentamento eleitoral com a pré-candidata do PT à Presidência, ela sinalizou que não usará sua saída do governo para atacar Dilma numa eventual campanha do PV.

"Minhas posições eram defendidas de igual para igual quando eu era ministra. Na Casa Civil, a Dilma coordenava o governo. Mas, em última instância, as decisões sempre foram do presidente Lula", avaliou.

Marina deixou o governo em maio de 2008, alegando dificuldades para cumprir a agenda ambiental federal. Nos bastidores, a saída de Marina foi atribuída a críticas internas de Dilma à atuação do Ministério do Meio Ambiente, que sob o comando de Marina seria excessivamente rigoroso no licenciamento de obras e projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

A senadora, contudo, evitou reacender polêmicas com a antiga colega de governo e provável adversária nas urnas. "Eram, digamos assim, visões diferentes. Mas, não vou me colocar no lugar de vítima", frisou.

domingo, 30 de agosto de 2009

Governo propõe fim de licitação para prestação de serviços a sem-terra


O governo federal enviou ao Congresso um projeto de lei que dispensa de licitação para contratar prestadores de serviços de assistência técnica a assentados e agricultores familiares. 
Caso o projeto seja aprovado, as contratações serão feitas por meio da chamada pública, e não mais por convênios e licitações, como ocorre hoje no Incra e no Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Entretanto, contratos e convênios têm sido alvo de auditorias do TCU (Tribunal de Contas da União) e de CPIs no Congresso devido a denúncias de irregularidades na execução dos serviços e na prestação de contas.
Na prática, a dispensa da licitação visa aproximar o governo aos sem-terra, que vem cobrando medidas do Planalto para acelerar o processo de reforma agrária. O projeto foi enviado ao Congresso em regime de urgência.

Operação da PF contra jogos de azar apreende R$ 180 mil e 17 veículos na BA


A Polícia Federal de Vitória da Conquista (BA) apreendeu na sexta-feira (28) 17 veículos e R$ 180 mil em dinheiro e cheques durante a Operação Alea --sorte, em latim--, que combate a exploração de jogos de azar por meio de máquinas caça-níqueis e distribuição dos equipamentos no sudoeste baiano.
O dinheiro e os veículos --entre eles, uma lancha-- foram encontrados em imóveis pertencentes a suspeitos de participação no esquema denunciado pelo Ministério Público Federal.
A operação foi deflagrada em quatro cidades: Vitória da Conquista, Jequié, Itambé e Anagé. Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em residências e empresas pertencentes à organização criminosa denunciada à Justiça Federal de Vitória da Conquista.
Os nomes dos acusados não foram divulgados. A PF não confirmou quantas pessoas foram presas durante a operação.
A Justiça Federal determinou o sequestro de bens, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilos bancário, telefônico e fiscal dos acusados de liderar a organização criminosa, informou a PF. Os suspeitos são acusados de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
De acordo com o balanço final da operação, a PF apreendeu R$ 65.788 em dinheiro, R$ 113.513 em cheques, US$ 200, uma lancha, um jet ski e outros 15 veículos, entre eles carros, motos e caminhões. Sete imóveis foram vistoriados pelos agentes.

Casagrande lamenta decisão do STF contrária à investigação de Sarney


O líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES), um dos senadores que assinou o mandado de segurança encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo o desarquivamento das denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para que fossem examinadas pelo Plenário, lamentou neste sábado a decisão contraria da Corte, tomada em caráter liminar pelo ministro Eros Graus.
"É uma pena. Lamento porque nós tínhamos a única alternativa que era o Poder Judiciário. Já começamos sofrendo posição desfavorável, mesmo em caráter liminar. Já não tínhamos alternativa interna [no Senado]", disse.
Segundo o líder, a decisão do STF deixa os senadores que entraram com o mandado de segurança em posição desfavorável no julgamento do mérito.
Mesmo com a decisão do Supremo, os senadores que defendem o afastamento de Sarney da presidência do Senado vão continuar, segundo Casagrande, protestando contra a falta de julgamento do parlamentar, mas adotando postura propositiva em relação ao Senado Federal.
"Vamos acompanhar e fiscalizar as decisões da Mesa Diretora da Casa. Fiscalizar as ações do Senado, buscando o controle e a transparência de todas as medidas", afirmou.
Casagrande informou que os parlamentares não devem continuar obstruindo as atividades da Casa. "Senão daqui a pouco nós poderemos ser crucificados pela opinião pública, que quer ver o Senado funcionando", disse.

