terça-feira, 31 de março de 2009

1 de abril dia D para o vírus conficker

1 de abril será o dia D para o vírus Downadup Conficker, e a microsoft teme que neste dia este vírus possa atacar com sua força máxima as máquinas infectadas e assuma o controle sobre elas.

O vírus pode danificar todo o software, causar problemas no hardware e pior pode assumir o controle sob senhas bancárias, cartões de crédito, emails e outras informações sigilosas que possam estar nos computadores.

Para resolver o problema a Microsoft está oferecendo 250 mil dólares para aqueles dê informações sobre o criador do vírus( com certeza para que ele ajude a consertar o estrago que fez em milhões de computadores.) 

Este vírus vai atacar as redes de computadores e se espalhar por elas, aproveitando as brechas deixadas por usuários do windows que não instalaram as atualizações do software (principalmente as críticas e de segurança.) Portanto é bom ficar atento, baixar e instalar as atualizações do windows.

Manter os softwares anti-vírus atualizados e bem configurados, não abrir emails desconhecidos (principalmente anexos) e procurar uma navegação mais sadia pela web.

Greve de ônibus atinge 650 mil pessoas em Duque de Caxias e em Magé (RJ)

A greve de rodoviários de Duque de Caxias e de Magé, decretada no final da noite desta segunda-feira (30), atinge cerca de 650 mil pessoas na Baixada Fluminense. De acordo com a federação patronal da categoria, dois ônibus foram depredados.

A paralisação foi deflagrada depois que rodoviários dos municípios não chegaram a um acordo acerca de um aumento salarial com o Setransduc (Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários em Duque de Caxias e Magé).

Os grevistas pedem reajuste salarial de 10%, enquanto que o sindicato patronal oferece 7%.

Segundo a Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio), dois ônibus da empresa Reginas foram depredados em Duque de Caxias. Não há informações sobre suspeitos ou os locais onde os veículos foram danificados.

A federação informou que pretende entrar na Justiça para tentar garantir um número maior de ônibus circulando nos dois municípios. De acordo com um diretor da Fetranspor, João Augusto Monteiro, as empresas estão com cerca de 30% das frotas nas ruas.

Trens

Devido à greve, a concessionária SuperVia estima aumento de 30% no fluxo de passageiros dos trens que ligam a região ao Rio de Janeiro.

No período da tarde, a empresa vai disponibilizar trens extras saindo da Central do Brasil com destino à Saracuruna, Gramacho e Duque de Caxias.

A empresa informou que nenhum tumulto foi registrado.

Outra greve

Uma greve de rodoviários deflagrada na semana passada em cinco municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro atingiu 1 milhão de pessoas. A paralisação terminou no mesmo dia.

Ao menos 12 ônibus foram depredados na saída das garagens das empresas Pendotiba, Ingá e Rio Ita em Niterói e em São Gonçalo. Não houve feridos.

Os grevistas decidiram durante assembleia aceitar a proposta de reajuste salarial de 7% feita pelo Setrerj (Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do estado do Rio), além de um aumento de 10% no valor da cesta básica e de 10% no valor quadrimestral do uniforme, segundo a Fetranspor.

Laticínios Nilza desativa turno e demite 550 empregados em SP e MG

A indústria de alimentos Nilza S.A., sediada em Ribeirão Preto (SP) e responsável pela produção de 15% do leite consumido no Estado, demitiu 550 funcionários de seus 1.000 empregados diretos. A empresa, que entrou com pedido de recuperação judicial na última sexta-feira, alega ter dívida de R$ 200 milhões.

Produtores de leite de São Paulo e de Minas Gerais alegam que estão sem receber pelo leite fornecido à empresa desde dezembro do ano passado.

Ontem pela manhã, um grupo de 47 produtores de um assentamento da cidade mineira de Pompéu, com notas fiscais não pagas nas mãos, protestaram em frente à sede do laticínio, em Ribeirão.

Por causa do protesto, os funcionários foram dispensados. Do lado de dentro ficaram apenas porteiros e a equipe de segurança. A Polícia Militar foi acionada no local do protesto.

Dos 550 demitidos, 330 eram empregados da fábrica em Ribeirão, 180 trabalhavam em Itamonte (MG) e outros 40 em Campo Belo --esta última unidade tinha sido desativada em fevereiro, mas mantinha posto de captação.

Em nota, a Nilza afirma que continuará funcionando normalmente e que, diante da dificuldade financeira, decidiu desativar um turno. A empresa, ainda segundo a nota, pretende recontratar 30% dos demitidos em cerca de 180 dias.

Hoje, a direção da empresa deve se reunir com o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentos para definir as rescisões.

Com o corte do turno, a produção de leite que mantinha a média de 800 mil litros diários desde outubro do ano passado deverá cair para 500 mil litros. No auge, a Nilza chegou a atingir a produção diária de 1,2 milhão de litros.

O laticínio também se destacava entre as dez maiores captadoras de leite no Estado, no início de 2008, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Leite.

Além de fornecedores, a Nilza deve para a CPFL Paulista, concessionária de energia elétrica, que pode cortar a energia da fábrica nos próximos dias.

Manifestação lembra quatro anos da chacina que deixou 29 mortos na Baixada Fluminense

Uma manifestação lembra nesta quarta-feira os quatro anos da chacina que deixou 29 pessoas mortas em Nova Iguaçu e em Queimados, na Baixada Fluminense.

O protesto começou por volta das 7h30 com uma caminhada pela via Dutra em direção à igreja Sagrada Família, no bairro da Posse, em Nova Iguaçu. Após missa, os manifestantes seguirão até o final da rua Gama, onde ocorreram algumas mortes.

De acordo com a ONG ComCausa, envolvida do ato, cerca de 800 pessoas participavam da manifestação, por volta das 10h20.

Chacina

A chacina ocorreu na noite de 31 de março de 2005. Os crimes começaram em Nova Iguaçu, com um atirador que seguia a bordo de um Gol branco, de acordo com um sobrevivente da chacina. Os atiradores não tinham alvo definido.

Segundo a acusação, motivo o crime foi uma retaliação à linha dura imposta pela polícia na Baixada Fluminense, que punia com rigor policiais envolvidos em crimes.

No total, 11 PMs foram acusados. Até agora, quatro policiais foram presos por envolvimento nos assassinatos, um foi absolvido das mortes e condenado por formação de quadrilha, mas já foi solto, e outro aguarda em liberdade o julgamento, também por formação de quadrilha.

Liga Árabe agradece apoio da América do Sul no conflito em Gaza

O secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, agradeceu nesta terça-feira, na 2ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América do Sul e dos Países Árabes (Aspa), o apoio mostrado pelos países sul-americanos no recente conflito na faixa de Gaza, em dezembro e janeiro.

"A postura de muitos países da América do Sul, seu crescente apoio aos direitos do povo palestino e sua posição na questão de Jerusalém confirmam que os Estados árabes têm um pontal na América do Sul", disse o chefe da organização pan-árabe, em seu discurso de abertura do encontro.

Israel está sob duras críticas nas últimas semanas com a publicação de relatos de soldados sobre violações e atitudes anti-éticas das Forças de Defesa israelenses durante a operação militar contra alvos do movimento islâmico radical Hamas, na faixa de Gaza. A ofensiva deixou 1.434 palestinos foram mortos, incluindo 960 civis, 239 policiais e 235 militantes, segundo o Centro Palestino de Direitos Humanos. O Exército israelense confirma 1.370 mortes, entre elas 309 civis inocentes --dos quais 189 são crianças e jovens com menos de 15 anos.

Moussa qualificou o encontro, realizado na capital do Qatar, Doha, de "grande iniciativa", e ressaltou que as duas regiões têm "interesses comuns a defender nos fóruns internacionais".

O líder da Liga Árabe expressou sua confiança em que o volume de comércio entre as duas regiões duplicará nos próximos anos.

Também delineou um quadro otimista do futuro das relações entre árabes e sul-americanos, e ressaltou o aumento dos voos comerciais à América do Sul por parte de companhias árabes.

O secretário-geral da Liga Árabe elogiou a defesa das culturas árabes e islâmicas nestes países e rejeitou ideias de choques de civilizações entre Ocidente e o mundo árabe.

Também estão em Doha o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, o venezuelano Hugo Chávez, o boliviano Evo Morales, a argentina Cristina Kirchner e o paraguaio Fernando Lugo, além dos presidentes do Suriname, Runaldo Ronald Venetiaan, e da Guiana, Bharrat Jagdeo.

Milan rebate críticas de Kaká ao departamento médico do clube

O Milan amenizou nesta terça-feira as declarações do meio-campista Kaká de que sua passagem pela seleção brasileira fez com que se recuperasse mais rapidamente da contusão que tem no pé esquerdo. O vice-presidente do clube, Adriano Galliani, no entanto, defendeu o Milan das acusações.

Na última segunda-feira, o jogador alfinetou o clube italiano ao dizer que em uma semana de trabalhos na seleção sua lesão melhorou mais do que em cinco semanas com o departamento médico do Milan.

"Não é verdade. Se alguém tem um resfriado ou uma gripe, depois de cinco semanas está curado. Certamente não se trata de uma acusação contra os médicos", amenizou o vice-presidente do Milan, Adriano Galliani.

Kaká também deu a entender que pode futuramente tratar de uma nova lesão sem o auxílio de seu atual clube ao dizer que "nas próximas contusões terá um posicionamento diferente".

"É óbvio e evidente que cada um cuida da própria saúde como quer, tanto é assim que isso está previsto nos regulamentos internos", falou o dirigente milanês. Galliani declarou ainda que a relação do clube com Kaká é "ótima" e disse que conversa com o jogador regularmente.

Kaká vem sofrendo com uma contusão no pé esquerdo desde 7 de fevereiro, quando atuou no empate por 1 a 1 do Milan contra a Reggina, pelo Campeonato Italiano. Depois de desfalcar a seleção brasileira contra o Equador, no domingo, o meia volta ao time no jogo contra o Peru, na quarta-feira, em Porto Alegre.

Itaú e Unibanco unificam ações na Bovespa

As ações do bancos Itaú e Unibanco passam a ser negociadas a partir desta terça-feira com um único código - Itaú Unibanco Banco Múltiplo S.A. O investidor vai poder negociar a Itauunibanco PN (a ação preferencial do conglomerado) ou a Itauunibanco ON (a ação ordinária), no lugar das "units" do Unibanco ou dos papéis do Itaú.