Mutirão Arco Verde Terra Legal se prepara para entrar na reta final


O mutirão Arco Verde Terra Legal, que visa permitir o acesso de brasileiros a direitos e à cidadania por meio de ações de regularização fundiária e combate à grilagem de terras na Amazônia, se prepara para entrar na reta final. No dia 11 de setembro, a ação será realizada simultaneamente em Mucajaí (RR), em Joara (MT) e em Cumaru do Norte (PA).
Com mais essas três programações, o governo federal estará prestes a cumprir a promessa de visitar as 43 cidades do Amazonas, do Maranhão, de Mato Grosso, do Pará, de Rondônia e de Roraima, consideradas prioritárias para a prevenção e para o controle do desmatamento.
Cerca de 20 mil quilômetros são alvo dos mutirões que prestam serviços diversos, entre eles emissão de documentos civis e ações relacionadas à regularização fundiária. Até o momento, 23 edições foram realizadas e a última deve ocorrer em Paranaíta (MT), entre 29 e 31 de outubro. 
A programação também inclui sessões públicas de cinema, shows, distribuição de livros, além de feiras com produtos da agricultura familiar e assentamentos na região.
O Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia) é um dos parceiros dos mutirões e contribui, entre outros, com a oferta de equipamentos de comunicação e com a produção do material de georreferenciamento das áreas envolvidas. Segundo o gerente do Centro Gestor e Operacional da instituição em Manaus, Bruno Monteiro, o mutirão Arco Verde Terra Legal representa uma fase do processo de conservação e implantação de modelos de produção sustentável na Amazônia Legal.
Monteiro ressaltou que a iniciativa surgiu após a implantação do programa Terra Legal Amazônia --iniciativa do governo federal para promover a regularização fundiária. A ação abrange uma área superior a 67 milhões de hectares.
"Não é só o mutirão em si, mas uma sequência de atividades. O mutirão atua, ao mesmo tempo, na área de regularização fundiária e no combate ao desmatamento, sempre buscando formas de produção sustentável para os municípios", destacou o gerente.
Os mutirões são coordenados pela Casa Civil e pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Meio Ambiente.

Buscas a desaparecidos do Araguaia não encontram vestígios humanos


O grupo de trabalho criado pelo Ministério da Defesa para localizar e resgatar os restos mortais dos desaparecidos da Guerrilha do Araguaia encerrou neste sábado a segunda fase das escavações, sem encontrar vestígios humanos que pudessem ajudar a identificar os corpos de guerrilheiros, militares e de eventuais agricultores mortos durante os combates entre opositores do regime militar e tropas do Exército, na primeira metade da década de 1970. A primeira fase das escavações foi encerrada no último dia 17, também sem sucesso.
Os encarregados da busca começaram os trabalhos no último domingo (23), rastreando com radar e escavando três diferentes áreas do sul do Pará: uma área pertencente à Reserva Indígena Sororó, em São Geraldo do Araguaia (PA); em um ponto conhecido como Complexo Matrinxã e em Dois Coqueiros, ambas também no sul do Pará.
Desde o início dos trabalhos de campo, o Grupo de Trabalho Tocantins selecionou dez de dezessete pontos indicados pelo Ministério da Defesa de indícios consistentes da presença de restos mortais.
Essas dezessete áreas haviam sido identificadas com base em relatórios da Comissão Especial Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, além de livros sobre o tema, documentos governamentais e indicações de pessoas que presenciaram as mortes e a ocultação dos corpos e que, hoje, servem voluntariamente como guias do grupo.
"Dos dez locais, em seis já foram realizados trabalhos de campo e escavações, mas não obtivemos sucesso em nenhum desses pontos", informou o tenente-coronel Amauri Silvestre, do Centro de Comunicação Social do Exército, sem descartar a hipótese de novas buscas em alguns dos pontos já vistoriados.
"Se forem apresentados novos dados consistentes, estas informações serão apresentadas ao grupo de trabalho, que irá analisá-las, podendo voltar a fazer o reconhecimento da área. Se com o auxílio dos técnicos se chegar a conclusão de viabilidade [de encontrar algo], existe a possibilidade [do grupo retomar as buscas nos locais já inspecionados]", declarou o militar.
A terceira fase das escavações terá início no próximo dia 9, se estendendo até o dia 16 de setembro, concentrando-se nas proximidades de São Geraldo do Araguaia (PA). A portaria ministerial que criou o grupo prevê que os trabalhos de busca se encerrem em abril de 2010, mas devido ao início do período de chuvas na região, os militares planejam encerrar as escavações, ou ao menos suspendê-las, já no final de outubro deste ano.
"Nada impede que passado o período de chuvas, o grupo retorne com outras providências", disse o tenente-coronel Amauri.
O grupo de trabalho é composto por militares, antropólogos, geólogos, médicos legistas e observadores nomeados pelo Ministério da Defesa, entre eles um jornalista e um ex-deputado. A ausência de representantes de parentes dos desaparecidos foi criticada pela Comissão Especial Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos.

sábado, 29 de agosto de 2009

Após 30 anos, Brasil ainda não fez o acerto de contas


No dia 28 de agosto, completam-se 30 anos da promulgação da Lei de Anistia, que possibilitou a volta ao Brasil de exilados políticos e a liberdade a pessoas presas pela ditadura civil militar (1964-1985).
Maria Auxiliadora de Almeida Cunha Arantes, ex-presa política e membro do Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA), conta que “a campanha pela anistia era para uma anistia ampla, geral e irrestrita, e a anistia não foi nem ampla, nem geral, nem irrestrita”. 
Tal opinião é compartilhada por muitos daqueles que viveram aquele período, de ex-militantes a juristas, e é motivo até hoje de controvérsia entre setores do governo brasileiro.
No mesmo ano de promulgação da lei, em 1979, exilados pelo regime em outros países puderam retornar ao Brasil. De igual modo, presos político foram soltos.
Maria Auxiliadora, no entanto, relata que, justamente pela interpretação da lei de anistia em relação aos crimes que seriam anistiados, ficaram de “fora da anistia”. “Naquela época havia 53 presos políticos e 19 não saíram, ela [a lei] não reintegrou todos os cassados”, relata.
A lei 6.683 anistiou aqueles que “no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexos com estes”.
A divergência na interpretação da Lei está na descrição de “crimes conexos”. Em seu texto se descreve como conexos “os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política”. Desta forma, os crimes cometidos por agentes do Estado - como torturas, censuras, cerceamento da liberdade, entre outros – acabaram sendo anistiados também.
Histórico
Resultado de um forte movimento de massas, o projeto de lei da Anistia foi encaminhado em pleno regime militar pelo então presidente João Baptista Figueiredo ao Congresso, e por 206 votos contra 201 foi aprovado em 22 de agosto de 1979. Seis dias depois a Lei foi sancionada pelo presidente Figueiredo.
“Foi, ao meu modo de ver, um momento importantíssimo. Porque naquele momento nós aplicamos à ditadura militar uma derrota política. A ditadura, que não reconhecia ao menos a existência de presos políticos, que não reconhecia que havia a oposição clandestina e que consumava o país, foi obrigada a discutir com a oposição”, lembra Ivan Seixas, membro do Fórum dos Ex-Presos Políticos.
Seixas, durante seu depoimento no Seminário Internacional “30 anos da Anistia no Brasil – o direito à memória, à verdade e à justiça”, evento que reuniu ex-militantes e familiares de vítimas do regime militar na faculdade de Direito da USP, afirmou que a Lei de Anistia teve caráter de “cessar fogo” em um “momento extremamente importante da luta contra a ditadura”.
A pressão dos movimentos populares em torno da anistia se deu através da criação de comitês, que reuniam familiares de presos políticos e exilados em debates e manifestações. A principal organização da época foi o Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA), fundado em julho de 1978 no Encontro Nacional dos Movimentos pela Anistia, em Salvador (BA).