Na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), às 11h07, a nova ação preferencial era negociada com desconto de 0,19%, a R$ 25,78 e giro financeiro de quase R$ 300 milhões.

Os bancos Itaú e Unibanco anunciaram a assinatura do acordo para selar a fusão em novembro do ano passado. As instituições financeiras já apresentaram o primeiro balanço conjunto, revelando um lucro de R$ 7,80 bilhões em 2008.

Em comunicado ao mercado, o Unibanco avisou que já deu início aos procedimentos para cancelar seu registro como empresa de capital aberto, bem como os recibos de ações negociados no exterior.

Pilotos da F-1 reclamam de má visibilidade por GP disputado às 17h

O horário de largada do GP da Malásia de F-1, previsto para às 17h locais (6h de Brasília), irritou alguns pilotos, que temem pouca visibilidade na pista ao final da segunda prova da temporada.

Os organizadores estabeleceram a hora pensando na audiência dos telespectadores europeus. A situação já havia ocorrido no GP da Austrália, que abriu o Mundial-2009 no domingo.

"A visibilidade [na Austrália] era muito pobre, o que aumentava o risco de cometer erros. Seria preferível que a corrida [da Malásia] retornasse ao seu horário habitual ou virasse uma prova noturna, bem iluminada", disse o alemão Nico Rosberg, da Williams.

O japonês Kazuki Nakajima, seu companheiro na Williams, também fez um alerta. "A possível combinação de escuridão e chuva seria um grande problema", comentou Nakajima.

Para o alemão Nick Heidfeld, da BMW Sauber, o horário anterior era mais favorável no que diz respeito às condições meteorológicas durante a prova.

"Tivemos diversas tempestades na Malásia no início da tarde, e neste ano a probabilidade de isso ocorrer quando estivermos na pista é maior", apontou.

19% dos pacientes têm queixas da rede privada

Pesquisa Ibope realizada a pedido da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que 19% dos usuários da rede privada de hospitais têm alguma queixa sobre o atendimento prestado. O levantamento foi realizado no mês de janeiro e ouviu 1.512 pacientes.

De acordo com a pesquisa, 20% dos pacientes reclamam da demora no atendimento oferecido na recepção dos hospitais, 14% reclamam da morosidade dos médicos, 10% fazem queixas em relação ao serviço realizado pelos enfermeiros e 11% criticam outros funcionários.

Além disso, 12% dos entrevistados reclamam da forma como os médicos fazem o atendimento durante as consultas.

Outro dado criticado pelos pacientes ouvidos é a demora na entrega dos exames e a desorganização na triagem dos pacientes que chegam ao hospital.

A pesquisa aponta ainda que 7% dos usuários se queixam da falta de preparo dos funcionários, incluindo médicos, recepcionistas e enfermeiros. A falta de médicos especialistas também consta do rol de reclamações dos pacientes.

A nota média atribuída ao atendimento recebido no serviço privado de saúde foi de 8,5 -o serviço público recebeu nota média de 7,9.

Segundo Nilson Paschoa, secretário-adjunto da Saúde, o principal objetivo da pesquisa foi entender o que pensa e como pensa o usuário da saúde privada, para que a secretaria possa pensar em ações de melhoria do sistema público.

"Já trabalhamos com uma grande migração de pacientes das classes alta e média para o SUS. Antes isso era impensável. Com isso, aumenta a nossa obrigação, temos de redobrar os esforços, porque passamos a ser avaliados por um público muito mais exigente no que diz respeito à qualidade dos serviços oferecidos", diz Paschoa.

Superlotação

Hospitais das classes A e B de São Paulo, por exemplo, enfrentam superlotação dos leitos para internações. Instituições como o Albert Einstein e o Sírio-Libanês já registram, em alguns dias da semana, ocupação máxima, o que leva pacientes a enfrentarem longa espera no pronto-socorro ou a serem transferidos para outros hospitais.

O Nove de Julho e o Samaritano também vivem situações semelhantes.

O médico Henrique Moraes Salvador Silva, presidente da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) foi procurado ontem pela Folha, mas não foi encontrado em seu consultório. Segundo a assessoria de imprensa da Anahp, apenas Silva estava autorizado a falar em nome da instituição.

Ford afirma estar em situação diferente de Chrysler e GM nos Estados Unidos

A montadora americana Ford Motor, que ao contrário da Chrysler e da GM (General Motors) não recebeu ajuda federal, está em uma situação diferente das concorrentes, afirmou o diretor geral da empresa, Alan Mulally, em uma entrevista ao jornal "Detroit Free Press".

"A Ford tem liquidez suficiente para continuar pagando aos terceirizados (...) podemos seguir investindo para o futuro", declarou. "Quanto ao ambiente econômico, enfrentamos a mesma situação."

"Não temos previsto solicitar um empréstimo ao governo, porque não precisamos. O grau de liberdade que temos para dirigir nossa empresa é muito mais amplo que se nos submetêssemos a restrições, porque o dinheiro vem acompanhado de muitas pressões", declarou na mesma entrevista Bill Ford, presidente do conselho de administração.

A Ford, considerada a montadora em melhor situação entre as três gigantes de Detroit, não pediu ajuda pública, mas registrou em 2008 um prejuízo de US$ 14,6 bilhões, o pior da história da empresa.

Ontem,o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou a GM pelos esforços para se reestruturar nos últimos meses, mas afirmou que o plano apresentado "não é, na sua forma atual, sólido o suficiente". Segundo ele, o governo irá oferecer capital suficiente para a GM nos próximos 60 dias, a fim de que a GM possa elaborar um novo plano de reestruturação.

A situação da Chrysler, no entanto, é mais desafiadora, avaliou Obama. O governo determinou "com profunda relutância, mas com uma visão clara" que a empresa precisa de um parceiro para permanecer viável. O presidente Chrysler, Robert Nardelli, anunciou que chegou a um acordo com a italiana Fiat para formar uma aliança global.

Chrysler e GM já apresentaram no mês passado seus planos de reestruturação ao Congresso, como contrapartida pela ajuda de US$ 17,4 bilhões oferecida a ambas em dezembro do ano passado. As duas empresas solicitaram uma quantia suplementar - US$ 5 bilhões para a Chrysler, que já obteve US$ 4 bilhões, e até US$ 16,6 bilhões para a GM, que já conseguiu US$ 13,4 bilhões.

Nos 45 anos do golpe militar, OAB cobra abertura de arquivos da ditadura

O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, defendeu nesta terça-feira, ao comentar a passagem dos 45 anos do golpe militar de 1964, a abertura dos arquivos da ditadura militar como forma de "resgatar a memória do país lamentavelmente vivida no período sombrio do regime militar".

"Um país que não conhece sua história, sobretudo suas páginas mais sombrias e controversas, corre o risco de repeti-la", disse.

Segundo ele, a Lei de Anistia perdoou "reciprocamente os delitos políticos de ambas as partes". "Mas anistia não é amnésia. É necessário saber que crimes foram esses e os que estão efetivamente por ela abrangidos."

Britto afirmou que questões básicas, como o paradeiro de cadáveres e o destino de pessoas desaparecidas, continuam sem solução, "cobertas pelo manto do silêncio e da cumplicidade".

Hoje, uma sessão solene no Clube Militar, no Rio de Janeiro, lembrará o aniversário do golpe militar. Na ocasião, militares vão inaugurar uma placa em homenagem aos mortos no período.

segunda-feira, 30 de março de 2009

"Vou sair daqui e a Francine nunca mais vai me ver", diz o BBB Max

Após a formação do paredão deste domingo (29), que colocou Flávio e Priscila na disputa pela permanência no "BBB 9", Max reclamou que Francine passou o dia preocupada com a dupla, que ficou boa parte do dia confinada no quarto branco.

Francine foi quem escolheu os BBBs após atender o "Big Fone" e, antes do retorno de Flávio e Priscila para a casa, não sabia que tipo de prova eles disputavam dentro do cômodo.

"Eu sou idiota te dar moral. Tu é muito chata. Eu tava ali na piscina dando uma força e ela passa o dia inteiro de olho virado, com essa cara aí", disse o carioca.

Francine respondeu aos comentários em tom de brincadeira, e Max saiu da sala. Já na cozinha, conversando com Flávio, o BBB voltou a reclamar. "Ela acha que eu estou de brincadeira. Vou sair daqui e ela nunca mais vai me ver", disse Max.

Mais tarde, a gaúcha disse para Priscila que tem medo de Max quando sair do reality show.

"Ele vai estar te esperando com uma loira", brincou Priscila. Francine disse que o motivo da preocupação não era esse, mas preferiu não dar detalhes, encerrando o assunto em seguida.

Apresentadora Eliana pagará indenização a Cid Moreira

A apresentadora Eliana não conseguiu obter recurso especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e terá que pagar indenização a Cid Moreira pelo uso indevido da imagem do jornalista no programa "Tudo É Possível", da Record.

Eliana e a emissora terão que pagar R$ 60 mil por danos morais, e mais R$ 60 mil por uso indevido da imagem do jornalista.

No programa que foi ao ar no 23 de outubro de 2005, havia um boneco que imitava as feições e a voz de Cid Moreira, que interagiu durante toda a programação como se fosse o próprio jornalista.

No recurso apresentado por Eliana, ela defendeu a impossibilidade de ser condenada pelo uso indevido de imagem, pois não usou a real imagem de Cid Moreira, mas sim uma paródia.

A defesa ainda pediu que o valor da condenação fosse reduzido.

No entanto, a Justiça considerou que afastar a caracterização do dano material à imagem e do dano moral demanda discordar dos fatos expressamente reconhecidos pela instância ordinária.

50,1% dos eleitores dizem votar em candidato de Lula, diz pesquisa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve o seu poder de transferência de votos à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na corrida pelo Palácio do Planalto apesar da queda de sua popularidade em março deste ano, como revela pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira. Segundo a pesquisa, 50,1% dos eleitores brasileiros votariam no candidato apoiado por Lula na sua sucessão. Em dezembro de 2008, o percentual era de 44,5%.

Entre os eleitores que confiam na escolha do presidente, 21,5% responderam que o candidato de Lula seria o único em que votaram na corrida pelo Palácio do Planalto. Outros 28,6% poderiam votar no candidato apoiado por Lula. A pesquisa mostra que 20,3% não votariam no candidato que tem o apoio do presidente, contra 25,9% que votariam só se conhecessem o candidato do Palácio do Planalto. Em janeiro, o percentual dos que votariam no candidato de Lula apenas se conhecessem o seu nome era de 34%.

"Embora decresça a avaliação do governo, a população já começa a tomar partido. Aumenta o poder de transferência física do Lula. A avaliação pessoal do presidente, apesar de ter sofrido queda, ainda continua muito forte", disse o diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes.

A pesquisa mostra uma reação de Dilma, que pela primeira vez aparece na frente do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), na pesquisa espontânea --em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores. Dilma também venceria o tucano em um eventual segundo turno, mas perderia se o candidato da oposição fosse o governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

A CNT/Sensus mostra Serra e Dilma como os candidatos que mais obtiveram crescimento entre janeiro e março deste ano, ao contrário de Aécio, que registrou queda em todos os cenários da disputa pelo Palácio do Planalto.

Popularidade

A avaliação do governo federal registrou queda em março deste ano de acordo com a pesquisa. A avaliação positiva do governo caiu de 72,5% em janeiro deste ano para 62,4% em março de 2009. É a primeira queda da popularidade do governo desde setembro do ano passado, quando a gestão do petista vinha registrando sucessivos recordes positivos.

Entre os eleitores que avaliam negativamente o governo federal, o índice subiu de 5% em janeiro para 7,6% em março. Já os eleitores que avaliam o governo como regular somam 29,1% em março deste ano contra 21,7% em janeiro deste ano.

A avaliação pessoal do presidente Lula também caiu em março, de acordo com a pesquisa, depois de registrar a melhor avaliação histórica da pesquisa em janeiro deste ano. O índice caiu de 84% em janeiro para 76,2% em março. O número de eleitores que avaliam negativamente o presidente também subiu de 12,2% em janeiro para 19,9% em março. Outros 4% não responderam à pergunta.

Doméstica de deputado é paga pela Câmara

O deputado federal licenciado e secretário de Transportes do Distrito Federal, Alberto Fraga (DEM), paga o salário da empregada doméstica de sua casa com recursos da Câmara.

Izolda da Silva Lima, 30, é contratada como secretária parlamentar, mas cuida da limpeza da residência de Fraga, localizada numa área de 1.875 m2 às margens do lago Paranoá, região nobre de Brasília.

Izolda está contratada pelo gabinete do suplente de Fraga, Osório Adriano, também do DEM. Ela confirmou que trabalha de faxineira de Fraga. Este diz que ela recebe pela Câmara, mas apenas mora em sua casa. Já Osório Adriano diz que nem a conhece.

Coronel da reserva da Polícia Militar, Fraga é conhecido na Câmara como o principal nome da "bancada da bala". Em 2005, presidiu a frente parlamentar contra a proibição do comércio de armas no país. Em 2007, assumiu a Secretaria de Transportes distrital.

Na tarde de quinta-feira, entre 15h30 e 17h, a falou com Izolda duas vezes: pelo telefone da casa de Fraga e pessoalmente - com cerca de 1,50 m de altura, de calção azul e camisa de malha desbotada da seleção brasileira, ela recebeu a reportagem no portão da casa do deputado licenciado.

"Todas. O que precisar, eu tô à disposição dele. Também atividades domésticas, principalmente nos finais de semana", respondeu ela, ao ser questionada pela reportagem que tarefas fazia na casa de Fraga.

"De forma alguma, ela não é. Eu tenho doméstica na minha casa. Agora, se ela [Izolda] disse, problema dela. Agora vai ficar até bom, quem sabe agora eu não vou pedir pra ela fazer, né?", afirmou Fraga.

De acordo com os registros da Câmara, Izolda é servidora desde fevereiro de 2003. No dia 19 do mês passado, ela foi promovida de secretária parlamentar 05 para 06, com vencimento de R$ 480,86. Segundo ela, seu salário total é de R$ 1.080 por mês. Ela disse que trabalha com Fraga há quatro ou cinco anos.

Ao ser procurada no gabinete de Adriano Osório, um servidor informou à reportagem que Izolda exercia atividade externa. Ele então passou o telefone do local de trabalho dela: o número da casa de Fraga.

Osório Adriano disse não saber quem ela era nem onde ela fica. "Sou suplente. A gente mais ou menos divide o pessoal. Tem gente que é do Fraga e tem gente que é minha."

Dantas

Alberto Fraga se reelegeu em 2006 pela terceira vez como deputado federal.

Até 2005, era tido como um congressista do baixo clero. Naquele ano, contudo, ganhou notoriedade ao ser o porta-voz no Congresso da "Frente do não", que empreendeu campanha vitoriosa contra a proibição da venda de armas no país.

Ainda em 2005, Fraga se envolveu num episódio relacionado ao banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity. O deputado fez uma representação ao TCU (Tribunal de Contas da União) para suspender um acordo entre fundos de pensão e o Citigroup em torno do controle da Brasil Telecom, exatamente como queria Dantas.

O instrumento jurídico usado por Fraga era uma "clonagem" de um texto de Luis Octavio Motta Veiga, advogado do grupo Opportunity.

Outro lado

Alberto Fraga disse não ver problema em usar a Câmara dos Deputados para contratar Izolda da Silva Lima, que mora e trabalha em sua casa, apesar de ele negar que ela seja empregada doméstica. Afirma que tem dinheiro para pagá-la, mas não o usa porque "não quer".

"Já fui e voltei tantas vezes da secretaria. E na verdade ela ainda é contratada por mim, pelo meu gabinete [que agora é ocupado pelo seu suplente, Osório Adriano]", justifica.

Fraga admite que pediu para Adriano não exonerar Izolda e disse que não tem nenhum receio em mantê-la lá.

"Eu pedi, evidentemente, se ele pudesse segurar ela. Se for o caso, se for para satisfazer o ego de vocês, eu volto amanhã para a Câmara e ela [Izolda] continua [contratada pelo gabinete]. Não tenho nenhum tipo de receio de vocês, não", afirmou.

Funções

O secretário não soube precisar que tipo de serviço Izolda exerce. "Desculpa, não tenho que ficar dando esse tipo de satisfação. Ela vai ao banco, esse tipo de coisa", afirmou.

Segundo ele, a funcionária vive em sua casa porque perdeu o pai recentemente e mora muito longe, em uma fazenda afastada de Brasília.

"Vocês não têm mais um castelo, agora querem uma doméstica fabricada. Mas vamos lá, vamos lá, eu gosto desse jogo", ironizou Fraga, em referência ao deputado federal Edmar Moreira (sem partido-MG), dono de um castelo avaliado em cerca de R$ 25 milhões não declarado à Justiça Eleitoral. Moreira está ameaçado de enfrentar processo de cassação.

Osório Adriano (DEM-DF) disse não ter como substituir todos os funcionários, pois Fraga volta para assumir o mandato quando julga conveniente. "Tem gente dele que até presta serviço para mim também. Substituir todo o pessoal é um trabalho imenso."

Adriano contou que ele e Fraga planejam uma dobradinha nas próximas eleições, com Fraga para senador e ele para deputado federal.

"Sou muito amigo do Fraga. A gente tem essa troca de interesses. Tem gente dele que me ajuda também. Esse pessoal de base, fazendo uma politicazinha", afirma Adriano.

Dirceu ataca "pena eterna" a Delúbio e defende volta

Um dia após participar no Rio de seminário da corrente petista Construindo um Novo Brasil (CNB), o deputado federal cassado José Dirceu defendeu ontem a volta do ex-tesoureiro Delúbio Soares ao PT.

No evento, circulou um abaixo-assinado pedindo o retorno ao PT de Delúbio, acusado de ser um dos principais operadores do mensalão.

Delúbio foi expulso do PT em 2005 e quer ser candidato a deputado federal por Goiás em 2010. Ele e Dirceu são réus no processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal.

Para Dirceu, manter a expulsão de Delúbio seria aplicar "uma pena eterna". "Não existe pena eterna, não existe. É uma coisa medieval", disse ontem por telefone, de Nova York.

No seminário de anteontem, com a presença do presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, o ex-ministro da Casa Civil foi aplaudido de pé pelos cerca de 500 participantes.

Ontem, apesar de ressaltar que não integra o Diretório Nacional do partido --que decidirá em 23 de maio sobre o tema--, Dirceu afirmou que é necessário esperar o desfecho do caso na Justiça para não prejulgar Delúbio. Para ele, o antigo tesoureiro "tem o direito de reivindicar refiliação". Em 2005, Dirceu votou pela suspensão e contra a expulsão de Delúbio.

O ex-ministro minimizou, porém, a força e a influência de sua opinião na votação de maio. "No Diretório Nacional, ninguém vai votar pela minha opinião, ninguém. Zero. Esse é um assunto em que cada um tem uma posição, não precisa da minha opinião."

Dirceu disse não ter visto ou assinado o abaixo-assinado durante o seminário no Rio.

Segundo o documento, o mensalão não existiu, Delúbio não se beneficiou pessoalmente do dinheiro de "recursos não contabilizados" e já ficou quatro anos afastado do partido.

Em consulta feita a 75 dos 84 membros do Diretório Nacional do PT na semana passada, só pouco mais de um quarto (20) deles rejeitou categoricamente o retorno de Delúbio. A autorização para ele voltar depende da aprovação de maioria simples.

Mais de 40% têm receio de perder emprego por causa da crise, diz pesquisa

A Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira mostra que quase a metade dos brasileiros (44%) tem o receio de perder o emprego em consequência da crise econômica. Segundo o levantamento, 39,7% não têm esse temor, enquanto outros 15,6% não responderam.

O levantamento aponta, porém, que 46,3% da população acreditam que o Brasil vai sair fortalecido da crise em relação aos outros países, contra 23% que avaliam que o país sairá enfraquecido e outros 21,8% que apostam em resultados estáveis para o país após mudanças no atual cenário internacional. Em dezembro de 2008, apenas 35% dos brasileiros apostavam que o país sairia fortalecido da crise.

A CNT/Sensus também mostra que 63,5% dos entrevistados conhece ou ficou sabendo de alguém que já perdeu o emprego em razão da crise. Outros 34,9% dos entrevistados não conhecem ninguém desempregado em consequência da turbulência internacional e 1,6% não responderam.