Debate

Após 30 anos de sua promulgação, o debate em torno da interpretação da Lei de Anistia e da responsabilização ou não de culpados pelos abusos cometidos na época persiste.
No governo federal as opiniões se dividem. Enquanto os ministros da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, e do Ministério da Justiça, Tarso Genro, ao lado de ex-presos políticos e familiares das vítimas da ditadura, pedem que haja o julgamento de agentes do Estado que cometeram crimes, como a tortura. O advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, alegam que os atos cometidos na época configuram crime político e não crime comum, sendo enquadrados assim na anistia.
 “A tortura é um crime comum, a tortura não é crime político em nenhum lugar do mundo. Internacionalmente a tortura é considerada como um crime de lesa-humanidade”, protesta Maria Auxiliadora. A ex-presa política explica que se um país assina Tratados Internacionais, ele fica submetido ao que é determinado pelas nações que o compõem. “Então, do ponto de vista político e jurídico, não tem como se anistiar alguém que torturou”, completa.
Responsabilização
Em outubro de 2008, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação em que questiona a concessão de anistia a servidores e militares envolvidos com tortura, morte e desaparecimento de militantes políticos. A ação deve ser julgada pela Corte ainda este ano.
Outra ação foi levada à Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) pela Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos de São Paulo em que se pede que o Brasil seja julgado por detenção arbitrária, tortura e desaparecimento forçado de 70 pessoas da Guerrilha do Araguaia, entre 1972 e1975.
Futuro
Segundo Ivan Seixas, os crimes cometidos hoje são herança dos abusos praticados durante a ditadura militar, como torturas, chacinas e sequestros.  Ele ressalta a importância de “diálogos que levam informação e mobilizam contra a ditadura uma herança ideológica que a sociedade brasileira ainda tem”.
“Quando falamos em anistia, estamos falando em derrotar esta prática da barbárie, que é cotidiana”, afirma o ex-preso político.
Da mesma forma, Maria Auxiliadora defende que sejam feitas campanhas de conscientização, principalmente pela mídia. Ela chama a atenção para o caso da tortura, que ainda está presente na sociedade brasileira. “Precisa uma campanha de esclarecimento sobre a tortura, porque ela é um crime imprescritível, porque ela não se justifica em nenhuma situação, porque dignifica um país dizer que nele não tem tortura nem em preso comum, nem em preso político, nem em ninguém”, explica.

STJ mantém condenação de militares responsáveis por massacre de Carajás


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta terça-feira (25), recursos dos policiais militares condenados como mandantes do massacre de Eldorado dos Carajás. A defesa pedia a anulação do julgamento que aconteceu em 2002, mas os ministros do STJ decidiram manter a condenação de 228 anos de prisão do coronel Mário Colares Pantoja, e de 158 anos e quatro meses do major José Maria Pereira de Oliveira. O massacre de Carajás, ocorrido em 1996 no estado do Pará, causou a morte de 19 trabalhadores sem-terra.
 O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Ulisses Manaças, ressaltou a importância de ser mantida a condenação. Ele afirmou que por Carajás ser um caso emblemático de crime no campo, a condenação é fundamental para que se faça justiça em casos semelhantes.
 “Isso é uma sinalização muito importante do judiciário para que a sociedade tenha claro que haverá uma manifestação para tentar punir todos os responsáveis, mandantes ou assassinos de trabalhadores e trabalhadoras rurais e defensores dos direitos humanos.”
 No entanto, Manaças afirmou que a vitória dos sem-terra foi parcial, já que os soldados que executaram a operação do massacre foram absolvidos no último julgamento, ocorrido em 2005 na capital Belém (PA). Por enquanto, não há previsão para um novo julgamento dos soldados.