Em relação à expectativa para o desemprego nos próximos seis meses, 48,8% acreditam que vai piorar, 23,7% que vai ficar semelhante aos índices atuais e 22,1% que vai piorar. Os índices de pessimismo caíram em relação a janeiro deste ano, quando a pesquisa mostrou que 51,1% dos brasileiros acreditavam que o desemprego iria piorar nos próximos seis meses.

Na avaliação dos últimos seis meses, 20,9% dos entrevistados responderam que o nível de emprego melhorou contra 22,1% que avaliam como estável e 54,5% que consideram pior. O índice de pessimismo teve forte subida em relação à pesquisa divulgada em janeiro de 2009, quando 38,5% dos entrevistados responderam que o nível de emprego piorou nos últimos seis meses.

Medidas

Segundo a pesquisa, A maioria dos entrevistados apoia as medidas do governo federal de combate à crise. No total, 40,1% acreditam que o Brasil está lidando adequadamente com a crise, contra 26,5% que não têm essa avaliação e outros 26,4% que acham que o governo lida "mais ou menos" para enfrentar a turbulência nos mercados internacionais.

A CNT/Sensus também mostra que 52,5% dos entrevistados são favoráveis à redução da jornada de trabalho e a consequente diminuição nos salários como forma das empresas enfrentarem a crise. O índice subiu em relação a janeiro, quando 50% dos entrevistados apoiaram essa medida. Outros 40% responderam, em março, que são contra à redução de jornada e dos salários. Em janeiro, o índice foi de 38,9%.

Em relação à abertura de linhas de crédito pelo governo para as empresas enfrentarem a crise, 75% dos entrevistados disseram em março ser favoráveis à medida contra 16,7% contrários à sua implementação. Outros 8,4% não responderam.

A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 23 e 27 de março, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas, e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou menos.

Com liminar do STF, Michel Temer quer adotar nova interpretação sobre MPs

O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), deve se reunir amanhã com os líderes partidários para propor a adoção imediata da nova interpretação do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o trancamento da pauta do plenário por medidas provisórias não analisadas dentro do prazo de 45 dias.

Desde setembro de 2001, as MPs não votadas pelo Congresso em até 45 dias obtêm prioridade de votação no plenário, barrando a análise de todos os outros projetos.

Na sexta-feira, o ministro do STF Celso de Mello manteve a decisão de Temer de permitir a análise de outras matérias mesmo quando a pauta da Casa estiver trancada por MPs (medidas provisórias). O ministro indeferiu o pedido de liminar feito por líderes da oposição contra o entendimento de Temer sobre as medidas provisórias.

Para Celso de Mello, a decisão de Temer "teria, aparentemente, a virtude de fazer instaurar, no âmbito da Câmara dos Deputados, verdadeira práxis libertadora do desempenho da função primária que, histórica e institucionalmente, sempre lhe pertenceu: a função de legislar". Diz ainda que a decisão "reflete, aparentemente, a justa preocupação com o processo de progressivo (e perigoso) esvaziamento das funções legislativas".

A decisão de Mello é liminar e só será definitiva após análise do plenário do STF. Temer entende que os deputados estariam livres para votar PECs (propostas de emenda à Constituição) e projetos de resolução e de leis complementares em sessões extraordinárias. Por não serem objeto de leis ordinárias, cuja matéria pode ser objeto das MPs, essas proposições seriam analisadas pelos deputados nas sessões ordinárias.

Líder do PSDB, o deputado José Aníbal (SP) pediu cautela em relação à liminar do Supremo. Para Aníbal, o mais adequado é não alterar a pauta da Câmara enquanto não houver a manifestação definitiva por parte do plenário do STF, já que o posicionamento de Mello ocorreu em caráter liminar.

De acordo com o líder, se essa interpretação prevalecer, o PSDB se empenhará na defesa da construção da melhor pauta possível para a Casa e para o país, sobretudo com a votação de matérias que ajudem o Brasil a enfrentar a crise internacional.

Ministério Público denuncia vereadores de Igarapava presos por corrupção

O Ministério Público de São Paulo denunciou o presidente da Câmara Municipal de Igarapava (SP), Alan Kardec de Mendonça (PSDB), e outros quatro vereadores presos na semana passada suspeitos de participarem de um esquema de corrupção no município. Eles foram denunciados por concussão (extorsão praticada por funcionário público) e formação de quadrilha.

Além de Mendonça, foram denunciados os vereadores José Laudemiro (DEM), José Eurípedes (PT), Roberto Silveira (PSDB) e Sérgio Augusto de Freitas (PP). A reportagem não localizou os advogados dos parlamentares para comentar a denúncia.

A Justiça de Igarapava já aceitou a denúncia e decretou a prisão preventiva de todos os denunciados. Se forem condenados, os vereadores podem perder os mandatos.

Segundo a denúncia, os vereadores exigiam propina do prefeito Francisco Molina (PSDB) para não barrar os projetos do Poder Executivo na Câmara Municipal. O "mensalinho", como ficou conhecido o esquema, previa o pagamento mensal de R$ 16 mil, que seria rateado entre os integrantes do esquema.

Como a Câmara Municipal tem nove vereadores, os cinco denunciados tinham a maioria na Casa para barrar ou aprovar os projetos.

O último encontro com o prefeito para exigir o "mensalinho" foi no último dia 19, quando quatro dos cinco vereadores foram presos em flagrante. Apenas o presidente da Câmara não foi preso porque se escondeu dentro de um armário da prefeitura e foi preso no dia seguinte.

Alencar diz que é preciso prestigiar as investigações no país

O presidente em exercício, José Alencar, afirmou nesta segunda-feira que é preciso prestigiar as investigações em curso no país. A declaração foi uma referência à Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, deflagrada na semana passada e que envolve a construtora Camargo Corrêa.

"Eu falo em tese a respeito desses problemas [irregularidades]. Todos eles devem ser objeto de investigação rigorosa. É claro que investigação rigorosa dentro da lei, porque fora da lei não há salvação. Então preciso que nós prestigiemos as investigações, prestigiemos também todas as autoridades que desejam punir crimes, porque o Brasil não pode de maneira alguma permitir que se instale o crime de modo pacífico aqui", afirmou.

Na operação, a PF investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e remessa ilegal de recursos para o exterior --estimado em R$ 20 milhões-- por parte de funcionários de alto escalão da Camargo Corrêa e doleiros cariocas.

A operação também investiga desvio de recursos repassados à construtora para obras do governo federal, como a Refinaria Abreu de Lima, em Pernambuco, e a suposta contribuição ilegal para campanhas políticas nas eleições municipais de 2008.

Segundo Alencar, não é possível julgar ainda a construtora porque ainda não há provas suficientes. "Não posso admitir a priori que seja uma empresa que faça coisa errada, mas não significa que seja contra qualquer investigação. Não podemos fazer julgamento sem provas", afirmou o vice-presidente. Ele também defendeu que os contratos com a empresa que estão sob suspeitas também sejam analisados.

Saúde

O vice-presidente participou na tarde de hoje da inauguração do Instituto de Próstata do hospital alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Em seu discurso, falou da culpa que, como vice-presidente, sente por ter acesso a tratamento de saúde que nem toda a população tem.

"É um complexo de culpa por, na condição de vice-presidente, ser recebido pelos melhores médicos", afirmou Alencar, que faz tratamento contra o câncer.

Alencar, que está no exercício da Presidência devido à viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para Doha (Catar), cancelou os exames de rotina que faria hoje à tarde no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O motivo do cancelamento não foi informado.

Bem-humorado, brincou com o fato de que quando aceitou ser vice de Lula não imaginou que o presidente faria tantas viagens internacionais, deixando-o como presidente em exercício por inúmeras vezes.

Mesa da Câmara deve acolher amanhã representação do PSOL contra dono de castelo

A Mesa Diretora da Câmara deve acolher nesta terça-feira a representação do PSOL contra o deputado Edmar Moreira (sem partido-MG) por quebra de decoro parlamentar. Com isso, o processo contra Moreira será encaminhado ao Conselho de Ética da Casa e o caso poderá levar à cassação do deputado mineiro.

Moreira é acusado de cometer uma série de irregularidades ao utilizar a verba indenizatória - que é R$ 15 mil mensais.

Interlocutores que acompanham o assunto afirmaram que a tendência é a Câmara tentar resolver o caso de Moreira o mais rápido possível como uma resposta à sociedade em meio à onda de escândalos que domina o Congresso Nacional. A disposição da Mesa é acolher a representação da comissão de sindicância.

Os integrantes da Mesa avaliam, nos bastidores, que não querem ficar taxados como responsáveis por arquivar a denúncia contra Moreira --por isso preferem repassar o caso para análise do Conselho de Ética, que vai dar a palavra final sobre a permanência do parlamentar na Casa.

Na semana passada, a comissão de sindicância instalada pela Corregedoria da Câmara concluiu que há indícios de irregularidades na utilização por Moreira da verba indenizatória para pagar serviço de segurança às suas empresas particulares.

Suspeitas

Moreira teve de prestar esclarecimentos à comissão em resposta à representação apresentada pelo PSOL na Corregedoria da Câmara, que investiga o fato de o deputado ter apresentado notas fiscais de suas empresas de segurança para justificar gastos da verba indenizatória.

De acordo com o parecer da comissão, há suspeitas de que os serviços de segurança informados por Moreira para justificar o uso da verba não foram prestados, além de irregularidades no fornecimento de notas e também na carga horária supostamente atribuída aos vigilantes.

Pela representação do PSOL, o deputado recebeu R$ 90,6 mil em 2007 de verba indenizatória. Em 2008, os gastos teriam totalizado R$ 140 mil. A verba deve ser usada apenas para cobrir gastos da atividade parlamentar, no valor mensal de R$ 15 mil. Moreira também é acusado de não declarar à Justiça um castelo no valor de R$ 25 milhões, localizado no interior de Minas Gerais.

Além da representação na Corregedoria da Câmara, o STF (Supremo Tribunal Federal) abriu novo inquérito contra o deputado para investigar a acusação de sonegação de Imposto de Renda. Moreira é acusado de descontar tributos de seus empregados na Ronda Empresa de Segurança e Vigilância e não repassá-los à Receita entre os meses de setembro e dezembro de 2005.