"Corda sempre estoura do lado fraco", afirma ministro do STF sobre caso Palocci


No dia seguinte ao julgamento que livrou o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci de responder processo criminal pela quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, por 5 votos contra 4, o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello avaliou que "a corda acabou estourando do lado mais fraco". 
Marco Aurélio foi um dos quatro ministros que votaram pela abertura da ação para investigar Palocci. Assim como Cármen Lúcia, Ayres Britto e Celso de Mello, ele entendeu que havia indícios suficientes para transformá-lo em réu.
"Se você perguntar a qualquer um do povo se ele acha que Palocci mandou quebrar o sigilo, verá que a sensação é de que ele tinha interesse nisso. Ele é o único beneficiado. Isso é de uma clareza solar. A corda acabou estourando do lado mais fraco, como sempre."
Os ministros vencidos argumentam que a denúncia continha todos os requisitos exigidos pelo Código do Processo Penal -a exposição do crime e os indícios contra os acusados.
Julgamento moral
Nesta sexta-feira (28), o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, disse que a Corte não fez um "julgamento moral", e sim "um julgamento técnico", do caso da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa.
"Temos que estar atentos que o julgamento penal é um julgamento técnico. Não se trata de um julgamento de caráter moral", afirmou Mendes, para quem a absolvição de Palocci não pode ser encarada como um confronto entre pessoas simples e poderosas.
"As pessoas começam a colocar como se tivesse havido uma absolvição ou que o tribunal tivesse feito uma opção entre o poderoso e o caseiro. Não é nada disso", disse. "Parece que o crime só existiria se praticado pelo então ministro da Fazenda", afirmou.

Marina Silva assina filiação ao PV em São Paulo amanhã


A senadora Marina Silva (AC) assina amanhã sua filiação ao PV em cerimônia que será realizada durante encontro nacional do partido, em São Paulo, a partir das 10h30.
Marina deixou o PT na semana passada e ainda vai decidir sua candidatura à Presidência da República pelo PV. Ela deixou a legenda com a justificativa de que o partido não ofereceu "condições políticas" para avanços na questão ambiental.
A cerimônia de filiação será realizada no espaço Rosa Rosarum, na rua Francisco Leitão, 416, em Pinheiros (zona oeste de São Paulo). O local é um espaço para a festas e tem capacidade para cerca de 1.500 pessoas. O partido não informou se o local foi alugado ou cedido para a festa.
Segundo o PV, pelo menos 1.000 pessoas se inscreveram para acompanhar a solenidade no local. A filiação também poderá ser acompanha pela internet, no site do partido.
Em entrevista na qual anunciou sua decisão de deixar o PT, Marina agradeceu a um grupo de petistas que a pressionaram a permanecer na legenda, como o presidente do PT, Ricardo Berzoini, os senadores Aloizio Mercadante (PT-SP), Tião Viana (PT-AC) e Eduardo Suplicy (PT-SP). A senadora não mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva porque disse que não discutiu com o petista a sua saída da legenda.

Governo prepara plano nacional para banda larga


O Plano Nacional de Banda Larga, que está prestes a ser anunciado pelo governo federal, deverá incentivar os pequenos e médios empreendedores da internet, uma forma de fazer com que o acesso chegue a localidades onde as operadoras não têm interesse comercial.
A justificativa do governo é a de que a banda larga ajuda a promover o desenvolvimento econômico regional. Cálculos do Banco Mundial indicam que a cada 10% de aumento de penetração da banda larga, o PIB do país pode crescer 1,38%. Até 2018, a Anatel prevê 160 milhões de conexões à internet (fixas e móveis), dez vezes mais do que o total de hoje.

Além de estímulos específicos a esses pequenos empresários, que ainda não foram definidos, o governo pretende transformar a banda larga em serviço de valor agregado.
Se isso ocorrer, as empresas de internet não vão mais recolher ICMS, imposto estadual que pode chegar a 35%, e passarão a pagar ISS, imposto municipal de até 5%.
O governo estuda neste momento o impacto que a medida pode causar na arrecadação dos Estados. A proposta encontra resistência porque há unidades da federação em que o setor de telecomunicações participa com até 12% da arrecadação, segundo dados da Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações).
A ideia da desoneração da banda larga surgiu há dois meses na Secretaria Estratégica da Presidência da República. "Precisamos estimular a inclusão digital", diz Daniel Vargas, ministro da Secretaria.
Vargas afirma que a proposta não será transformada em lei porque não é esse o papel da secretaria. "Só apresentamos projetos e diretrizes ao presidente", diz. Segundo Vargas, o assunto deve ser discutido com urgência até o final de 2009. 
Já estão envolvidos nesse debate três ministérios: das Comunicações, da Cultura e da Ciência e Tecnologia. "O desenvolvimento econômico de áreas remotas está ligado à presença das operadoras nesses locais. E hoje elas não estão", diz Vargas.
Sem interesse comercial
Embora sejam obrigadas a levar a infraestrutura de acesso à internet a todos os municípios do país, as teles só têm interesse em fazer negócios com 62% dessas localidades.
"Apesar de o investimento para uma companhia desse porte ser pequeno em cidades menores, os custos operacionais são proporcionalmente enormes. Elas levariam muito mais tempo para amortizar o investimento em lugares com menos demanda", diz Jefferson Sedlacek, sócio da i+, provedora de Manaus (AM).
É por isso que o governo quer estimular os pequenos empreendedores. Há sete anos, os acessos realizados por clientes dessas empresas não representavam 0,5% do total do país. Hoje já são 2,2%.
Em Macapá (PA), a TV Som está investindo US$ 250 mil na compra de equipamentos e foi buscar o "link" de uma grande operadora em Marabá (PA). A procura aumentou tanto que, em dois anos, ela já contrata 25 megabytes de banda para espalhar o sinal em sua região por ondas de rádio.

Justiça deixa de aceitar passaporte e CNH para tirar documento eleitoral


O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu que o passaporte e a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) não poderão ser mais usados como documentos para que as pessoas possam fazer pedidos de alistamento, transferência, revisão de dados e segunda via do título eleitoral.
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Felix Fischer, já enviou determinação a todos os tribunais regionais eleitorais alertando sobre o tema.
Segundo o ministro, o novo modelo da CNH não possui a informação da nacionalidade do titular, o que inviabiliza sua utilização para alistamento eleitoral --já que estrangeiros não-naturalizados não têm direito de votar.
Já o novo modelo de passaporte não possui informação sobre a filiação do seu detentor, o que também inviabiliza seu uso para fins eleitorais.
Segundo a determinação do TSE, seguem utilizáveis para estes fins os seguintes documentos: carteira de identidade ou carteira emitida pelos órgãos criados por lei federal, controladores do exercício profissional; certificado de quitação do serviço militar; certidão de nascimento ou casamento extraída do Registro Civil; instrumento público do qual se infira, por direito, ter o requerente a idade mínima de 16 anos e do qual constem, também, os demais elementos necessários à qualificação.

Ayres Britto critica reforma eleitoral e diz que a democracia perde com projeto


O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto, disse nesta sexta-feira que a democracia "perde" em diversos pontos do projeto de lei que prevê a reforma eleitoral, aprovado pela Câmara e já encaminhado ao Senado.
Ele criticou, por exemplo, a restrição à utilização da internet nas campanhas e a obrigatoriedade de impressão do voto.
"Nós achamos que o projeto de lei não é prestigiador da nossa jurisprudência. Ele vai de encontro à nossa jurisprudência em muitos aspectos", afirmou, após reunião com os presidentes de tribunais regionais eleitorais de todo o país, no Rio. As críticas foram incluídas na "Carta do Rio", assinada pelos presidentes dos tribunais regionais eleitorais e divulgada hoje.
Ayres Britto, que também é ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), ressaltou que nenhum dos dispositivos incluídos na proposta é inconstitucional, e que o TSE está aberto ao diálogo para que se defina a nova lei.
Segundo ele, "não se pode proibir o legislador de legislar". "Pelo contrário, até louvamos a iniciativa do legislador. Ele saiu da inércia e está produzindo um projeto, como lhe compete. Mas o modo como o projeto foi elaborado, em muitos aspectos, nos preocupa", alertou.
Sobre a campanha eleitoral na internet, Ayres Britto comentou não ver motivos para restringir a propaganda de candidatos na rede mundial de computadores. Para ele, deve haver uma regulamentação semelhante à de veículos de comunicação impressos, e menos restritiva do que de rádios e televisões.
"Se é possível fazer analogia com outros meios de comunicação, que seja com jornais e revistas. Rádio e televisão são concessões públicas, têm mais restrição. Só há motivos para prestigiar, e não amordaçar a internet", observou.
Ayres Britto acrescentou que a rede mundial de computadores poderá reverter a lógica dos financiamentos de campanha, citando como exemplo o percurso de Barack Obama até à Casa Branca.

Para o ministro, ter um pequeno número de doadores despejando grandes quantias obedece à lógica econômica, com investimento mediante retorno após as eleições. Ter um maior número de doadores, com quantias menores, "oxigenaria" o processo, completou.
"Queremos refazer o caminho do dinheiro. Não queremos restringir doações, mas sim que todos possam participar, ampliando esse leque", disse.
O presidente do TSE criticou ainda a proposta de impressão dos votos. Na opinião de Ayres Britto, a adoção desse expediente atrapalharia a celeridade do processo eleitoral, com a possibilidade de impressoras apresentarem problemas, além da elevação dos custos com a aquisição de mais equipamentos e papel.

STJ nega liminar a deputado do Amazonas para trancar ação


O STJ (Superior Tribunal de Justiça) rejeitou na sexta-feira o recurso apresentado pelo deputado estadual e apresentador de TV Wallace Souza (PP) para trancar a ação penal a que responde no TJ-AM (Tribunal de Justiça) do Amazonas. A decisão é do desembargador convocado Haroldo Rodrigues, que negou a liminar.
Com a decisão, o deputado continuará a responder a ação até que a Sexta Turma do STJ aprecie o mérito do recurso. A reportagem não localizou o deputado para comentar a decisão.
No recurso, a defesa do deputado alegou que faltou autorização do TJ-AM para que o Souza seja investigado, uma vez que ele tem foro privilegiado. Ou seja, havia a necessidade de permissão do TJ-AM para investigá-lo, o que, segundo a defesa, não ocorreu.
Candidato mais votado em 2006 e irmão do vice-prefeito de Manaus, Carlos Souza (PP), Wallace virou réu pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção de testemunha, associação para o tráfico e porte ilegal de armas.
Segundo o Ministério Público do Amazonas, autor da acusação, o deputado chefiava uma organização criminosa da qual faziam parte seu filho, Raphael, e policiais militares.