CGU não mudará rotina em ano pré-eleitoral, afirma Jorge Hage

O ministro-chefe da CGU (Controladoria Geral da União), Jorge Hage, disse nesta segunda-feira que não há indícios de que o governo esteja usando a máquina pública para fazer campanha eleitoral antecipada, por conta das eleições de 2010. Ele acrescentou que a CGU não vai intensificar a fiscalização em 2009 por se tratar de ano pré-eleitoral.

Para Hage, o governo tem tomado todos os cuidados necessários. A oposição acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de usarem o encontro nacional com prefeitos, realizado em fevereiro, com fim eleitoreiro, para alavancar uma possível candidatura de Dilma às eleições presidenciais de 2010.

O DEM e o PSDB entraram com uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em que questionavam a participação de Lula e Dilma no evento. No último dia 20, os ministros da Corte decidiram não responder à consulta feita pelo DEM sobre suposta propaganda eleitoral antecipada feita pelo presidente e a ministra.

"A oposição está no papel dela de procurar chifre em cabeça de cavalo", disse Hage. Ele informou que a controladoria não mudará a rotina neste ano por conta do clima eleitoral.

"Para nós, não faz muita diferença, porque as coisas mais relacionadas ao processo eleitoral, no caso as emendas parlamentares, procuramos fiscalizá-las sempre, independentemente de ano eleitoral ou não. Não tenho um ano de sossego aqui", brincou.

Segundo o controlador, 15 parlamentares, entre deputados federais e senadores, pediram que a CGU fiscalize a execução de emendas relacionadas a eles. As solicitações começaram em 2006 depois da Operação Sanguessuga, da Polícia Federal, que descobriu o envolvimento de parlamentares em esquema de compra superfaturada de ambulâncias em municípios.

Deputados federais doaram R$ 2,68 milhões a candidatos

Deputados federais tiraram R$ 2,68 milhões de seus próprios bolsos para doar a candidatos a vereador e a prefeito durante as eleições de 2008. O valor equivale a 162 salários dos parlamentares.

Se a Câmara fosse uma empresa e as doações dos deputados fossem somadas, ela estaria entre as maiores doadoras da campanha eleitoral. A OAS, companhia que mais injetou recursos em campanhas, deu a candidatos R$ 11,5 milhões. O Itaú cedeu R$ 3 milhões.

As doações foram feitas por meio de transferências eletrônicas, cheques e depósitos de parcelas que vão de R$ 3,23 a R$ 55 mil.

A maior parte do dinheiro foi para desconhecidos candidatos do interior, mas também há beneficiados como o prefeito reeleito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), e o atual corregedor da Câmara e candidato derrotado em Salvador, ACM Neto (DEM). Luiz Carlos Hauly (PSDB), também deputado e candidato derrotado ontem no terceiro turno em Londrina (PR), recebeu R$ 35 mil.

Uma situação comum foi a doação para parentes de congressistas que tentavam iniciar a carreira na política.

Olavo Calheiros (PMDB-AL), irmão do senador Renan Calheiros (PMDB), doou R$ 25 mil a Renan Calheiros Filho (PMDB), que foi eleito prefeito no município de Murici (AL).

Ao todo, 222 deputados que não foram candidatos fizeram doações. Até o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), contribuiu --fez transferências que somaram R$ 13,4 mil para seis candidatos do interior de São Paulo.

Deputados federais disseram que a intenção das doações era retribuir a ajuda recebida por correligionários nas eleições de 2006.

Para David Fleischer, professor da UnB (Universidade de Brasília) e doutor em ciência política, o objetivo dos políticos é formar uma rede de cabos eleitorais de olho em 2010. "Tem um interesse do próprio deputado. Tanto que a Câmara entra em recesso [no período eleitoral] porque eles vão a campo para fazer campanha em favor de seus candidatos a vereador e a prefeito. E as Assembleias Legislativas também", afirma o professor. "Uma mão lava a outra."

Lei Eleitoral

Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a doação por congressistas é permitida desde que não ultrapasse 10% do valor dos rendimentos anuais do doador.

O total de transferências dos deputados pode ser superior, já que os políticos que são empresários também têm o direito de doar por meio de suas empresas. O levantamento não levou em conta os parlamentares que foram candidatos em 2008 e que poderiam doar dinheiro para suas próprias campanhas.

Quem mais desembolsou dinheiro para campanhas de candidatos a prefeito e a vereador no ano passado foi Alfredo Kaefer, do PSDB do Paraná, que repassou mais de R$ 323 mil.

Outro lado

O deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB-PR), maior doador na Câmara, diz que a ajuda que recebeu de colegas de partido no interior do Paraná na campanha de 2006 o colocou "em uma condição de ter que retribuir" nas eleições de 2008.

"Essas pessoas me ajudaram em 2006, mas vamos estar juntos em 2010", diz Kaefer, que doou R$ 323 mil. "Achei que tinha que participar. Para participar, em muitos lugares, tem que ajudar financeiramente."

Argumento semelhante deu Odilio Balbinotti (PMDB-PR). Segundo sua assessoria, ele diz que apoia, por meio de doação, "o parceiro" que o apoiou na campanha anterior. Balbinotti, que doou R$ 44,2 mil, diz ter contribuído apenas com material gráfico.

Kaefer afirma que o destaque dado na mídia às doações de campanha faz com que "muita gente" tenha receio de doar.

O segundo maior doador na Câmara, Paulo Lima (PMDB-SP), não quis comentar as transferências.

Joaquim Barbosa triplica nº de juízes para colher depoimentos do caso mensalão

Relator do inquérito do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Joaquim Barbosa triplicou o número de juízes designados para colher depoimentos de testemunhas de defesa arroladas, a nova fase do processo.

A ação penal foi aberta em agosto de 2007, quando o plenário do STF recebeu a denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, contra os 40 acusados de envolvimento no mensalão.

Entre os denunciados estão os ex-ministros José Dirceu (Casa Civil), Anderson Adauto (Transportes) e Luiz Gushiken (Comunicação do Governo), o empresário Marcos Valério, os deputados petistas João Paulo Cunha (SP) e José Genoino (SP), além do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), autor das denúncias do mensalão.

Valério é acusado de ser o operador do esquema.

Viés político deve levar Castelo de Areia para o STF

Nos próximos dias, a Operação Castelo de Areia será sacudida por um debate jurídico sobre o conteúdo do inquérito e competência para conduzi-lo e julgá-lo.

O blog ouviu um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e um membro do Ministério Público, em Brasília, sobre o assunto, e os dois disseram que o envolvimento de políticos deve atrair o caso para o STF, já que deputados e senadores dispõem do chamado foro privilegiado.

Na operação, a PF investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e remessa ilegal de recursos para o exterior - estimado em R$ 20 milhões - por parte de funcionários de alto escalão da Camargo Corrêa e doleiros cariocas.

A operação também investiga desvio de recursos repassados à construtora para obras do governo federal, como a Refinaria Abreu de Lima, em Pernambuco, e a suposta contribuição ilegal para campanhas políticas nas eleições municipais de 2008.

Funcionário da Camargo Corrêa atuou com Paulo Skaf

Um dos funcionários da Camargo Corrêa citados na decisão da Justiça que deflagrou a Operação Castelo de Areia da Polícia Federal, Guilherme Cunha Costa atuou como assessor especial do presidente da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), Paulo Skaf.

A informação confirmada agora a pouco que, segundo a PF, Skaf seria o "suposto intermediário" da empreiteira, alvo principal da operação, com os partidos políticos que receberam doações financeiras da Camargo Corrêa. A relação com Costa se iniciou bem antes de Skaf assumir a presidência da Fiesp, em 2004.

Costa foi diretor de Relações Institucionais da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), quando Skaf presidia a entidade empresarial. Depois disso, de acordo com relatos de parlamentares e políticos com cargos executivos, foi um dos coordenadores da campanha de Skaf para a Fiesp e assumiu o cargo de assessor parlamentar da presidência entidade em Brasília. Ele deixou o posto em 2007, para trabalhar no escritório da Camargo Corrêa em Brasília.

Ainda hoje, no entanto, Costa é apontado como uma espécie de relações-públicas do presidente da Fiesp, por conta de seu trânsito fácil com parlamentares de todos os partidos.

Outro lado

A assessoria de imprensa da Fiesp afirma que "não há nada de ilegal ou ilegítimo" na relação com Costa. Ainda segundo a assessoria, o presidente Paulo Skaf estava viajando ontem.

Avaliação positiva do governo Lula cai de 72,5% para 62,4% em março, diz pesquisa CNT/Sensus

A avaliação positiva do governo federal registrou queda em março deste ano de acordo com pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira. A avaliação positiva do governo caiu de 72,5% em janeiro deste ano para 62,4% em março de 2009. É a primeira queda da popularidade do governo verificada pela pesquisa desde setembro do ano passado, quando a gestão do petista vinha registrando sucessivos recordes positivos.

Entre os eleitores que avaliam negativamente o governo federal, o índice subiu de 5% em janeiro para 7,6% em março. Já os eleitores que avaliam o governo como regular somam 29,1% em março deste ano contra 21,7% em janeiro deste ano.

A avaliação pessoal do presidente Lula também caiu em março, de acordo com a pesquisa, depois de registrar a melhor avaliação histórica da pesquisa em janeiro deste ano. O índice caiu de 84% em janeiro para 76,2% em março. O número de eleitores que avaliam negativamente o presidente também subiu de 12,2% em janeiro para 19,9% em março. Outros 4% não responderam à pergunta.

Entre setembro de 2009 e janeiro deste ano, os índices de popularidade de Lula foram superiores às avaliações registradas em janeiro de 2003 --o ano em que foi empossado no cargo--, quando obteve 83,6% de aprovação. O cenário mudou em março, de acordo com a CNT/Sensus, em consequência da crise econômica internacional.

Apesar das quedas, o diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes, disse que os índices de avaliação do governo e do presidente Lula ainda são muito elevados --semelhantes aos registrados pela pesquisa antes da crise. Na avaliação de Guedes, as quedas na avaliação positiva do governo e de Lula são consequência da crise, que começou a "colar" sua imagem no Executivo.