Para Unafisco, crise demonstra necessidade de uma blindagem da Receita


O presidente da Unafisco (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil), Pedro Delarue, defendeu nesta quinta-feira a adoção da LOF (Lei Orgânica do Fisco) como forma de proteção da Receita Federal contra pressões externas.
"A crise demonstrou a necessidade de uma blindagem da Receita", disse Delarue em entrevista ao programa "Brasília Ao Vivo", da Record News.
De acordo com o presidente do sindicato, o órgão necessita da Lei Orgânica como instrumento contra pressões econômicas ou políticas. "O auditor-fiscal não é um servidor público comum porque tem poder de decisão, por isso precisa de uma legislação específica", afirmou. "O auditor tem de ter a confiança de que agindo no interesse público ele está protegido", reiterou.
Delarue disse que essas garantias devem começar com o próprio cargo de secretário da Receita. "O secretário precisa ter um mandato e ser escolhido por meio de uma lista tríplice que vai lhe oferecer respaldo do corpo funcional."
O presidente do Unafisco afirmou ainda que, embora a crise tenha causado uma exposição excessiva da Receita, o lado positivo é que foi aberta uma boa oportunidade de se discutir a Lei Orgânica. "É importante agora que a casa chegue a um consenso sobre a matéria", disse.
Segundo Delarue, as mudanças no órgão ainda não terminaram. "Virão mais substituições. Sempre que o superior é substituído é natural que os cargos de chefia mais próximos também sejam substituídos", afirmou. Mas, segundo ele, "não há um ambiente de rebelião".
Exonerações
A Receita Federal publicou no "Diário Oficial" da União de hoje a exoneração de mais dois funcionários. A publicação aumenta a lista de funcionários exonerados ligados ao grupo da ex-secretária Lina Viera.
Luiz Tadeu Matosinho Machado, que já havia colocado seu cargo à disposição, deixa a coordenadoria-geral de Tributação.
O órgão também publicou a exoneração de Marcelo Ramos Oliveira da superintendência-adjunta da 10ª Região --RS. Oliveira também foi dispensado do encargo de substituto eventual do superintendente da Receita na 10ª Região.
A Receita nomeou para o lugar dele Ademir Gomes de Oliveira e o designou para exercer o encargo de substituto eventual do superintendente na 10ª Região.
Oliveira, no entanto, foi dispensado do mandato de julgador na Quinta Turma da Delegacia da Receita em Porto Alegre (RS).
Dos 12 funcionários da Receita Federal que colocaram os cargos à disposição na segunda-feira em protesto às exonerações de dois assessores ligados a Lina, nove já foram exonerados do órgão.

São eles: Altamir Dias de Souza (superintendente na 4ª Região --PE, PB, RN e AL), Dão Real Pereira dos Santos (superintendente na 10ª Região --RS), Eugênio Celso Gonçalves 
(superintendente na 6ª Região --MG), Fátima Maria Gondim Bezerra Farias (coordenadora-geral de Cooperação Fiscal e Integração), Henrique Jorge Freitas da Silva (subsecretário de Fiscalização), Rogério Geremia (coordenador-geral de Fiscalização), Marcelo Lettieri Siqueira (coordenador-geral de de Estudos, Previsão e Análise), Luiz Sérgio Fonseca Soares (superintendente na 8ª Região --SP) e Luiz Tadeu Matosinho Machado (coordenador-geral de Tributação).
Em carta enviada ao atual secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, os demissionários alegam que "os referidos fatos revelam uma ruptura no modelo de gestão, tanto no estilo de administrar, quanto no projeto de atuação do órgão".
Além dos citados, outros três funcionários da alta cúpula da Receita entregaram seus cargos, mas ainda não foram exonerados. São eles: Frederico Augusto Gomes de Alencar (coordenador-geral de Contencioso Administrativo e Judicial), José Carlos Sabino Alves (superintendente-adjunto na 7ª Região --RJ e ES) e Luis Gonzaga Medeiros Nóbrega (superintendente na 3ª Região --CE, MA e PI).
Há também servidores ligados ao grupo dos 12 que foram exonerados, mas que não assinaram a carta, como Odilon Neves Júnior, que era subsecretário de Gestão Corporativa, e Nelson Leitão Paes, coordenador-geral de Processos Estratégicos.

Grupo armado invade estação de transmissão de rádio em Marília


Um grupo com quatro homens armados e encapuzados invadiu na noite de anteontem uma estação de transmissão de rádio em Marília (435 km de São Paulo) e destruiu um dos transmissores da empresa.
A programação da emissora ficou suspensa por cerca de três horas. O ataque está sendo investigado pela polícia.
A rádio Diário FM, que teve o equipamento danificado, faz parte do grupo de comunicação CMN (Central Marília de Notícias). Em 2005, a sede da empresa na cidade foi destruída em um incêndio criminoso.
O diretor de redação do grupo, José Ursílio Silva, diz que um caseiro da empresa, que estava sozinho na estação de transmissão anteontem, foi rendido pelos quatro integrantes do grupo. "Eles colocaram um capuz no nosso funcionário, disseram que não iriam machucá-lo e que estavam ali para fazer um serviço", afirma.
Depois disso, diz Silva, os homens atacaram um transmissor da empresa e fugiram.
No boletim de ocorrência --registrado como dano consumado--, consta que o grupo destruiu o transmissor com golpes de barras de ferro.
Antes de danificar o transmissor, o grupo desligou um outro aparelho, com potência de cerca de 10 mil watts.
Os criminosos também levaram um celular da empresa de comunicação. Na tarde de ontem a rádio Diário FM ainda funcionava precariamente.
Dizendo não haver indícios sobre a autoria do crime, Silva classifica o caso como atentado. "De novo um atentado. A rádio continua com a linha editorial ativista, faz denúncias de corrupção. Acionamos a Polícia Federal, a Polícia Civil."
Equipes da Polícia Civil estiveram no local. Até o início da noite não haviam sido realizadas prisões ligadas ao caso.
A ANJ (Associação Nacional de Jornais), por meio de uma nota divulgada ontem à noite, informou que "deplora o atentado ocorrido".
A ANJ declarou ainda que "espera que as autoridades policiais identifiquem com a máxima celeridade os autores do crime". Para a entidade, "quem atenta contra um veículo de comunicação atinge o direito de todos os cidadãos de serem livremente informados".