"Na avaliação do governo é uma queda de dez pontos percentuais, significativa, embora o percentual de aprovação do governo continue alto. A crise, em janeiro, ainda não tinha pegado forte no país. Ainda havia estabilidade nos índices de avaliação. A economia afeta os índices de popularidade não apenas no Brasil, mas em outros países", afirmou.

A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 23 e 27 de março, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas, e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou menos.

domingo, 29 de março de 2009

Desembargadora solta presos pela PF e contesta juiz De Sanctis

A Justiça Federal decidiu ontem à tarde libertar os dez presos pela Polícia Federal durante a Operação Castelo de Areia, deflagrada na última quarta-feira, em São Paulo, e que teve a construtura Camargo Corrêa como principal alvo.

Foram beneficiados pelos habeas corpus concedidos pela desembargadora Cecilia Mello, do TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, os diretores da Camargo Corrêa Pietro Francesco Giavina Bianchi, Fernando Dias Gomes, Dárcio Brunato e Raggi Badra Neto, as secretárias da empreiteira Darcy Flores Alvarenga e Marisa Berti Iaquinto, e os supostos doleiros José Diney Matos, Jadair Fernandes de Almeida, Kurt Paul Pickel e Maristela Sum Doherty.

A desembargadora concedeu habeas corpus diferentes para as sete pessoas que foram presas temporariamente (com prazo determinado) e preventivamente. Em uma das decisões, ela afirma que as palavras e expressões utilizadas para justificar a "custódia cautelar" revelam "meras conjecturas":

"Observo que as palavras mais referidas no despacho impugnado [decisão de De Sanctis] revelam meras conjecturas. A título exemplificativo são elas: "teriam sido; supostas; poderia estar havendo, poderia, suposto, eventual'", escreveu.

A prisão dos acusados, que deflagrou a operação, foi decretada pelo juiz Fausto Martin De Sanctis. O juiz é o mesmo da Operação Satiagraha, que chegou a prender o banqueiro Daniel Dantas no ano passado.

Em outro trecho, a desembargadora Cecilia Mello afirma: "(...) afigura-se patente a ilegalidade do decreto de prisão preventiva e o constrangimento em sua manutenção".

Ela também cita jurisprudências e "entendimentos" do STF (Supremo Tribunal Federal) e do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para embassar os habeas corpus que libertaram todos os dez presos.

Segundo a desembargadora, a decisão não demonstrou a necessidade "in concreto" das prisões. "Ao juiz cabe sempre demonstrar concretamente a existência de atos inequívocos que indiquem a necessidade incontrastável da medida, o que não ocorreu".

Alberto Zacarias Toron, advogado de Kurt Paul Pickel, apontado pelas investigações como doleiro, disse que a decisão da desembargadora federal fez um "reparo severo" às apreciações de De Sanctis na ordem de prisão.

Os acusados foram soltos da carceragem da PF em São Paulo por volta das 19h de ontem.
A Folha tentou entrar em contato com a assessoria do Ministério Público e do juiz Fausto Martin De Sanctis, mas não conseguiu localizá-los no fim da tarde de ontem.

Remessas

Segundo o Ministério Público Federal e a PF, a empreiteira Camargo Corrêa é suspeita de remessa ilegal de dólares para o exterior, superfaturamento em obra pública, doação ilegal para partidos e lavagem de dinheiro. A empresa nega as acusações.

Transcrições de escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça apontam que a empreiteira fez doações ilegais a partidos, segundo a polícia. O relatório da PF cita PSDB, DEM, PPS, PSB, PDT, PMDB e PP, que negam caixa dois. A Fiesp é apontada na investigação como intermediária das doações a políticos, mas nega.

Em um dos trechos de suas decisões, a desembargadora afirma que a Camargo Corrêa "é empresa que mantém relações de trabalho em diversas localidades do mundo, sendo notória, inclusive pelas publicações de seus balanços financeiros, a realização de inúmeros pagamentos e recebimentos no exterior".

Beneficiária de empréstimos milionários do BNDES, a Camargo Corrêa é parceira do governo federal em algumas das principais obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e integra consórcios responsáveis pela expansão do metrô e pela construção do Rodoanel, em São Paulo, e pelas obras do Centro Administrativo de Minas Gerais. A empresa também detém concessão de serviços públicos em vários Estados, como administração de rodovias, transmissão de energia e limpeza urbana.

Doações a partidos

A desembargadora também afirma que a investigação deveria ter analisado a documentação dos tribunais eleitorais: "(...) evitando-se, com essa simples, natural e lógica sequência investigatória, a criação de situações desnecessariamente constrangedoras para ambos os pólos envolvidos, doares e recpetores", escreveu.

Os senadores José Agripino Maia (DEM-RN) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA), citados no inquérito da Polícia Federal, apresentaram recibos de doações da Camargo Corrêa para os diretórios estaduais de seus partidos. Os documentos ainda não foram analisados pelos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) de seus Estados.

A Procuradoria decidiu investigar em todo o país as obras da empreiteira que tenham apresentado indícios de irregularidade para verificar se os problemas têm conexão com supostas doações ilegais.

As obras da Refinaria Nordeste e da usina de Tucuruí, das quais a empresa participou, serão investigadas sob suspeita de superfaturamento. Para a Procuradoria, eventual dinheiro pago a mais pode ter sido usado em doações irregulares.

Caso Daslu destoa de punição a sonegador

A condenação de quase cem anos de prisão imposta a Eliana Tranchesi, dona da Daslu, e a seu irmão Antônio Carlos Piva de Albuquerque é um fato isolado ou pode ser o início de uma tendência da Justiça para punir quem é acusado de fugir do pagamento de tributos?

Para advogados criminalistas, tributaristas e ex-dirigentes da Receita Federal, a pena determinada para Tranchesi e seu irmão - os dois conseguiram liminares da Justiça e já estão em liberdade - representa decisão isolada de uma juíza (Maria Isabel do Prado, da 2ª Vara Federal em Guarulhos) e não deve ser exemplo para outras sentenças que envolvam crimes de sonegação fiscal.

A pena estabelecida para Tranchesi em primeira instância, de 94 anos e meio, deve ser reduzida até chegar à ultima instância da Justiça -Suzane von Richthofen, que matou os pais em 2002, foi condenada em 2006 a 39 anos de prisão -, mas o tamanho da condenação chama a atenção, dizem eles, por não se tratar de crime de homicídio, que geralmente tem as punições mais severas tanto no Brasil como em outros países.

Ao explicar a condenação de Tranchesi, a de seu irmão e a de outros cinco réus envolvidos no esquema de sonegação da Daslu, o procurador Matheus Baraldi Magnani, autor da denúncia feita à Justiça contra a butique, considerou que a sentença decorrente da Operação Narciso, que ocorreu em 2005, é um marco na história do Judiciário brasileiro.

"O mundo passa por transformações, e a Justiça precisa acompanhar essas transformações. Na verdade, o abuso do poder econômico é a arma, a corrupção é a arma. Não é só o crime de sangue que pode estar associado a uma organização criminosa", diz o procurador. Ele aponta ainda o caso como prova de uma visão diferente no Judiciário.

"Isso prova que, para vários setores do Judiciário, hoje em dia, um criminoso não é somente um desgraçado com um fuzil na mão, no topo de um morro", afirmou Magnani.

O advogado Ives Gandra da Silva Martins, professor emérito da Universidade Mackenzie, diz que é a primeira vez que vê uma sentença da Justiça nesse nível para crimes cometidos com finalidade de sonegação de impostos.

Para o ex-secretário da Receita Federal e consultor tributário Everardo Maciel, a sentença dada à dona da Daslu é "completamente desproporcional". "Não conheço o caso específico, mas sinto que existe uma espécie de má vontade e indisposição contra pessoas que têm boa situação financeira. A condição financeira não deve ser critério para proteger, muito menos para perseguir."

Everardo diz que a punição que envolve crime contra a ordem tributária só pode ser aplicada após concluído o processo administrativo fiscal -e já existe jurisprudência no Supremo Tribunal Federal sobre essa questão. "A privação de liberdade não pode ocorrer quando existe sentença passível de recurso, como é o caso. O que vejo é que, nesse caso, houve uma decisão isolada, que não deve ser entendida como tendência da Justiça", afirma Everardo.

Na avaliação do advogado Roberto Podval, a sentença dada a Tranchesi e a seu irmão "está fora do contexto e da lógica jurídica" no Brasil. "Para ser justa, uma decisão da Justiça tem de ser coerente, proporcional com o caráter da conduta criminosa. Uma pena de 94 anos para quem é acusado de sonegar impostos é colocar a importância do patrimônio acima da vida. A decisão da juíza no caso da Daslu, no meu entender, tem caráter de protesto, até porque a loja continua aberta e funcionando normalmente. O que a gente espera da Justiça é bom senso."

Bloqueio de bens

A sentença dada aos donos da Daslu, na opinião do advogado Rui Celso Reali Fragoso, abre espaço para um debate sobre a necessidade de rever as penas de restrição da liberdade que envolvam crimes contra o sistema financeiro.

Sem especificar o caso da Daslu, Fragoso diz que, em caso de sonegação fiscal, seria até mais apropriada uma sentença para bloquear bens até a conclusão do processo.

"A punição nesses casos tem de ser mais dura do lado patrimonial do que do de restrição da liberdade. Pena de 94 anos é tão desproporcional que acaba se transformando até em descrédito para a sociedade."

Walter Cardoso Henrique, presidente da Comissão de Assuntos Tributários da OAB-SP, questiona o fato de o Judiciário querer mandar um recado ao condenar uma pessoa a quase um século de prisão. "Será que é justo mandar esse recado em cima de um caso específico? Será que não significa punir demais uma pessoa para servir de exemplo? É esse o questionamento que deve ser feito", afirma Henrique.

Gás natural "encalha", e estímulo ao uso do produto em automóveis pode voltar

A enorme sobra de gás natural pode levar o governo federal, por intermédio da Petrobras, a retomar o estímulo ao uso do gás natural em automóveis no país, o chamado GNV (Gás Natural Veicular) vendido em postos de combustíveis.

O mercado automotivo é considerado um dos segmentos capazes de absorver rapidamente o gás, que, agora, está sobrando.

O consumo diário total de gás natural no país caiu aproximadamente 17 milhões de metros cúbicos por dia.

A média de consumo no ano passado, cuja quantidade atingiu 50 milhões de metros cúbicos por dia, baixou para volumes de 33,4 milhões de m3/dia, segundo levantamento de fevereiro. A sobra hoje é mais da metade da importação total de gás natural da Bolívia.

Nos bastidores do setor, a expectativa é que um novo estímulo ao uso do GNV seja um dos itens da pauta de reunião geral convocada pela diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Foster. O encontro está marcado para amanhã, às 16h, na sede da estatal, no Rio. Oficialmente, a diretoria afirma que será apenas uma "reunião de trabalho".

As 27 companhias de distribuição de gás no país foram convocadas. Dado o caráter emergencial do encontro, nem todos os presidentes das distribuidoras devem estar presentes. A Folha apurou que a diretoria de Gás e Energia da estatal também convocou encontro com as áreas técnicas das distribuidoras nas quais a Petrobras detém participação no controle acionário, o que exclui do primeiro grupo a CEG e a Comgás, maior concessionária de distribuição do país.

Os proprietários de veículos movidos a gás natural chegaram a ficar ameaçados de não ter o produto entre 2007 e 2008. O baixo nível de chuvas havia levado o governo federal a determinar o acionamento das usinas termelétricas a gás para evitar risco de abastecimento de energia elétrica. Com isso, o consumo do GNV foi desestimulado pelo governo.

Além de medidas de estímulo ao consumo do GNV, a reunião também discutirá o preço atual do gás natural --alvo de críticas por parte da indústria- e a redução da demanda.

Tiroteio em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, deixa três pessoas feridas

Um tiroteio na noite deste sábado (28) em Jacarepaguá (zona oeste do Rio de Janeiro) deixou três pessoas feridas. De acordo com a Polícia Militar, Carlos Henrique Santos Dantas tentou assaltar um mototaxista quando uma terceira pessoa, ainda não-identificada, revidou e passou a atirar no criminoso.

Na troca de tiros, duas pessoas que estavam próximas ao local também foram atingidas. Dantas levou cinco tiros e foi encaminhado para o hospital Cardoso Fontes, onde recebeu tratamento. Ele já está preso sob custódia na 41º DP (Tanque).

As duas pessoas que também foram vítimas dos disparos também já receberam alta do hospital.

"Guerra" entre CDs e MP3 leva volume dos discos às alturas

"Death Magnetic" (2008), o álbum mais recente do Metallica, foi recebido com resenhas favoráveis. Num aspecto técnico, porém, virou alvo de críticas pesadas: segundo fãs e especialistas, artifícios usados para fazer o disco soar mais alto acabaram por distorcer exageradamente o som dos instrumentos.

O caso é mais um capítulo da "loudness war" (guerra da altura). Trata-se de uma tendência, iniciada em meados da década de 1990, de produzir discos com volume cada vez mais alto e constante ao longo das faixas - o objetivo é prender a atenção do ouvinte, dividida entre múltiplas atividades simultâneas, como usar o computador.

Para entender o fenômeno, experimente ouvir um disco dos Beatles, produzido nos anos 1960, e, logo depois, um do Fall Out Boy, desta década --a diferença de volume é gritante.

O caso do Metallica se tornou ainda mais curioso quando fãs afirmaram que a versão do disco lançada no jogo Guitar Hero soa melhor do que o CD.

Um vídeo (tinyurl.com/metaldm) demonstra claramente as discrepâncias entre as versões --no Guitar Hero, é possível distinguir muito melhor cada um dos instrumentos, e o som dos pratos da bateria, por exemplo, é bem mais límpido.

"Temos que deter a guerra da altura antes que todo CD que ouvimos nos dê uma dor de cabeça nos primeiros três minutos", escreveu o engenheiro de masterização e produtor musical britânico Ian Shepherd em seu blog (mastering-media.blogspot.com).

Pelas eliminatórias, seleção enfrenta Equador e maldição de Quito

Não é só a altitude - a de La Paz é maior e os resultados na cidade boliviana são mais positivos. Também não é apenas a pressão da torcida, fichinha comparada com a de Assunção ou Montevidéu. O nível técnico dos rivais, sozinho, também não vale, já que os argentinos em Buenos Aires são melhores.

Cabe então a Dunga e sua seleção brasileira, que enfrentam neste domingo, às 18h, o Equador pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, explicarem o motivo porque Quito virou uma "cidade maldita" para o futebol nacional.

Nenhum time brasileiro, seja a seleção principal ou um clube pelas duas principais competições continentais (a Taça Libertadores da América e a Copa Sul-Americana), triunfou nos 2.850 m da capital equatoriana nos últimos oito anos.

Foram 12 jogos, com oito vitórias dos times da casa e quatro empates, o que significa um vergonhoso aproveitamento de 11% do futebol brasileiro e saldo negativo de 12 gols. Em todas as outras capitais sul-americanas, equipes nacionais acumularam vitórias no mesmo período.

O Brasil só perdeu duas vezes para o Equador na história - ambas nesta década e no mesmo Atahualpa que será o palco do confronto.

Os clubes nacionais, mesmo os que triunfaram na Libertadores, não tiveram sucesso em Quito. O São Paulo perdeu para a LDU em 2005, quando foi o campeão da competição, assim como aconteceu com o Internacional no ano seguinte. Em 2008, a mesma LDU fez história ao ganhar a primeira Libertadores para o seu país batendo o Fluminense na decisão.

"É sempre complicado jogar lá, mas a história não se repete", aposta Ronaldinho, que será titular, mesmo admitindo estar sem o ritmo de jogo ideal por causa da contusão de Kaká, seu companheiro de Milan.

O meia Elano, o companheiro de Ronaldinho atualmente na armação de jogadas, reconhece que não é só pelos 2.850 m que jogar em Quito virou um pesadelo para o futebol brasileiro.

"A dificuldade lá é muito grande. A atitude influencia muito. Eles chutam muito por causa disso. Mas eles têm qualidade, muitos jogadores atuando na Europa", diz o meia.

A seleção brasileira começou a 11ª rodada das eliminatórias na segunda posição, seis pontos atrás do líder Paraguai. Na próxima quarta-feira, o time terá uma missão mais fácil - recebe o Peru em Porto Alegre.

EQUADOR
Cevallos; Reasco, Hurtado, Espinoza e Ayovi; Quiroz, Castillo, Mendez e Guerrón; Benitez e Caicedo.
Técnico: Sixto Vizuete.

BRASIL
Júlio César; Maicon, Lúcio, Luisão e Marcelo; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Ronaldinho; Robinho e Luís Fabiano.
Técnico: Dunga.

Local: estádio Olímpico Atahualpa, em Quito
Horário: às 18h (horário de Brasília)
Juiz: Carlos Chandia (CHI)

Amazônia é menos protegida no Brasil

O Brasil é um dos países que têm proporcionalmente menos territórios indígenas e áreas protegidas na Amazônia, segundo mapa que será publicado nesta semana por uma rede de 11 ONGs sul-americanas.

São 39,6% da Amazônia brasileira sob proteção na forma de terras indígenas e unidades de conservação de vários tipos, contra 56% da Amazônia colombiana, 79,7% da equatoriana e 71,5% da venezuelana. Somente o Peru destina uma proporção menor de sua selva às reservas florestais e às comunidades indígenas: 34,9%.

O mapa, produzido pela Raisg (Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada), é o primeiro a localizar as áreas protegidas e os territórios indígenas dos nove países amazônicos.

Considerando só este último quesito, o Brasil também fica atrás dos vizinhos: 50,6% da Amazônia colombiana, 25,7% da boliviana e 65% da equatoriana são indígenas.

Em números absolutos não há como comparar a extensão dessas terras com a fatia proporcionalmente menor sob proteção no Brasil --país que tem 64,3% da Amazônia. "Dos 3,2 milhões de quilômetros quadrados de áreas protegidas na Amazônia, 1,9 milhão estão no Brasil", diz o antropólogo Beto Ricardo, do ISA (Instituto Socioambiental), que coordenou a montagem do mapa.

Porém, o trabalho revela que alguns países da região têm mantido a sua porção amazônica razoavelmente protegida, o que, em alguns casos, significa uma proporção grande do território nacional.

Na Colômbia, por exemplo, toda a Amazônia (que representa 43,3% do país) é considerada "reserva florestal" -embora apenas 13% estejam efetivamente em áreas protegidas. São 240 mil quilômetros quadrados em terras indígenas.

A situação do Equador é ainda mais simbólica. As terras indígenas amazônicas reconhecidas pelo governo correspondem a 30% da área do país. No Brasil, todas as terras indígenas, somadas, respondem por 13% da área nacional, número que o ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) já disse considerar alto demais.

"No Equador, o processo de reconhecimento oficial de territórios indígenas na Amazônia é menos burocrático que no Brasil", diz Beto Ricardo. "A região é praticamente toda ocupada por povos indígenas e, ao reconhecer seus direitos, o governo já excluiu as propriedades privadas existentes."

Em outros países, como a Venezuela, o processo de demarcação das terras indígenas é mais atrasado. O governo venezuelano não reconhece as terras (nem mesmo a ianomâmi, demarcada e homologada desde os anos 1990 no lado brasileiro), denominando-as "zonas de ocupação indígena", sobrepostas a parques nacionais.

Como resultado, não existem dados oficiais sobre as terras indígenas no país, que acabam sob proteção menor. "O único mapa disponível era o do serviço de saúde indígena", diz Alicia Rolla, especialista em sensoriamento remoto do ISA.

A Amazônia é nossa

A melhor notícia do mapa é que, mesmo com 33 milhões de habitantes e 370 povos indígenas distribuídos por nove países com perfis econômicos diversos, a Amazônia possui 41,2% dos seus 7,8 milhões de quilômetros quadrados sob algum tipo de proteção.

Mesmo assim, 17% da floresta já tombou em toda a região, e ainda não existe um diagnóstico do que está acontecendo dentro de cada área protegida.

Na fronteira do Brasil com o Peru, por exemplo, há ação de madeireiros do lado peruano, apesar de haver um mosaico contínuo de áreas protegidas de ambos os lados. No Equador, empresas de petróleo (como a Petrobras) atuam em áreas indígenas e parques nacionais.

Segundo Ricardo, o mapeamento deverá ajudar a criar estratégias de conservação transfronteiriças. E ajuda a visualizar o impacto que decisões tomadas em um país podem ter sobre a floresta e as populações indígenas do vizinho.