Justiça de Mato Grosso cancela gratificação a juízes


A Justiça Federal de Mato Grosso concedeu liminar suspendendo o pagamento de gratificações a juízes do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) pela participação em uma sessão festiva realizada no dia 5 de agosto, na qual tomaram posse dois novos integrantes.
A gratificação que seria paga a cada um dos sete magistrados --no valor de R$ 663,33-- é equivalente a 3% do vencimento básico de um juiz do TRF (Tribunal Regional Federal). O pedido de suspensão foi feito em ação civil pública do Ministério Público Federal.
Para o procurador da República Thiago Lemos de Andrade, o pagamento pela participação em festa é "uma grave ofensa ao erário e, acima de tudo, à moralidade que deve nortear toda atuação administrativa".
A sessão que gerou a controvérsia, segundo a Procuradoria, havia sido convocada apenas para marcar a posse de dois novos juízes, sem que tivesse havido "nenhum ato administrativo ou judicial". O argumento foi aceito pelo juiz José Pires da Cunha, da 5ª Vara.
Conforme resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a gratificação só é prevista em caso de presença em sessões ordinárias ou administrativas.
A reportagem entrou em contato e deixou números de telefone com a assessoria do TRE. Até a conclusão desta reportagem, ninguém ligou de volta.

Marta apoia candidatura de Palocci ao governo de SP e pode tentar Câmara


A ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) afirmou na sexta-feira (28) que irá defender a candidatura do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP) ao governo de São Paulo. 
A ex-ministra do Turismo --derrotada nas eleições municipais de São Paulo em 2008-- afirmou ainda que pretende concorrer em 2010, provavelmente a uma vaga na Câmara dos Deputados.
Ela comemorou a absolvição de Palocci, que considerou "[um fato] bom para o Brasil e é bom para o PT". Mesmo antes do STF (Supremo Tribunal Federal) livrá-lo de uma ação por violação de sigilo, Marta já defendia o nome do ex-ministro como candidato ao governo.
Por 5 votos a 4, os ministros do Supremo rejeitaram na noite desta quinta-feira (27) a denúncia do Ministério Público contra Palocci. Ele era acusado de ter participado da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Justiça condena colégio por reter documento de aluno

Justiça condena instituição de ensino por reter documento de aluno que desejava transferência para outro colégio. A decisão foi da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), na apelação cível que condenou o Colégio 7 de Setembro a pagar R$ 5 mil de indenização por recusar fornecer a documentação exigida para transferência do aluno L.R.R.

Conforme os autos, o estudante L.R.R. teve sua matrícula cancelada no Colégio Christus, em 06 de maio de 1999, porque o Colégio 7 de Setembro (onde ele estudava) não entregou o documento necessário à sua transferência. Em virtude de problemas financeiros, os pais do aluno atrasaram algumas mensalidades e a direção do 7 de Setembro afirmou que o documento de transferência era o instrumento de cobrança do qual dispunha para garantir o pagamento da dívida. Em decorrência disso, o aluno acabou perdendo o ano letivo de 1999.

A mãe do estudante ajuizou ação de reparação por danos morais contra o Colégio 7 de Setembro, alegando que, de maneira ilegítima e sem amparo legal, não forneceu o documento em tempo hábil para realizar a matricula do estudante em outro colégio no início do ano de 1999. O Juízo da 5ª Vara Cível de Fortaleza julgou ação procedente e condenou o 7 de Setembro a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais.

Inconformado, o Colégio ingressou com recurso apelatório (2003.0006.5512-6/0) no TJCE objetivando reformar a decisão de 1º Grau, argumentando que não praticou nenhum ato que implicasse a perda do ano letivo do estudante.

Ao julgar a apelação, a 4ª Câmara Cível deu parcial provimento ao recurso, mas somente para reduzir o valor da indenização de R$ de 10 mil para R$ 5 mil, pois a Turma de julgadores constatou a ilicitude da conduta da instituição de ensino. A relatoria do processo foi da desembargadora Maria Iracema do Vale Holanda.

CEDAE paga indenização por água contaminada

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos - CEDAE foi condenada a pagar indenização, a título de danos morais, pelo fornecimento de água contaminada. A decisão é da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio.

Allyne Silva dos Santos Costa, representando o filho menor de idade, e Raphael Silva dos Santos Amorim contam que, em agosto de 2007, foi detectada a contaminação da água encanada fornecida pela empresa ré, consistente em alto índice de coliformes fecais, estando imprópria para o consumo. Em razão da ingestão da água, os autores passaram mal, sofrendo dores abdominais, diarréia, cefaléia e falta de apetite.

Para o relator do processo, desembargador José Carlos de Figueiredo, `no que tange ao dano moral, induvidosamente, a empresa ré prestou um serviço de forma falha, causando transtornos ao consumidor. Transtornos estes que devem ser reparados`.

Plano de saúde terá que pagar indenização por recusa sem motivo de cobertura de cirurgia

Recusa injustificada de cobertura de cirurgia por plano de saúde gera indenização de R$ 10 mil por dano moral. Vanessa Teixeira dos Santos entrou com uma ação no Tribunal de Justiça do Rio depois que a Medial Saúde não autorizou a cirurgia ortopédica que necessitava.

A autora conta que fraturou o braço esquerdo em sua residência e foi levada ao Hospital das Clínicas de Jacarepaguá, onde foi diagnosticada a necessidade de uma intervenção cirúrgica. No entanto, a ré não autorizou o procedimento e a autora teve que recorrer ao serviço público de saúde para realizá-lo.

O relator do processo, desembargador Lindolpho Morais Marinho, da 16ª Câmara Cível, decidiu manter a sentença de 1º grau por entender que é muito desconfortável a negativa de autorização, sem qualquer argumento plausível, para aqueles que cumprem espontaneamente o pagamento de seu plano de saúde.

`Como se sabe, insere-se no conceito de saúde o completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença, de modo que as empresas de seguro-saúde, que prestam serviços médicos em benefício dos seus associados também têm a obrigação de zelar pelo perfeito desempenho do procedimento de internação hospitalar necessária à preservação do equilíbrio físico, psíquico e social que compõem a saúde`, ressaltou o magistrado.

Carrefour terá que indenizar cliente por queda no supermercado

O Carrefour terá que pagar R$ 10 mil de indenização por dano moral a uma cliente que caiu no supermercado. A decisão é do desembargador Carlos Eduardo Moreira da Silva, da 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio.

Genecy Soares Lima e Silva fazia compras no estabelecimento réu no dia 25 de novembro de 2005, quando escorregou e caiu no piso molhado do setor de carnes. Ela não conseguiu se levantar e teve que ser socorrida por outra consumidora.

A queda lhe causou distensão muscular na região posterior da coxa esquerda e ela teve que ficar totalmente imobilizada por aproximadamente vinte dias. Devido a tal fato, a autora teve que contratar uma acompanhante e se submeter a sessões de fisioterapia.

Genecy também receberá R$ 1.541,00, a título de danos materiais, referentes às despesas com exames, medicamentos e acompanhante. De acordo com o relator do processo, houve falha na prestação do serviço do supermercado.

`Com efeito, o acidente ocorreu no interior do estabelecimento da apelante, o que evidencia o nexo causal, restando por induvidosa a falha na prestação do serviço uma vez que, pelos documentos carreados aos autos, verifica-se que a ré não conseguiu elidir os argumentos da autora, sendo certo que houve negligência da apelante, que não providenciou as medidas cabíveis a fim de evitar eventual acidente, ciente de que no local transitam várias pessoas`, completou o magistrado.

Condomínio pode aumentar cerca de 15% até novembro

Quem paga condomínio deve ficar preparado para gastar mais nos próximos meses. De acordo com a Lello Imóveis, empresa especializada em administração condominial, até o fim de novembro, a conta do condomínio deve aumentar cerca de 15%.

Segundo a empresa, o aumento é sazonal e refere-se ao dissídio coletivo dos funcionários que, normalmente, passa a vigorar em outubro, e ao pagamento das duas parcelas do décimo-terceiro salário.

Além disso, os recentes aumentos anunciados nas contas de água (4,43%) e energia elétrica (12,90%) também devem pesar na quota condominial.

Provisão de despesas
Por outro lado, os prédios que realizam provisão das despesas com 13º e encargos ao longo de todo o ano, ou seja, recolhendo os valores mensalmente, não terão altas tão significativas.

`O síndico precisa cuidar para que a quota condominial se mantenha o mais estável possível ao longo do ano, planejando as despesas com antecedência e submetendo esses itens à aprovação da assembléia de moradores. Alguns costumam se esquecer desse detalhe e não fazem o parcelamento. O resultado é que o morador pode tomar um susto ao receber o boleto do condomínio nos últimos meses do ano`, avalia a gerente de marketing da Lello, Angélica Arbex.

Comprar em supermercados fica 4,44% mais caro em um ano

Os preços praticados pelos supermercados em julho registraram aumento de 4,44% em relação ao sétimo mês do ano passado. Na comparação com junho, por sua vez, houve alta de 0,93%.

Conforme divulgou a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), nesta quinta-feira (27), a cesta básica fechou o mês passado cotada em R$ 268,02. Um ano antes, o valor era de R$ 256,62 e, em junho deste ano, de R$ 265,57.

Vale lembrar que as variações do Índice AbrasMercado medem o preço de uma cesta com 35 itens.

Preços dos produtos
Entre os itens que registraram aumento de preços na comparação mensal, a Abras destaca a carne dianteiro (+8,02%), o queijo mozarela (+5,68%) e o feijão (+4,75%).

`Neste mês, o AbrasMercado apontou uma leve alta nos preços, acima do IPCA. Com isso, o acumulado do ano já alcança o do IPCA`, afirma o presidente da associação, Sussumu Honda.

Considerando as quedas de preços, as mais significativas ocorreram com a batata (-12,85%), o tomate (-8,99%) e o arroz (-4,53%).

Análise regional
Na avaliação regional, o Nordeste apresentou, em julho, o menor valor da cesta de produtos: R$ 226,81. Em seguida vêm Centro-Oeste (R$ 246,98), Sudeste (R$ 257,99), o Norte (R$ 287,85) e o Sul (R$ 299,26).

Esta última região, por outro lado, foi a que apresentou o maior recuo na cesta, de 1,04%, entre junho e julho. O maior aumento de preços no período, de 6,36%, ocorreu no Norte.

Para acompanhar os gastos familiares nos supermercados do País, a Abras leva em conta a variação dos preços dos produtos de largo consumo, distribuídos pelos segmentos de alimentos (o que inclui cerveja e refrigerante), higiene, beleza e limpeza doméstica.