"Esse mapa é uma contribuição para o ressignificado da expressão tão comum em cada país amazônico de que "a Amazônia é nossa". Afinal, não adianta, por exemplo, o Brasil proteger ou explorar os cursos médios das grandes bacias amazônicas sob o império da soberania nacional se as cabeceiras desses mesmos rios estão em países vizinhos."

O mapa poderá ser obtido a partir desta sexta-feira na internet (www.raisg.socioambiental.org).

Após 55 anos, Brawn repete Mercedes com dobradinha na estreia na F-1

A dobradinha da Brawn em sua estreia na F-1, neste domingo, com Jenson Button na frente de Rubens Barrichello no GP da Austrália, em Melbourne, repetiu um feito que havia ocorrido apenas uma vez na história da categoria, com a antiga equipe Mercedes, em 1954.

Naquele ano, a montadora alemã estreava na F-1 na quarta etapa de 1954, o GP da França, em Reims, tendo como dupla o argentino Juan Manuel Fangio e o alemão Karl Kling. Fangio foi o pole, com Kling largando em segundo. Ambos terminaram a corridas nessas posições.

Após os títulos de Fangio em 1954 e 55 pela equipe, a Mercedes, hoje parceira da McLaren e que também fornece os motores para a própria Brawn, decidiu deixar a F-1 e o automobilismo por conta de um grave acidente nas 24 Horas de Le Mans, em 1955, que vitimou cerca de 80 pessoas, incluindo o francês Pierre Levegh, piloto da Mercedes e protagonista da tragédia.

Quem também venceu na F-1 em sua estreia, sem dobradinha, foi a equipe Wolf, no GP da Argentina em 1977, com o sul-africano Jody Scheckter. A escuderia saiu da F-1 após a temporada de 1979.

Alívio

A história da Brawn na F-1 começou quando a Honda anunciou, em 5 de dezembro do ano passado, que deixaria a categoria por conta da crise econômica mundial. O chefe de equipe da escuderia japonesa, Ross Brawn, iniciou as negociações para seguir na F-1 com uma nova parceria.

Sem conseguir encontrar um comprador, o ex-chefe da Ferrari assumiu a nova escuderia, oficializada no início de março. Brawn, então, decidiu manter a experiente dupla Button/Barrichello.

O brasileiro Bruno Senna, que disputava uma vaga com seu compatriota e era o favorito da Honda para 2009, antes de a montadora sair da F-1, foi preterido em favor de Barrichello.

Logo em seus primeiros treinos na pré-temporada, o recém-nascido BGP 001 demonstrou sua força e sempre andou nas primeiras colocações com seus dois pilotos, situação que se repetiu em Melbourne.

A vantagem da Brawn foi potencializada por conta de seu polêmico difusor traseiro, que aumenta a "downforce", força que segura o carro no asfalto, e melhora assim a sua velocidade e performance geral.

Com exceção de Williams e Toyota, que também usam uma solução semelhante, as outras escuderias protestaram contra a peça, e a Corte de Apelações da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) decidirá sobre sua legalidade em aproximadamente duas semanas.

Jenson Button demonstrou alívio com o triunfo da equipe após a "novela". "Foram meses muito difíceis, por isso quero agradecer a toda a equipe", disse Button, que também saudou Barrichello.

Cinco municípios voltam às urnas neste domingo

Cinco municípios brasileiros - Londrina (PR), Itapé (BA) e Guarani D'Oeste, Igaraçu do Tietê e Lupércio (SP) - voltam às urnas neste domingo (29) para escolher prefeitos e vice-prefeitos.

Em todos os casos, a Justiça Eleitoral anulou o pleito de outubro de 2008 em razão do indeferimento do registro de candidatos.

Na cidade paranaense, disputam os votos dos 341.908 eleitores os candidatos Luiz Carlos Hauly (PSDB) e Barbosa Neto (PDT).

No caso de Londrina, a eleição suplementar foi necessária porque o candidato mais votado em outubro, Antônio Belinati (PP), teve o seu registro de candidatura negado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por problemas com a prestação de suas contas públicas.

Em Itapé, Humberto Augusto Fernandes Mattos (PV) e Jackson Luiz Lima Rezende (PP) são os candidatos que concorrem ao cargo do prefeito do município baiano, que tem 8.720 eleitores.

O candidato mais votado em outubro, Pedro Jackson Brandão (PMDB), também teve seu registro de candidatura indeferido por problemas com prestação de contas.

São Paulo

Em Guarani D'Oeste, disputam a prefeitura o PMDB, com a candidata Maria Luzia Boff dos Santos, e o PSB, com Odair Vazarin. A cidade conta com 1.487 eleitores.

Os candidatos mais votados em outubro na cidade, Marco Antonio do Carmo Caboclo (PT) e Elizabeth Dias Costa (PR), concorreram sub judice, já que tiveram seus registros de candidatura indeferidos pelo juiz de primeiro grau.

Igaraçu do Tietê, município paulista com 18.209 eleitores, volta às urnas para escolher seu novo prefeito entre os candidatos Aparecido Jovanir Pena Junior (PP), Carlos Augusto Gama (PSDB), Fernando Mauro Roncari (PTC), José Claudio Bergamasco (PR) e Wamberto Picolli (PSB).

Na cidade, o candidato mais votado, Guilherme Fernandes (PSDB), e seu vice, Juvenal Aparecido Fernandes de Melo (DEM), tiveram seus registros de candidatura cassados por promessa de entrega de dinheiro e bens aos eleitores em troca de votos, configurando captação ilícita de sufrágio.

Três candidatos, Abílio Kempe (PMDB), Alfredo Tadeu Belintani (PRP) e João Ferreira Júnior (PSDB), concorrem ao cargo de prefeito de Lupércio, cidade paulista com 3.674 eleitores. No local, Orlando Daun (PSDB) e Sebastião Mendonça Filho (PSDB) tiveram seus registros de candidatura indeferidos no pleito de outubro.

TCU determina bloqueio de bens de líder sem terra Bruno Maranhão

O Tribunal de Contas da União determinou ontem providências para o bloqueio dos bens do líder do MLST (Movimento de Libertação dos Sem Terra) Bruno Maranhão e a aplicação de multas a dirigentes do Incra pelo repasse irregular de R$ 5,8 milhões.

O tribunal vincula os pagamentos ao financiamento da invasão da Câmara em 2006, organizada pelo movimento.

A Anara (Associação de Apoio à Reforma Agrária), vinculada ao MLST e responsável pelos convênios com a União, também deverá ter os bens tornados indisponíveis pelo TCU.

O tribunal já havia identificado desvio de cerca de R$ 22 milhões em convênios da União com entidades ligadas a sem-terra. Na sexta, juiz federal de São Paulo bloqueou os bens da Anca, ligada ao MST, por suposto desvio de verbas.

A ligação entre repasses à Anara e a invasão foi indicada em parecer do procurador do Ministério Público no TCU Marinus Eduardo Marsico.

O presidente do Incra, Rolf Hackbart, disse que só comenta a decisão depois que o acórdão for analisado por sua procuradoria.

"Estou com a sensação de que vou sair", diz Ana Carolina no "BBB"


Na véspera do paredão que irá eliminar Ana Carolina ou Josiane do "Big Brother Brasil 9", a catarinense, que já enfrentou cinco paredões dentro do reality show, finalmente confessou se sentir ameaçada na disputa.

Conversando com Francine durante a festa desta sábado, Ana disse que tem a sensação de que irá deixar o programa. "Não consigo dormir, estou com uma sensação de que vou sair", disse a BBB.

Durante o bate-papo, Ana ainda disse que não tem ideia dos rumos do jogo após a eliminação de Naiá, sua companheira mais próxima no confinamento. "Depois que a Naná saiu, não sei de mais nada", disse.

Naiá foi eliminada em um paredão disputado com Josy, a mesma adversária de Ana neste domingo.

Quarto Branco

A festa deste sábado, que trouxe para a casa do reality show vários jogos eletrônicos para divertir os confinados, ainda marcou uma tentativa de reaproximação entre Flávio e Francine.

A gaúcha, chateada com o líder desde a formação do paredão, na última quinta-feira, foi também quem atendeu o "Big Fone" na noite de sexta e escolheu Flávio e Priscila para enfrentarem o quarto branco.

Ainda sem saberem que irão para o cômodo, os dois usam colares pretos e já temem por um castigo.

Flávio aproveitou a noite para tentar conversar com Francine, dizendo que o colar faz parte do jogo e que não deveria ser mais um motivo de briga entre os dois.

"Não pense que eu estou estressado com o colar. A amizade é muito maior do que isso para eu ficar me preocupando", afirmou.

O gaúcho ainda questionou o fato de Francine ter comunicado que queria atender o "Big Fone" e tirado a chance dos outros participantes de fazerem o mesmo. "Eu iria atender, mas não queria brigar com você", disse o BBB.

"Você fez bem em não atender. Amanhã eu te explico", disse a gaúcha.

Neste domingo, após a prova da comida, Francine irá entregar roupas brancas para Priscila e Flávio e comunicar que eles deverão ir para o quarto branco. Já no cômodo, os BBBs receberão novas instruções a respeito do desafio.

sábado, 28 de março de 2009

Maradona estreia em jogos oficiais, e Argentina goleia Venezuela

Na estreia de Diego Maradona como técnico em competições oficiais, a Argentina não encontrou dificuldade para superar a seleção venezuelana. Venceu por 4 a 0 e assumiu a vice-liderança das eliminatórias para a Copa do Mundo-2010, à frente do Brasil.

Com a vitória nesta 11ª rodada, a seleção argentina passou a somar 19 pontos, atrás do Paraguai, com 23. A seleção brasileira tem 17 e joga neste domingo contra o Equador, podendo retomar a posição.

Jogando no estádio Monumental de Nuñes, em Buenos Aires, Lionel Messi abriu o placar. Aos 25min do primeiro tempo, após bela trama, o meia-atacante do Barcelona recebeu livre na área e tocou na saída do goleiro.

Carlitos Tevez ampliou aos 2min da segunda etapa, aproveitando bola que sobrou na área. Quatro minutos depois, Maxi Rodrigues completou cruzamento e aumentou. O genro de Maradona, Sergio Aguero, deixou o seu aos 28min.